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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O BEIJO

Francesco Hayez



Gustav Klimt



Auguste Rodin



René Magritte




Constantin Brancusi


Roy Lichtenstein




Picasso

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PORQUE NOS ENSINARAM A SOFRER?

Alguma vez parámos para pensar quantas vezes sofremos inutilmente quando éramos pequenos?
Passámos parte da nossa infância a preocupar-nos «em vão». Facilmente nos angustiávamos pelo que sucedia à nossa volta: sofríamos se um amigo se zangava connosco, se lutávamos com os nossos irmãos; se os nossos pais nos olhavam aborrecidos, se nos repreendiam…
Curiosamente, também os nossos pais e adultos que nos rodeavam se preocupavam com uma facilidade incrível. Os motivos pareciam não importar, tudo constituía uma boa desculpa para sofrer, e passaram grande parte desses anos em «alerta» constante. Passavam mal se adoecíamos; continuavam a sofrer quando julgavam que éramos muito travessos, ou, pelo contrário, demasiado formais; se passávamos o dia a pedir coisas, ou se não nos atrevíamos a pedir nada… O caso era «não viver».
Curiosamente, com estes ensinamentos, quando éramos crianças aprendemos a estar «atentos» perante qualquer situação que pudesse ser motivo de desgosto, pena ou zanga, tanto para nós, como para os que nos rodeavam.

A educação, ontem e hoje, parece estar ao «contrário». Em vez de sensibilizar as crianças para o positivo, para o que fazem bem, para o que lhes pode dar segurança e confiança em si próprias, sensibiliza-as para o que as pode perturbar, inquietar, produzir desassossego, insegurança e desconfiança.

Em que falhou a educação que recebemos?
Do ponto de vista psicopedagógico falhou em princípios absolutamente essenciais.
Quando nos ensinaram a reparar de forma quase exclusiva no negativo que há à nossa volta, aprendemos, quase sem nos dar conta, a estar sempre «em guarda», para corrigir à mais pequena oportunidade o que supostamente fez «algo mal»
Se tivéssemos de apontar as falhas da educação que recebemos, não poderíamos deixar de enumerar alguns dos grandes equívocos em que se sustentaram, entre os quais cabe citar os seguintes:
Reparar no negativo, em vez do positivo
Sancionar, em vez de reforçar.
Impor, em vez de dialogar.
Usar o dever e o medo, em vez da motivação

Potenciar:
O seguidismo em vez da razão.
A imobilidade em vez da criatividade.
A dureza em vez do afecto
A insensibilidade, em vez da sensibilidade.
A tristeza em vez da alegria.
A derrota e o pessimismo, em vez da esperança.
A desconfiança e a ruindade, em vez da confiança e da transparência.
A insegurança, em vez da segurança.
A humilhação, em vez da auto-estima.
O egoísmo, em vez da generosidade.

Mas o pior é que estas falhas não só se continuam a cometer na educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos de hoje, como se incrementaram nas pessoas supostamente «privilegiadas» que desfrutam, no seio da sociedade de consumo que nos domina, quando não nos afoga, das chamadas «culturas avançadas» dos países desenvolvidos.

O consumismo impera sobre o consumo sustentado
A intransigência sobre a flexibilidade.
O dogmatismo sobre o respeito e a inteligência.
As «mentes fechadas» sobre as «mentes abertas»
A reacção e o stress sobre a acção e a saúde.

Há que fomentar o equilíbrio, a maturidade, o autocontrolo e desterrar a tirania, a manipulação, a falta de solidariedade, o narcisismo, o desequilíbrio e a insatisfação permanente. Porque devemos saber desfrutar da nossa vida, dessa procura sã e transparente da felicidade.

Fonte: ”A inutilidade do sofrimento” de María Jesús Álava Reyes

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cinema ajuda-nos a ver doenças de forma diferente

Uma Mente Brilhante


Três filmes que vão fazer pensar em certas doenças de outra forma

Há filmes que, para além de puro entretenimento e espectáculo de efeitos especiais, são bons veículos de informação, especialmente quando sabemos pouco sobre o assunto que tratam. Desta vez trata-se de saúde, três filmes que quebram mitos e nos mostram o «outro lado» de três doenças

A FORÇA DO AMOR
Sam Dawson é um homem com uma deficiência mental que, graças ao apoio de um círculo de amigos incansáveis, consegue cuidar da filha Lucy e educá-la, apesar de todas as suas limitações. Os problemas começam quando, a partir dos sete anos, Lucy ultrapassa intelectualmente o seu pai e os Serviços Sociais decidem que a única solução será retirar a Sam a custódia paternal. Devastados com a situação. Sam e Lucy recorrem a uma advogada na tentativa de ficar juntos.

