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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Blogagem colectiva - Cecília Meireles















Para o meu neto Gonçalo

O menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tem fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das portas,
Ao menino Azul que não sabe ler)
Cecília Meireles

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Yves St Laurent um ícone da moda


Exposição

A primeira exposição pública da obra de Saint Laurent feita desde a sua morte foi aberta no fim - de - semana passado no museu DeYoung, em San Francisco. A colecção de 130 criações abrange 40 anos do trabalho do estilista, desde os seus vestidos-trapézio criados para a Dior até aos seus famosos smokings e jaquetas safári que revolucionaram a moda feminina e consolidaram a grife Yves Saint Laurent como ícone da alta-costura inovadora.
"Muitas mulheres elegantes eram fãs de Saint Laurent, incluindo a actriz francesa Catherine Deneuve, a princesa Grace de Mônaco e Bianca Jagger, que usou um smoking branco do estilista no seu casamento com Mick Jagger.
Enquanto Coco Chanel libertou a mulher das restrições dos corpetes, Yves Saint Laurent deu-lhe"força e poder"segundo Bergé. Criado para a cantora francesa Françoise Hardy em 1968, o smoking feminino transformou-a no símbolo de poder masculino.
A exposição abrange peças da colecção da Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, que tem 5 mil criações de alta-costura catalogadas e guardadas em Paris.
As pessoas que vêem a exposição podem acompanhar as experiências de Saint Laurent com a escultura e a geometria a partir de 1988. Numa homenagem a Georges Braque, o corpete de um vestido de crepe de seda salmão é adornado com o bico de uma pomba feita de contas, cujas asas abertas sobem, formando uma gola dramática.
Mais de 20 anos antes, a colecção de 1965 do estilista já incluíra a sua célebre homenagem a Piet Mondrian, um vestido de blocos geométricos de cor, formando um contraste com as curvas do corpo feminino.
Saint Laurent encontrava inspiração na cultura mundial, quer fosse na vida dos camponeses russos, nas touradas espanholas ou em fontes ainda mais exóticas.


Biografia

Nascido na Argélia, então possessão francesa, St. Laurent era filho do presidente de uma companhia de seguros e o seu gosto pela moda foi-lhe despertado pela mãe. Aos 17 anos, deixou a casa dos pais para trabalhar com o estilista Christian Dior, de quem herdou o controle criativo da casa Dior após a morte do seu mentor em 1957, com apenas 21 anos de idade, assumiu o desafio de salvar o negócio da ruína financeira.
Nos anos 60 e 70, a marca tornava-se conhecida em todo mundo conjugada com sofisticação, com o ponto alto de sua criatividade no lançamento do smoking feminino, que permitiria dali em diante às mulheres trabalharem de calças compridas. Em 1966, foi o primeiro a popularizar o prêt-a-porter, a moda de bom gosto e bom corte, a preços mais acessíves que a alta-costura, na sua boutique Rive Gauche, em Paris. Foi também o primeiro estilista do mundo a usar manequins negras em desfiles de moda...
Um dos símbolos máximos da sofisticação e do bom gosto em moda por quase quatro décadas, amigo de algumas das mais ricas e famosas mulheres do mundo, todas suas clientes como Diane von Furstenberg, Loulou de La Falaise e Catherine Deneuve, St Laurent, com a parceria administrativa de Bergé, transformou a YSL num ícone da moda, que apresentou mais de setenta colecções de alta-costura e lançou uma infinidade de produtos que levam a sua marca e são vendidos em todo o mundo.
Em Janeiro de 2002, o estilista anunciou que estava deixando o mundo da moda durante a apresentação de um desfile seu, que trazia uma retrospectiva de todas as suas criações, ao longo de seus quarenta anos de carreira.
St. Laurent morreu em Paris, diagnosticado com câncer cerebral às 23h10min de 1 de Junho de 2008.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Novo mundo


Mark J. Penn é um analista e estratega americano, principal responsável pela reeleição de Clinton e pela terceira vitória de Blair. No seu livro 75 microtendências aborda pequenas mudanças no retrato da sociedade ocidental.
Não querendo ser extensa, escolhi para uma primeira abordagem, apenas seis, que se relacionam com as relações afectivas

Há mais mulheres solteiras do que nunca. Uma vontade que se torna opção? A obrigatoriedade imposta pelos números? Ambas. A verdade é que existem mais mulheres do que homens e a homossexualidade tem o sujeito no masculino o dobro das vezes. Ser mãe biológica ou adoptiva poderá ter um novo cenário: a ausência do elemento masculino.

