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domingo, 2 de agosto de 2009

Assim surgiu a aranha...

Segundo o poeta romano Ovídeo nas suas “Metamorfoses”, Arachne tecedeira que morava na Lydia (localidade famosa por produzir alguns dos tecidos mais belos do mundo antigo) envaidecida com a sua perícia na arte de tecer, arrogantemente reivindicava que a sua capacidade rivalizava com a da deusa Atena. Esta na qualidade de protectora dos tecelões, tomando conhecimento da existência de Arachne, viaja até á Lydia a fim de se confrontar com ela. Disfarçada de um camponês idoso, Atena, advertiu a jovem para que não se comparasse aos dos deuses. A tecedeira rejeita os conselhos e vaidosa desafia a própria deusa para uma disputa. Atena teceu uma tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos mortais que desafiavam os deuses e Arachne uma tapeçaria onde mostrava os amores dos deuses. A jovem tecelã foi tão perfeita durante a disputa que a deusa não encontrando uma falha sequer, irada feriu Arachne e rasgou-lhe a tapeçaria. A jovem ficou tão triste que tentou o suicídio enforcando-se, mas a deusa apiedando-se, salvou-a transformando a corda que Arachne usava numa suave teia, mas pelo seu pecado foi transformada numa aranha, e assim a beleza de sua arte nunca deixaria de ser realizada

Teseu e o fio de Ariadne

O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror.
Conta o mito que o rei Minos, pediu ao deus grego Poseidon por um sinal, que lhe assegurasse que ele, e não o seu irmão, subiria ao trono de Creta. Poseidon aceitou o pedido, porém pediu em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.

Poseidon furioso, resolveu castigar o rei e faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Dessa paixão nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.

Na altura, Androceu, filho de Minos, tinha sido morto pelos Atenienses, que invejavam as suas vitórias no festival panatináico. Para vingar a morte do filho, Minos declarou guerra contra Atenas e venceu. Ordenou então, que sete rapazes e sete virgens atenienses fossem enviados a cada nove anos para serem devorados pelo Minotauro. Pela altura do terceiro sacríficio, Teseu, decide ir a Creta a fim de matar o terrivel touro.

Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixonou-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe uma espada e um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Com todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. matando a terrível criatura. Assim, o herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto e saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.

O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração ensinando o que poderia acontecer àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hierodulas, heteras e Puta a deusa da podadura

Desde a pré-história a mulher era associada à Grande Deusa, Deusa Mãe, ou Deusa Terra, e como tal estava no centro das actividades sociais. A prostituição sagrada foi muito praticada na antiguidade com finalidade religiosa. As hierodulas (escravas ou prostitutas sagradas) normalmente ligadas a um templo, praticavam o sexo para angariar bens destinados ao templo, com o intuito de permitir a união de homens com os deuses, ou ainda para propiciar a fertilização.
A natureza sexual do homem e da mulher era inseparável de sua atitude religiosa. Nos seus louvores de agradecimento, ou nas suas súplicas, eles ofereciam o acto sexual à deusa, reverenciada pelo amor e pela paixão. Tratava-se de um acto honroso e respeitoso, que agradava tanto ao divino quanto ao mortal. A prática da prostituição sagrada surgiu dentro desse sistema religioso matriarcal e, por conseguinte, não fez separação entre sexualidade e espiritualidade.
Na Antiguidade, em várias civilizações do Oriente Médio era comum a prática da prostituição sagrada, pela qual os homens visitavam templos, onde tinham relações sexuais com o objectivo de comungar com uma determinada deusa . A prostituta sagrada encarnava a deusa, tornando-se responsável pela felicidade sexual, "a veia através da qual os rudes instintos animais são transformados em amor e na arte de fazer amor", explica Nancy Qualls-Corbett, autora do livro "A prostituta sagrada", da Editora Paulus.

Para os homens antigos a lua era andrógina. Pelo facto de o homem depender dos préstimo da Lua para a fertilidade da terra, dos homens e dos animais, provocou desde a mais remota antiguidade uma espécie de hiéros gamos, casamento sagrado, uma união com intuito sagrado e impessoal

Assim, criou-se uma espécie de ritula sagrado, onde o homem - lua cujo representante na terra era o rei ou o chefe tribal, passava a noite de núpcias com a noiva, para promover a fertilização do casal e consequentemente da tribo e da terra. Este costume perdurou na França até á Idade Média.

