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domingo, 9 de novembro de 2008

Como interpretar uma obra de arte


Joan Miró

Deixou-me um leitor o seguinte desafio” Será um leigo capaz de aprender a interpretar uma obra de arte?”

O conceito de obra de arte é muito polémico e não há uma definição precisa.
Eu definiria obra de arte como sendo uma obra única, original e que perdura no tempo.
Para Pablo Picasso “ Arte não é a aplicação de uma regra de beleza, mas daquilo que o instinto e o cérebro podem conceber além de qualquer regra”.
Marcel Duchamp


Para Marcel Duchamp um dos mais influentes artistas da arte moderna, tudo pode ser arte desde que: 1º o artista afirme que aquilo é arte, 2º que um especialista confirme o acto, 3º que o local onde será exposto seja conhecido como local para expor obras de arte.
Temos o exemplo da roda de bicicleta e da lata de sopa campbel, que desinseridas do contexto para que foram criadas e colocadas num museu passam a usufruir do estatuto de obra de arte.

A arte contempla várias formas de expressão, uns exprimem-se através da música outros da dança outros da pintura.
Em cada uma destas formas de expressão há regras que são usadas pelos artistas de forma arbitrária.

A pintura obedece a determinados conceitos, conhecidos como conceitos estruturais da linguagem plástica, que aliados, à técnica e à criatividade produzem a obra.

A arte é para ser fruída e não entendida. Dizia Freud a propósito deste assunto” as maiores criações de arte são incompreensíveis e constituem verdadeiros enigmas. Esse estado de perplexidade intelectual pode ser condição necessária para a fruição da obra de arte.

René Magritte


O problema de interpretação de uma obra de arte não se põe com a pintura figurativa, essa todos julgam entender, a questão põe-se com mais evidência perante uma obra abstracta

Quando vamos a um concerto ninguém questiona se vamos saber ou não interpretar a obra, e contudo as notas musicais são o que há de mais abstracto.

No caso das artes visuais o fundamental é aprender a ver, contemplar e tentar apreender à sua maneira, para podermos ser receptores da mensagem do artista.
No caso da pintura moderna e contemporânea é preciso haver um entrosamento do espectador com a obra, é ir além da busca da beleza, é dar um salto no desconhecido, só assim veremos mais do que um jogo de linhas, formas e cores

Tapiés

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Fundação de Serralves



A Fundação de Serralves está localizada no Parque de Serralves na cidade do Porto, em Portugal, onde está instalado o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Casa de Serralves.

Concluída em 1940, a Casa de Serralves foi mandada construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. Até à abertura do Museu de Arte Contemporânea, em 1999, a Casa de Serralves acolhia as exposições realizadas pela Fundação. O edifício, cujo projecto final é da autoria do arquitecto português Marques da Silva, é considerado um exemplo único da arquitectura Art Déco em Portugal.

O Parque de Serralves resulta de processos de desenho de uma paisagem ao longo de mais de um século, constituindo uma unidade temporal e espacialmente complexa: vestígios de um jardim do século XIX, Quinta do Mata-Sete, Jardim da Casa de Serralves, paisagem do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
O projecto para o jardim da Casa de Serralves foi encomendado pelo Conde de Vizela ao arquitecto Jacques Gréber em 1932.

A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional, que tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do Parque como património natural vocacionado para a educação e animação ambientais e do Auditório como centro de reflexão e debate sobre a sociedade contemporânea

O Museu tem como objectivos essenciais a constituição de uma colecção representativa da arte contemporânea portuguesa e internacional, a apresentação de uma programação de exposições temporárias, colectivas e individuais, que representem um diálogo entre os contextos artísticos nacional e internacional, assim como a organização de programas pedagógicos que ampliem os públicos interessados na arte contemporânea e suscitem uma relação com a comunidade local.
É também objectivo da instituição desenvolver projectos com jovens artistas que permitam a afirmação das suas obras e o desenvolvimento das suas pesquisas. A Colecção do Museu é constituída por aquisições directas, obras em depósito do Estado e de coleccionadores privados, bem como doações.