Um em cada quatro solteiros afirma já ter procurado o seu parceiro on-line. Os motivos são simples. Poder definir o tipo de pessoa que se procura. Conhecer muitos perfis num curto espaço de tempo. Só nos EUA casam, por ano, mais de 100 mil pessoas, que se conheceram na internet.

O amor á distância é outra das situações. Estar com o companheiro apenas aos fins-de-semana ou uns dias por mês. No mesmo país ou atravessando fronteiras a separação física dos casais duplicou nos últimos 15 anos. A Internet é uma aliada. Os voos lowcost são a invenção do século para quatro milhões de pessoas só nos EUA. Aprender a arte do sexo à distância e partilhar o dia-a-dia são os truques desta nova condição na vida moderna.

As mulheres preferem os homens mais novos. Divorcio. Mulheres confiantes. Avanços científicos na área da cosmética. Três premissas dos números: uma em cada três mulheres solteiras entre os 40 e os 69 anos tem uma relação com um homem mais novo.
Um factor que não pode ser esquecido: o pico sexual de uma mulher está mais alinhado com o de um homem mais jovem.

Relações em casas separadas. A mesma cidade. Um amor correspondido. Casas separadas. Depois do decréscimo do casamento, chegou a vez das uniões de facto.
Mas não se trata de uma imposição! 63 % dos holandeses gosta deste semi-compromisso. 10% dos casais canadianos vive separadamente junto. O gosto pela independência ou a vontade de preservar o espaço dos filhos de relações anteriores parecem as justificações. Não deixam contudo de ser relações menos sérias.

A palavra irmão está em vias de extinção no velho continente. É a era dos filhos únicos.
O número de casais europeus que só tem um filho cresceu 134% nos últimos 40 anos. As consequências vão muito além do típico mimo ou drama social. Uma geração europeia de filhos únicos significa uma classe de cidadãos confiantes, responsáveis, perfeccionistas e com propensão para liderar…

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Para o meu amigo Kmmad



Para o meu amigo kmmad , que tem muitos presentes, mas que tem sido uma ajuda preciosa para o meu blog, envio com muito carinho os seguintes prémios:




Fundação de Serralves



A Fundação de Serralves está localizada no Parque de Serralves na cidade do Porto, em Portugal, onde está instalado o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Casa de Serralves.

Concluída em 1940, a Casa de Serralves foi mandada construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. Até à abertura do Museu de Arte Contemporânea, em 1999, a Casa de Serralves acolhia as exposições realizadas pela Fundação. O edifício, cujo projecto final é da autoria do arquitecto português Marques da Silva, é considerado um exemplo único da arquitectura Art Déco em Portugal.

O Parque de Serralves resulta de processos de desenho de uma paisagem ao longo de mais de um século, constituindo uma unidade temporal e espacialmente complexa: vestígios de um jardim do século XIX, Quinta do Mata-Sete, Jardim da Casa de Serralves, paisagem do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
O projecto para o jardim da Casa de Serralves foi encomendado pelo Conde de Vizela ao arquitecto Jacques Gréber em 1932.

A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional, que tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do Parque como património natural vocacionado para a educação e animação ambientais e do Auditório como centro de reflexão e debate sobre a sociedade contemporânea

O Museu tem como objectivos essenciais a constituição de uma colecção representativa da arte contemporânea portuguesa e internacional, a apresentação de uma programação de exposições temporárias, colectivas e individuais, que representem um diálogo entre os contextos artísticos nacional e internacional, assim como a organização de programas pedagógicos que ampliem os públicos interessados na arte contemporânea e suscitem uma relação com a comunidade local.
É também objectivo da instituição desenvolver projectos com jovens artistas que permitam a afirmação das suas obras e o desenvolvimento das suas pesquisas. A Colecção do Museu é constituída por aquisições directas, obras em depósito do Estado e de coleccionadores privados, bem como doações.

O Museu de Serralves é um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza.
A implantação do edifício aconteceu no espaço da horta da antiga Quinta de Serralves, uma zona que, devido ao seu declive, permitiu semi-enterrá-lo, minimizando o seu impacto no espaço envolvente. Esta escolha permitiu, ao mesmo tempo, evitar o abate de árvores e facilitar um novo acesso do público ao Museu.

Em 1998 iniciou-se o arranjo paisagístico da envolvente do Museu, da autoria de João Gomes da Silva. Uma das principais premissas na origem do projecto foi a relação que o edifício estabelece com o exterior através das amplas janelas, tendo-se optado pela introdução de vegetação originária do Norte de Portugal e pela criação de maciços verdes e de clareiras. Esta nova paisagem veio acentuar a importância da luz como elemento potenciador de diferentes perspectivas sobre o edifício e os espaços que o envolvem.