Da mesma forma, em determinadas épocas do ano, sacerdotisas e mulheres de todas as classes sociais uniam-se sexualmente a reis, sacerdotes ou a estranhos, que simbolizavam o homem-lua para angariar bens materiais para a deusa (Lua) mas também para que esta favorecesse a fertilização.

Cibele era uma deusa frígia, trazida solenemente para Roma entre 205 e 204 a.C Identificada pelos seus adoradores com a lua era protectora da mulher. Durante as festas orgiásticas da Bona Mater, como era chamada em Roma, os seus sacerdotes e muitos dos seus adoradores vestidos com roupas femininas passavam a servir a deusa Cibele praticando a homossexualidade.

O mesmo acontecia na Índia onde os homens de Winnipeck que consideram o sol como propicio ao homem, mas julgam que a lua lhes é hostil, se sonhassem com a lua sentiam-se no dever de se vestir de mulheres e servir a deusa.

No período em que existia a prostituição sagrada, as culturas constituíram-se sobre um sistema matriarcal que, muito mais do que mulheres em cargos de autoridade, significava um foco em valores culturais diferentes. "Onde o patriarcado estabelece lei, o matriarcado estabelece costume; onde o patriarcado estabelece o poder militar, o matriarcado estabelece autoridade religiosa; onde o patriarcado encoraja a areteia (valor, força e perícia) do guerreiro individual, o matriarcado encoraja a coesão do coletivo, algo que tem a ver com a tradição". (William Thompson, The Time Falling Bodies Take to Light)

As heteras na antiga cultura grega
As heteras mulheres livres, desempenhavam na antiga cultura grega o mesmo papel que hoje as “call girls” desempenham na nossa sociedade.

Eram acompanhantes, companheiras, reuniam a espiritualidade com a graça feminina para além da capacidade de conversação, virtudes que uma esposa comum raramente possuía.

Em meados do sec IV a. C. aparece uma figura miúda mas de extraordinária beleza, tocadora de flauta e sacerdotiza de Afodite, chamada Frinéa que ficou na história pela sua graça e pelo seu costume de submergir nua com os cabelos soltos nos festivais de Poseidon e nos Rituais de Eleusis.
Teve um papel importante no meio cultural da época. Amante de figuras importantes como Praxiteles, posa para a escultura “Afrodite de Cnidos”. Frequenta o círculo de amigos de Sócrates e de Arsitófanes que a têm em alta consideração.

Puta, em latim era uma Deusa muito antiga e importante. O termo provém do verbo putare, "podar", Puta era a deusa que presidia a podadura.
O sentido prejurativo surgiu por volta de 1180-1230 d.c. num texto escrito, até lá nunca foi visto com sentido erótico ou menos digno.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Confúcio – e a crença numa ordem moral cósmica

confucio Vida e Obra - Pouco se sabe acerca de Confúcio (Kung-fu-tzu). Filósofo chinês, nasceu em Küfu, no norte da China, em 551 a. C. e morreu em 479 a. C. no Estado de Lu (actualmente província de Shantung, na China).

De origem nobre, mas por circunstâncias desconhecidas a sua família era bastante humilde. Era conhecido como um jovem educado, cortês e justo. Viajou muito e estudou durante vários anos na capital imperial de Zhou. Com a idade de 35 anos, viu a sua carreira de professor interrompida por uma prolongada e sangrenta guerra, conduzida pelo Duque Chao do estado de Lu. Terá sido durante esse período que Confúcio foi chamado a exercer funções políticas, por um breve período, como conselheiro político do Duque Chao. Cansado das intrigas da Corte, Confúcio troca a vida política pelo ensino. Aos 50 anos de idade, volta a exercer funções políticas, como Ministro da Justiça do estado de Lu e aos 56 anos alcança o lugar de Primeiro Ministro. Por volta dos 60 anos de idade, Confúcio abandona definitivamente a vida política e viaja durante anos pela China acompanhado dos seus discípulos. Durante as suas viagens é preso e vê-se envolvido em lutas de senhores da guerra rivais. Aos 67 anos de idade regressa a Lu, passando o resto dos seus dias a ensinar e a escrever. Morreu com 72 anos