O Museu de Serralves é um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza.
A implantação do edifício aconteceu no espaço da horta da antiga Quinta de Serralves, uma zona que, devido ao seu declive, permitiu semi-enterrá-lo, minimizando o seu impacto no espaço envolvente. Esta escolha permitiu, ao mesmo tempo, evitar o abate de árvores e facilitar um novo acesso do público ao Museu.

Em 1998 iniciou-se o arranjo paisagístico da envolvente do Museu, da autoria de João Gomes da Silva. Uma das principais premissas na origem do projecto foi a relação que o edifício estabelece com o exterior através das amplas janelas, tendo-se optado pela introdução de vegetação originária do Norte de Portugal e pela criação de maciços verdes e de clareiras. Esta nova paisagem veio acentuar a importância da luz como elemento potenciador de diferentes perspectivas sobre o edifício e os espaços que o envolvem.

Fonte: Wikipédia, e site Oficial da Fundação de Serralves

domingo, 2 de novembro de 2008

Ikebana - Flores vivas




Ikebana em japonês: ( 生け花 ou いけばな), literalmente "flores vivas"- é a arte japonesa de arranjos florais, também conhecida como Kado (華道 ou 花道, Kado?) - a via das flores.
Ikebana é uma arte floral que teve origem na Índia onde os arranjos eram destinados a Buda, e personalizada na cultura nipónica, pela qual é mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florias que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor.
Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo.
A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules folhas e ramos, além das flores. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três aspectos principais que simbolizam o céu, a t erra e o homem, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da Escola.






















Portinari

Vim de terra vermelha e do cafezal
As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu auto-retrato
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo

Candido Portinari



Cândido Portinari nasceu a 29 de Dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no estado de S.Paulo.
De família humilde recebeu apenas a instrução primária, porém desde criança manifestou a sua vocação artística.

Aos seis anos, começou a desenhar e aos nove participou durante vários meses dos trabalhos de restauro da igreja de Brodowski, ajudando os pintores italianos.

E 1918 matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, na qual estudou desenho e pintura.
Em 1928 conquistou o Prémio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas Artes, de tradição académica.

Viajou pela Itália, Inglaterra e Espanha e fixou-se em Paris onde descobriu a pintura moderna.
Em 1930 regressou ao Rio passando a trabalhar num ritmo intenso, retratando o povo brasileiro. Lavradores com pés disformes, pés que podem contar uma história, tal como os via quando era menino.

Aos poucos foi deixando as suas características académicas para enveredar por uma pintura mais experimental e moderna.

O interesse de Portinari como pintor e como itinerário de acesso ao Brasil da sua época, não se limitou ao legado pictórico. Representou, também, um importante pólo de captação e irradiação das principais preocupações estéticas, artísticas, culturais, sociais e políticas da sua geração.
Cândido Portinari é o pintor brasileiro com mais projecção internacional

Homenagens, títulos e prémios

▪ 1940 – Chicago (EUA) – A Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, Portinari: His Life and Art, com introdução do artista Rockwell Kente;

▪ 1946 – Paris (França) – Legião de Honra concedida pelo governo francês;

▪ 1950 – Varsóvia (Polónia) – Medalha de Ouro, pelo painel Tiradentes (1949), concedida pelo júri do Prémio Internacional da Paz;

▪1955 – Nova Iorque (EUA) – Medalha de Ouro, como melhor pintor do ano, concedida pelo Internacional Fine Arts Council;

▪ 1956 – Nova Iorque(EUA) – Prémio Guggenheim de Pintura, por ocasião da inauguração dos seus painéis na sede da ONU.