Fonte: Wikipédia, e site Oficial da Fundação de Serralves

domingo, 2 de novembro de 2008

"Com um brilhozinho nos olhos" - Sérgio Godinho

Sérgio Godinho nasceu no Porto em 1945 é um compositor, poeta e interprete português.

Aos 20 anos sai de Portugal voltando as costas à guerra colonial.
Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver

Ainda que constantemente censurados, os seus álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.

Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver,e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum "À queima roupa" um sucesso que o faz correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril.

Desde então a sua carreira não mais parou; duas das suas canções mais aclamadas, são: "É terça-feira" e "Com um brilhozinho nos olhos".

Fonte: Wikipédia

Ikebana - Flores vivas




Ikebana em japonês: ( 生け花 ou いけばな), literalmente "flores vivas"- é a arte japonesa de arranjos florais, também conhecida como Kado (華道 ou 花道, Kado?) - a via das flores.
Ikebana é uma arte floral que teve origem na Índia onde os arranjos eram destinados a Buda, e personalizada na cultura nipónica, pela qual é mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florias que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor.
Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo.
A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules folhas e ramos, além das flores. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três aspectos principais que simbolizam o céu, a t erra e o homem, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da Escola.






















Portinari

Vim de terra vermelha e do cafezal
As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu auto-retrato
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo

Candido Portinari



Cândido Portinari nasceu a 29 de Dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no estado de S.Paulo.
De família humilde recebeu apenas a instrução primária, porém desde criança manifestou a sua vocação artística.

Aos seis anos, começou a desenhar e aos nove participou durante vários meses dos trabalhos de restauro da igreja de Brodowski, ajudando os pintores italianos.

E 1918 matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, na qual estudou desenho e pintura.
Em 1928 conquistou o Prémio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas Artes, de tradição académica.

Viajou pela Itália, Inglaterra e Espanha e fixou-se em Paris onde descobriu a pintura moderna.
Em 1930 regressou ao Rio passando a trabalhar num ritmo intenso, retratando o povo brasileiro. Lavradores com pés disformes, pés que podem contar uma história, tal como os via quando era menino.

Aos poucos foi deixando as suas características académicas para enveredar por uma pintura mais experimental e moderna.

O interesse de Portinari como pintor e como itinerário de acesso ao Brasil da sua época, não se limitou ao legado pictórico. Representou, também, um importante pólo de captação e irradiação das principais preocupações estéticas, artísticas, culturais, sociais e políticas da sua geração.
Cândido Portinari é o pintor brasileiro com mais projecção internacional

Homenagens, títulos e prémios

▪ 1940 – Chicago (EUA) – A Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, Portinari: His Life and Art, com introdução do artista Rockwell Kente;

▪ 1946 – Paris (França) – Legião de Honra concedida pelo governo francês;

▪ 1950 – Varsóvia (Polónia) – Medalha de Ouro, pelo painel Tiradentes (1949), concedida pelo júri do Prémio Internacional da Paz;

▪1955 – Nova Iorque (EUA) – Medalha de Ouro, como melhor pintor do ano, concedida pelo Internacional Fine Arts Council;

▪ 1956 – Nova Iorque(EUA) – Prémio Guggenheim de Pintura, por ocasião da inauguração dos seus painéis na sede da ONU.


Portinari pintor

Sobre Portinari diz-nos Giuseppe E. Luraghi, critico de arte, escritor e poeta italiano:
Nestes dias de desorientação, de funambulismos e de anemia, o exemplo da arte poderosa de Cândido Portinari, tão rica de significado, de matéria e de sólida técnica, chega a nós como um bom vento vivificante, a demonstrar-nos que a grande veia latina não se exauriu, mas, ao contrário, enriquecida de novos temas, continua viva, também pelo mérito de um filho de emigrantes que ainda acredita que a pintura seja um oficio sério, árduo e útil aos homens.

RenéHuyghe, conservador-chefe do Museu do Louvre

Considero Portinari um dos maiores pintores do nosso tempo.
A sua força é enorme. Na manhã em que vi o conjunto das suas telas, experimentei tal emoção que fiquei possuído de uma verdadeira fadiga nervosa. Nessa tarde não pude trabalhar, achava-me realmente cansado


Portinari politico

Entrevista do Poeta e amigo Vinícius de Morais

Vinicíus
- Como chegou você à posição política?

Portinari
- Não pretendo entender de politica. Minhas convicções, que são fundas, cheguei a elas por força da minha infância pobre, de minha vida de trabalho e luta, e porque sou um artista. Tenho pena dos que sofrem, e gostaria de ajudar a remediar a injustiça social existente. Qualquer artista consciente sente o mesmo…


Fontes: http://www.portinari.org.br/
http://www.casadeportinari.com.br/