A maior parte dos trabalhos atribuídos a Confúcio, e em particular Os Analectos - foram escritos pelos seus discípulos após a sua morte. Há imensas traduções de Os Analectos, mas poucas credíveis, porque é extremamente difícil o respeito pelo original, já que a língua em que foram escritos sofreu muitas transformações. Para além de Os Analectos, são atribuídos a Confúcio ou aos seus discípulos A Grande Aprendizagem e A Doutrina do Meio

A teoria moral - O Confucionismo constitui um código de conduta que guia e orienta o governo justo, as relações entre as pessoas, a conduta pública, a vida privada e a procura da rectidão. Os dois conceitos mais importantes da doutrina confuciana são o Li e o Jen. O Li são as cerimónias, a etiqueta, os rituais e os bons costumes. O Jen é a benevolência, a cortesia e a gentileza. A harmonia, a paz, a justiça e a ordem estariam asseguradas se todos praticassem o Li e o Jen.

Central no pensamento de Confúcio é a crença numa ordem moral cósmica. Através da reflexão e da educação, é possível a qualquer um a distinção entre o bem e o mal.

Em conclusão, a filosofia de Confúcio oferece-nos uma ética, uma política e uma arte de viver, de simples compreensão: amar os outros, honrar os nossos pais, fazer o que está certo em vez de agir por interesse, respeitar a reciprocidade, isto é, "não faças aos outros aquilo que não queres para ti", dirigir e comandar através do exemplo moral e não pela violência ou pela força...

Frases célebres atribuídas a Confúcio

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.

Se queres prever o futuro, estuda o passado

Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros.

Quando vires um homem bom, tenta imita-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.

Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem.

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.

No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos

Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és.

O homem superior fala com modéstia, mas age com audácia

Fonte: Confucio

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A obra passo a passo

Para satisfazer alguns amigos que me pediram para ir divulgando as minhas pinturas aqui no blog, esta noticia “ A obra passo a passo” fará o acompanhamento do que eu for realizando.

Primeiro gostaria de vos dizer que para mim pintar não é um hobbie, e só o consigo fazer quando estou muito tranquila, por isso tenho pintado bem menos do que gostaria, por falta de tempo e disposição. As pausas prolongadas que tenho sido obrigada a fazer, levantaram-me a mão, portanto, achei conveniente neste recomeço, optar por exercícios mais técnicos para me dar mais segurança e recuperar alguma da destreza perdida. Os trabalhos que agora vos mostro e que se encontram numa fase intermédia de concretização, resultam de uma série de fotografias que fiz em demolições, já com o intuito de as aproveitar para a pintura.DSC00465DSC00466Porquê portas?

Nem eu mesma sei, foi a minha escolha, talvez porque esteja a passar por um momento em que sinto muitas portas fechadas, ou quem sabe, atraída pelo colorido. Há sempre muitas explicações possíveis e cada um poderá encontrar a que mais lhe agradar.

A minha pintura é figurativa e como tal recorro a técnicas um pouco lentas e a alguns preciosismos técnicos. Não me identifico com a pintura abstracta, embora aprecie muito, mas estou mais conotada com as obras surrealistas e com algumas figurações modernas.DSC00484Começo sempre mais do que um quadro ao mesmo tempo, por que há pausas que são necessárias, momentos de silêncio perante a obra, tempos de secagem, saturação ou dificuldade de soluções para um qualquer problema. Assim, quando tenho que parar com um quadro posso sempre ir trabalhando noutro. Dois deles abordam o mesmo tema e são executados com a mesma técnica. O outro, paisagem, foge um pouco às minhas características, mas como disse anteriormente, são exercícios técnicos necessários, funcionam como um aquecimento, para depois começar em força.

Do que for fazendo vou dando notícias e desde já agradeço a vossa disponibilidade para me aturar.

domingo, 14 de junho de 2009

Igrejas rupestres de Göreme - Turquia

Göreme situa-se na Turquia na região da Capadócia, famosa pelas suas formações rochosas e antigas habitações escavadas na pedra.