Portinari pintor

Sobre Portinari diz-nos Giuseppe E. Luraghi, critico de arte, escritor e poeta italiano:
Nestes dias de desorientação, de funambulismos e de anemia, o exemplo da arte poderosa de Cândido Portinari, tão rica de significado, de matéria e de sólida técnica, chega a nós como um bom vento vivificante, a demonstrar-nos que a grande veia latina não se exauriu, mas, ao contrário, enriquecida de novos temas, continua viva, também pelo mérito de um filho de emigrantes que ainda acredita que a pintura seja um oficio sério, árduo e útil aos homens.

RenéHuyghe, conservador-chefe do Museu do Louvre

Considero Portinari um dos maiores pintores do nosso tempo.
A sua força é enorme. Na manhã em que vi o conjunto das suas telas, experimentei tal emoção que fiquei possuído de uma verdadeira fadiga nervosa. Nessa tarde não pude trabalhar, achava-me realmente cansado


Portinari politico

Entrevista do Poeta e amigo Vinícius de Morais

Vinicíus
- Como chegou você à posição política?

Portinari
- Não pretendo entender de politica. Minhas convicções, que são fundas, cheguei a elas por força da minha infância pobre, de minha vida de trabalho e luta, e porque sou um artista. Tenho pena dos que sofrem, e gostaria de ajudar a remediar a injustiça social existente. Qualquer artista consciente sente o mesmo…


Fontes: http://www.portinari.org.br/
http://www.casadeportinari.com.br/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pintura Abstracta


Entende-se por arte abstracta toda manifestação das artes plásticas, seja na pintura ou na escultura, na qual se desistiu da representação natural ou ilustrativa da realidade, para executar composições independentes dela. Dentro da arte abstracta houve várias correntes, que às vezes estavam muito próximas quanto à sua filosofia, outras vezes muito afastadas, mas todas se mantinham sempre dentro do limite não-figurativo

kandinski

Vassili Kandinski

O pintor russo Kandinski foi o primeiro artista propriamente abstracto. As suas teorias sobre a abstracção das formas como expressão do espírito humano determinaram uma mudança substancial na pintura e na escultura do século XX.

Mondrian

Piet Mondrian


Também Piet Mondrian, que era teosofista, e se insere na corrente neoplástica, propôs a redução às formas geométricas puras de tudo aquilo que fosse representável
O fato de os artistas mais representativos da arte moderna europeia se terem mudado para os Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, foi muito significativo para a difusão da arte abstracta. Muitos deles, convidados pelas universidades, deixaram entusiasmados os jovens artistas americanos, e lá fundou-se a American Abstracts Artists, precursora da vanguarda expressionista abstracta. Donos de galerias e coleccionadores apoiaram o desenvolvimento dessas novas tendências
Podemos dividir a arte abstracta em duas categorias:
O abstraccionismo lírico, de conteúdo simbólico e gestual, com uma atitude totalmente animista e subjectiva diante da obra, que parte de Kandinski.

malevitche

Kazimir Malevitch


O abstraccionismo geométrico, totalmente independente da visão subjectiva, que a partir do cubismo evoluiu para um racionalismo matemático, representado pelas formas e cores puras. É o caso do holandês Mondrian, e do suprematismo de Malevitch e do construtivismo russo.

construtivismo russo

Construtivismo Russo

Fonte:Enciclopedia Multimedia del Arte Universal

Land Art

utha



A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse sobre as questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova York, em1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969

over the river


Constitui uma manifestação interventiva na paisagem, em grandes espaços naturais, que se pode apresentar de maneiras muito variadas. Para tal utiliza elementos naturais, que se degradam, decompõem e são absorvidos pela natureza
É um tipo de arte que, pelas suas características, não é possível expôr em museus ou galerias, a não ser por meio de fotografias. Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, as suas obras muitas vezes não vão além da concepção de projecto. Assim, a afinidade com a arte conceptual é mais do que apenas aparente

As criações mais conhecidos são as de: Christo, e Robert Smithson

alemanha