A zona de Göreme é habitada desde as épocas mais antigas. Mais recentemente os cristãos procuraram refugio nesta zona para fugir às agressões dos muçulmanos, aproveitando as particulares condições geológicas img049 As antigas igrejas da zona, hoje em parte derrubadas, remontam ao sec VII. Diz-se que em Göreme existiam 365 igrejas, uma para cada dia do ano, destas, só 30 podem hoje ser visitadas. Cristãos e comunidades de monges utilizaram estes lugares como refúgios e retiros. Escavados nos cones de rocha a sua localização tornava-se difícil mas a sua defesa mais fácil.goremeEstas igrejas na sua maioria foram construídas depois de 850 e decoradas segundo um estilo extremamente simplificado. A arte pictórica teve aqui um grande desenvolvimento gerando um estilo próprio chamado “Capadócia” que, tinha como ponto de partida o que se fazia nas grandes cidades e que os pintores reinterpretavam e esquematizavam segundo as necessidades e as exigências dos frequentadores dos mosteiros. 37f858a1-7035-4ec0-b4f9-e8a88ab1c846Em Göreme encontra-se o Valle de El Nazra onde as chaminés de fadas albergam várias igrejas como a Igreja da Virgem. No Valle de Kiliçlar Vadisi encontra-se a famosa igreja de Kiliçlar decorada com belíssimos frescos. darkchurchoutsideKaranlik Kilise foi um verdadeiro complexo monástico edificado no sec XI graças a quatro benfeitores que se encontram representados nos frescos internos. É vulgarmente conhecida pela igreja escura, devido à pouca luz existente na capela, e foi essa obscuridade que permitiu a conservação destes notáveis frescos durante séculos. Karanlik_kilise16As cenas representadas nos frescos de Karanlik Kilise, são as já habituais nas igrejas católicas: cenas da vida de Cristo, como o Cristo Pantocrator e a Cruxificação que vemos nas imagens a cima, há ainda representações da Natividad, da Última Ceia e do Baptismo.Capadocia As chaminés de fada, existentes em toda a Capadócia formam-se graças à erosão exercida durante milhares de anos sobre materiais frágeis de origem vulcânica, pontuados por blocos de basalto e andesito e cuja altura pode chegar até aos 40m. Vistas ao longe fazem lembrar castelos e talvez por isso estas formações geológicas tenham recebido esta designação.

Desde 1985 este lugar encontra-se protegido pela UNESCO

sábado, 9 de maio de 2009

A beleza das Kasbahs marroquinas


Interior de uma Kasbah
Interior de uma kasbah



Marrocos é um país ensolarado no noroeste da África, surpreende aos que imaginam apenas paisagens desérticas pela sua diversidade de elementos naturais com lagos e cachoeiras assim como desertos e montanhas, encantadores palácios e fortificações.

De entre todas as belezas que aqui encontrei encantaram-me pela sua beleza as construções em terra, as Kasbah.

A kasbah é uma fortificação construída com palha e barro e mais raramente com pedra, pelas famílias endinheiradas e que, para além de proteger quem vivia na cidade dava guarida aos viajantes. Em todas as cidades havia destas fortificações defensivas. Actualmente muitas delas encontram-se no meio das cidades, mas também é comum vê-las em locais desérticos.

A importância histórica das kasbahs marroquinas é tão grande que elas foram classificadas como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e tornaram-se rota de turismo e rally, conhecida por "Rota dos Kasbahs

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Arca da Aliança

A Arca da Aliança é um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados por toda a humanidade.
Deus pediu a Moisés para construir a Arca e dentro dela foram colocados três objectos que, foram o testemunho da relação de Deus com o seu povo: as tábuas dos dez mandamentos, um pote de Maná e o cajado de Arão.
Maná
Segundo o livro bíblico do Êxodo: maná é um alimento produzido milagrosamente fornecido por Deus aos hebreus. Após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdédio (material semelhante a uma pérola produzido da resina de uma árvore), que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite
O cajado de Arão
A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio de Arão. O SENHOR portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse provada visível e definitivamente, mediante um sinal sobrenatural. Um príncipe de cada tribo dos israelitas deveria trazer até Moisés uma vara correspondente à sua tribo, inscrita com o seu nome. Moisés recolheu as varas e pô-las no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que a vara do homem escolhido floresceria. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze varas normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas maduras. Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).
Construção da Arca
A Arca construída em madeira de acácia tinha 111cm de comprimento, 66,6 cm de largura e 66,6 cm de altura. Era interiormente recoberta a ouro puro e exteriormente com uma bordadura em ouro. A fim de ser transportada tinha quatro argolas, duas de cada lado também em ouro. Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protector, a figuras estavam curvados em direcção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro numa presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.

O Templo
A Arca foi colocada num templo que Davi mandou construir para o efeito e que Salomão por morte de seu pai veio a concluir. No templo, havia um recinto (chamado na Bíblia de "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O ambiente passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei, poderiam chegar à sua presença
O templo foi destruído por Nabucodonosor e reconstruído no mesmo local, vindo a ser destruído novamente no ano 70 d. C. pelos romanos. Há quem afirme que o actual muro das lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão
Simbologia
A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram colocadas no seu interior, a Arca é tratada como o objecto sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar na sua presença dentro do Tabernáculo.
Segundo relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocá-la, era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para o seu transporte.
Poderes da Arca
Segundo a Bíblia os Filisteus invadiram a Palestina e levaram a Arca como despojo de guerra para o templo de Dagom em Asdolde, contudo esta ficou por muito pouco tempo, porque coisas estranhas aconteceram. A população foi assolada por moléstias e houve uma invasão de ratos. A população revoltou-se e a Arca foi enviada para a cidade de Ecron. As gentes da cidade descontentes decidiram envia-la de volta para o território de Israel sendo depois transportada para Quireate - Jearim ficando durante vinte anos aos cuidados de Eleazar.
Perdida ou Desaparecida?
A Arca foi dada como desaparecida após as invasões e destruição do Templo de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor cerca de 586 a.C. Até à data não se chegou a qualquer conclusão sobre o seu paradeiro. Nessa altura pode ter sido levada para a Babilónia e destruída para aproveitamento do ouro, ou conservada como troféu. Curiosamente, uma tradição apócrifa registada em 2 Macabeus 2:5 apresenta o profeta Jeremias, na época dessa destruição, retirando a arca do seu lugar sagrado com alguns homens transportando -a para o Monte Nebo em Canaã. Ai, foi depositada numa caverna que foi logo de seguida tapada. Os acompanhantes de Jeremias voltaram mais tarde para sinalizar a caverna mas não a conseguiram identificar.
Outra teoria defende que a Arca poderá estar em Aksun na Etiópia, guardada na igreja de Santa Maria do Zion. A hipótese da Arca estar na Etiópia tem origem no livro dos Reis, que trata das dinastias dos reis etíopes antes de Cristo. Nestas crónicas consta que todos os reis etíopes até aos tempos contemporâneos são descendentes do rei Salomão. Segundo as mesmas, o Rei Salomão teria tido um filho com a Rainha do Sabá, Menelik I a quem Salomão terá confiado a Arca que por sua vez a terá levado para a cidade de Ahsun, então capital da Etiópia.
E assim permanece o mistério do seu paradeiro.

Este é um tema apaixonante que tem feito correr muita tinta e foi abordado brilhantemente no cinema em “Indiana Jones and the Raiders of The Lost Ark” pelo argumentista George Lucas & Philip Kaufman, realizado por Steven Spielberg.

domingo, 3 de maio de 2009

Hoje é o dia da Mãe em Portugal

Hoje comemora-se em Portugal o dia da Mãe. Para Homenagear as mães de todo o mundo, escolhi alguns dos quadros os mais significativos, cheios de sensibilidade e ternura de Mary Cassat.
Mary Cassat nasceu em 22 de Maio de 1844, na cidade de Allegheny, Estados Unidose faleceu em 14 de Junho de 1926 em Chãteau de Beaufresne, perto de Paris. Foi uma grande pintora impressionista e devido à influência de Degas, seu marido, os seus trabalhos revelam uma grande suavidade e lirismo.
A maternidade é o tema principal da sua obra, representando momentos intimistas e de afecto que unem mães e filhos.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Paula Rego – Mulheres guerreiras

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa.
Oriunda de uma família da alta burguesia, frequenta o colégio St Julian’s, no Estoril. Os professores cedo reconhecem o seu talento para a pintura e incentivam-na a prosseguir uma carreira que em Portugal estava destinada aos homens ou a jovens de sociedade. Vai estudar para a Slade School of Art entre 1952 e 1956, onde conhece o pintor Victor Willing, com quem vem a casar.

Na pintura Paula Rego representa o seu mundo intimista, de memórias infantis, inspirado em dados reais ou imaginários, mas sempre conscientes.

Após a morte de Vic Paula pinta uma série de quadros como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988, em que o espectro da separação e a autonomia da mulher em relação ao elemento masculino estão presentes.

Posteriormente Images%5Cpaula-regorealiza uma série de trabalhos denunciando o aborto clandestino, como uma reacção directa às condições em que decorreu o referendo, especialmente face à elevada abstenção que se poderia interpretar como desinteresse perante o problema. Cronologicamente, ela surge como uma exacta sequência da série sobre o Crime do Padre Amaro, cuja história se «resolve» por um infanticídio, salvando-se as conveniências da moralidade pública com a morte de Amélia e a clandestina entrega do filho às mãos da «tecedeira de anjos» (ou «abafadeira», segundo outra expressão mais popular).

«Fiz estes trabalhos para Portugal, revoltada coPaulaRegom o que se passou no referendo sobre o aborto», diz a pintora, que têm ainda nas suas memórias vividas do país as situações dramáticas que testemunhava na Ericeira quando as mulheres dos pescadores, rodeadas de filhos, lhe pediam o dinheiro necessário para os desmanchos. Se o aborto é um tema tabu, é também porque ele, enquanto poder de destruição, é indissociável de outro poder feminino, o de dar a vida.

«É a razão pela qual as mulheres são temidas. O último poder é o de destruir», disse a artista à escritora Maggie Gee, num artigo do «Daily Telegraph» (de 15 de Fevereiro).Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher-Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres fortemente simbólicas, representadas sozinhas, mas aparentemente escravizadas a algum parceiro ausente ou imaginário (Fiona Bradley, 1997)2548093_400_p_tn_Paula_Rego.

São retratos de sofrimento e angústia, de ansiedade, desolação, medo, humilhação e vergonha, feitos de uma violência contida, sem sangue nem gritos, com uma construção figurativa formalmente austera, sempre rigorosa e simples, que os traços precisos dos rostos, os espaços fechados e a estrita economia dos cenários tornam ainda mais realistas e pungentes. Com um nome reconhecido em todo o mundo, Paula Rêgo é colocada entre os quatro melhores pintores vivos em Inglaterra.

terça-feira, 14 de abril de 2009

As ninfitas de Balthus


"O que pinto são anjos. Todas as minhas figuras femininas são anjos, aparições. As pessoas vêem-nas como eróticas, o que é perfeitamente absurdo. A minha pintura é essencial e profundamente religiosa" - as palavras de Balthus, dito conde Balthazar Klossowski de Rola, sobre as rapariguinhas que compõem o tema mais célebre e misterioso da sua obra.
Anjos estas jovens que expõem os corpos nus ou semi-vestidos com uma inocência equívoca?
Religiosas estas pinturas que as representam em poses que vão do abandono lânguido ao arrebatamento sensual?
Disse Balthus: "o tema da adolescente lânguida nada tem a ver com uma obsessão sexual, a não ser talvez no olhar do observador. Eu vejo as adolescentes como um símbolo. Nunca serei capaz de pintar uma mulher. A beleza da adolescência é mais interessante. A adolescência encarna o futuro, o ser antes de transformar-se em beleza perfeita. Uma mulher encontrou já o seu lugar no mundo, uma adolescente, não. O corpo de uma mulher já está completo. O mistério desapareceu."
A natureza incompleta, indefinida, inquieta, das raparigas-meninas era, pois, aquilo que nelas o seduzia. E também a sua beleza, em que via reflectida a beleza do divino, que celebrava, dizia, pintando como quem rezava. E havia ainda a nostalgia da infância que elas supostamente lhe despertavam .
A obra mais polémica de Balthus “ A Lição de Guitarra” foi apresentada em 1934 numa exposição da Galeria Pierre Loeb em Paris, mas numa sala à parte, um pouco afastada do percurso da galeria. Só reapareceu em público em 1977 na Galeria Pierre Matisse em Nova Iorque. Em 1984, meio século depois de ter sido exposta pela primeira vez, a obra foi proibida de fazer parte da restrospectiva de Balthus no Centre Georges Pompidou e no Museum of Modern Art de Nova Iorque. O organizador da exposição explicou no catálogo a ausência da Lição de Guitarra por motivos que não partilhava inteiramente mas que mostravam até que ponto, cinquenta anos depois de ser pintada, a obra ainda incomodava e perturbava.
Quem foi Balthus
O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908 e morreu em 2001. Casou duas vezes e teve três filhos.
Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para director da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Praemium Imperial atribuído pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac

domingo, 12 de abril de 2009

Viagem no Expresso do Oriente

Durante a minha estadia na Turquia, há uns anos atrás, tive a oportunidade de visitar o Pera Palace Hotel. Muitos dos recém-chegados a Istambul no Expresso do Oriente aproveitavam as suítes do Pera Palace para se recuperarem da longa viagem e buscar fôlego para desbravar a então desconhecida Ásia. Um dos quartos reservados pera palace hotelpara mostrar aos curiosos, era o quarto da escritora Aghata Christie. Mas outros famosos passaram por aqui como: o Rei George V de Inglaterra, Kaiser Wilhem II da Alemanha, o Imperador Franz Joseph do Império Austro-Hungaro e o Czar Nicholas II da Rússia .

Decidi então fazer uma serie de pesquisas sobre o famoso comboio que inspirou livros e filmes e, acabei por descobrir que, o famoso Expresso do Oriente ao contrário do que eu imaginava, só faz o percurso Londres – Itália.

Mas vamos à história do Expresso do Oriente.

Há 125 anos, em 4 de Outubro de 1883, partiam da estaç300px-aff_ciwl_orient_express4_jwão Gare de l'Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Roménia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul. Em 1889 a linha é finalmente completada até Istambul.

Na década de 30 o Expresso do Oriente atingiu o seu ponto máximo, com trêss serviços atravessando a Europa. Este sumptuoso comboio transportava a realeza europeia e outros viajantes da corte da França à Turquia. As cabines ofereciam luxo para os passageiros, que podiam se deleitar com camas e estofados de primeira linha, além de serviço de alto nível.

As Guerras Mundiais, porém, ameaçaram a segurança da rota e fizeram o antigo comboio encerrar suas viagens em 1977. Apesar da famosa composição do século XIX ter parado de circular, ainda é possível refazer o trajecto até Istambul a bordo de um trem renovado, mas 52-8055-Orient-Express-726088igualmente sofisticado.

Hoje, o transporte fica por conta de diversas companhias ferroviárias, entre elas a Orient Express Hotels, Trains & Cruises, que criou uma réplica do trem com alguns dos vagões originais. O que aconteceu foi que um britânico chamado James Sherwood investiu cerca de US$ 16 milhões para adquirir e reformar os vagões da antiga linha, e a empresa de hotéis e viagens comprou-os.

O Expresso do Oriente sai todos os dias às 22:20 da Gare de Strasbourg, para Viena. No período entre Março e Novembro pode-se viajar entre Londres e Veneza pelo elevado custo de 2.000,00 euros por pessoa

O expresso do Oriente é considerado o comboio mais famoso do mundo, o seu público-alvo continexp oriua o mesmo: gente disposta a pagar uma pequena fortuna por uma viagem memorável. O pacote de seis noites custa US$ 9 mil e o valor inclui refeições (sem bebidas alcoólicas) e passeios em todas as paradas. A fila de espera para conseguir uma vaga é grande. Segundo a empresa Orient Express Hotel, recomenda-se comprar o pacote com até um ano e meio de antecedência.
Uma vez por ano no mês de Agosto, realiza-se uma viagem recordando o trajecto original que ligava Paris a Istambul.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Agnus Dei


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pintura de género - natureza-morta

Naturezmeatsella-morta é um gênero de pintura em que se representam seres inanimados, como frutas, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos os mais humildes, ocupava um lugar de menor importância

É somente em meaGiuseppe_Arcimboldo_-_Spring,_1573dos do século XVI que a natureza-morta emerge como gênero artístico independente em obras de pintores como Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575) e Jacopo Bassano (ca.1510 - 1592), que articulam os temas religiosos à vida quotidiana e às cenas de género. As composições simbólicas e grotescas de Giuseppe Arcimboldo (ca.1527 - 1593) - com frutas, animais e objectos compondo figuras - alimentam o desenvolvimento da natureza-morta no período

No século XIX, os icezanne_sl-applesmpressionistas, ainda que afeitos às paisagens ao ar livre, vão realizar naturezas-mortas, mas é com Paul Cézanne (1839-1906) que o género ganha novas dimensões, imortalizado pelas composições com maçãs executadas a partir de 1870.

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natureza morta tem também uma grande importância no cubismo sendo os seus principais representantes, Picasso (1881-1973), George Braque (1882-1963) e Juan Gris (1887-1927).

Henri Matisse (1869-1954), Chäim Soutine (1893 - 19bonnard-pierre-iris-et-lilas-240036143), Pierre Bonnard (1867 - 1947), entre outros fizeram também as suas incursões por este género de pintura.

A natureza morta continua a ter o seu papel na pintura

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Cruxificação - representada por quatro grandes pintores

Giotto –nascido em Florença (1266 – 1337)
Precursor do Renascimento, fui o introdutor da perspectiva na pintura. Representa os seus santos como seres humanos comuns, a sua pintura vem ao encontro de uma visão humanista do mundo.


Matthias Grunewald nascido na Alemanha (1470- 1528)Precursor do expressionismo, um dos maiores pintores germânicos do gótico tardio.

Marc Chagall nasceu na Bielorrússia em 1887 e morreu me França em 1985
O estilo romântico e alegórico é típico de Marc Chagall. As suas obras são visões místicas e sonhadoras, repletas de símbolos e referências à educação judaica tradicional que Chagall recebeu na Rússia. A natureza da grande maioria das suas obras é indefenível, enigmática, remetendo para o mundo dos sonhos e do subconsciente.

Salvador Dali – Figueras – Espanha (1904 – 1989)
Pintor surrealista, o seu trabalho chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras e oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença


terça-feira, 24 de março de 2009

Anagramas, faça o seu...

Um anagrama (do grego ana = "voltar" ou "repetir" + graphein = "escrever") é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou frase para produzir outras palavras, utilizando todas as letras originais exactamente uma vez. Um exemplo conhecido é o nome da personagem Iracema claro anagrama de América.

Os anagramas podem ser simples ou múltiplos. Deixo aqui alguns exemplos.
Prato, Tropa, Parto, Porta, Rapto…

Arte, tear, ater…

Casar, sacar, rasca, …

Roma, amor, ramo, mora…

Velas, levas, selva, vales…

Leonardo da Vinci usava anagramas para proteger os seus estudos contra espiões.
Faça o seu e verá que é divertido.

sábado, 21 de março de 2009

Sagração da Primavera


Sandro Botticcelli foi um célebre pintor italiano da Escola Florentina do Renascimento
A sua obra intitulada "A Primavera" é uma obra de temática mitológica clássica que nos apresenta a alegoria da chegada desta estação.
Ao centro encontra-se Vênus, que media toda a cena. Na tradição clássica, Vênus e o Cupido surgem para avivar os campos, fustigados pelo inverno, iniciando a primavera ao semear flores, beleza e atração entre todos os seres. Sobre a cabeça de Vênus está o Cupido, seu filho, de olhos vendados, apontando a seta do amor em direção às três figuras que representam as Graças (Aglaia, Talia e Eufrónsina), símbolos da sensualidade, da beleza e da castidade. Mais à esquerda encontra-se Hermes dissipando as nuvens.



Stravinsky concebeu a obra "Sagração da Primavera" em 1910, quando, segundo as suas palavras, "sonhou com uma cena de ritual pagão em que uma virgem eleita para o sacrifício dança até morrer".
O vídeo aqui apresentado é do coreógrafo francês Maurice Béjart, um dos fundadores da dança contemporânea