O que nos diz o filme
O espectador é confrontado com a capacidade de luta de pessoas que sofrem de deficiência mental e alertado para a enorme sensibilidade e lucidez que podem possuir.
Transportada para a realidade a situação retratada no filme seria algo diferente pois, devido à falta de facilidades e oportunidades com que deparam estes indivíduos, os obstáculos seriam ainda mais difíceis ou mesmo impossíveis de transpor. Mas o visionamento do filme confronta-nos com questões pertinentes.

UMA MENTE BRILHANTE
O filme que retrata a vida do matemático John Forbes Nash Jr. Apesar de toda a sua genialidade intelectual e brilhantismo académico, o matemático quase viu a sua carreira terminada devido à esquizofrenia. que o perseguiu durante anos e, devido à qual foi hospitalizado várias vezes. A doença tomou conta da mente de Nash Jr.,f orçando-o a uma perseverança e força de vontade incalculáveis, de forma a tentar viver uma «vida normal» A consagração de tão dura luta surgiu a John Forbes Nash Jr. sobre a forma de um Prémio Nobel de Economia.

Terror da esquizofrenia
Envolta em mitos, apesar de toda a investigação que tem vindo a ser feita por muitos cientistas em todo o mundo, esta doença de foro mental, grave e crónica, afecta um por cento da população mundial. Extremamente debilitante, a doença revela-se através de sintomas mentais psicóticos como alucinações e delírios, que resultam num constante estado de ansiedade, confusão e medo. Estatisticamente, e segundo o site http://www.saúde-mental.net/, dirigido pelo Prof.Doutor Marques Teixeira, apenas um em cada cinco doentes recupera completamente.

FLORES DE AÇO
Júlia Robert interpreta Shelby, uma jovem mulher que sofre de diabetes de tipo1 e decide avançar com uma gravidez contra a vontade de quase todos os que a rodeiam, principalmente a mãe.
O drama assenta num elenco feminino excepcional e elucida o espectador sobre os problemas desta doença.

Diabetes na gravidez
É frequente que, durante a gravidez, a mulher desenvolva um caso de diabetes gestacional. Contudo, no filer Shelby já é diabética e insulinodependente antes de engravidar. Felizmente com os avanços médico-científicos, é possível controlar os índices glicémicos das grávidas e, para que os riscos sejam diminuídos ao mínimo, exige-se um acompanhamento constante e apertado.

Fonte: Texto de Alexandra Pereira para a revista Saber viver

domingo, 16 de novembro de 2008

Bernardo Bertolucci



O realizador italiano Bernardo Bertolucci foi hoje aplaudido de pé por mais de uma centena de pessoas que se deslocaram ao Estoril para assistir ao documentário "Bertolucci Secondo il Cinema", feito durante a rodagem do seu filme "1900".
Compareceu durante breves momentos no Centro de Congressos do Estoril para saudar os seus admiradores e agradecer ao director do festival, Paulo Branco, a distinção.
Sobre o filme "1900" (Novecento), rodado nos anos 70 e protagonizado por dois jovens actores - Robert De Niro e Gérard Depardieu - o realizador referiu que foi uma obra "ambiciosa".
O filme faz uma retrospectiva histórica da Itália desde o início do século XX até ao final da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma família rica. As visões políticas dos dois opõem-se: um apoia o fortalecimento do fascismo e outro as lutas dos trabalhadores.
Bertolucci não resistiu a lembrar que tanto para Portugal como para Itália o dia 25 de Abril é uma data de "libertação", uma vez que o 25 de Abril de 1945 marca o derrube do fascismo em Itália.

Nascido em 1940, Bertolucci estudou na Universidade de Roma onde ganhou fama como poeta.
Já nos Estados Unidos dirigiu O conformista (1970), que chegou a ser indicado para o Oscar de melhor roteiro. Em 1972, a sua primeira obra-prima, O último tango em paris, escandalizou meio mundo e deu a Bertolucci mais uma chance de concorrer ao Oscar, desta vez como director Depois de fazer 1900, um filme monumental e muito ambicioso, Bertolucci partiu para o drama intimista em La Luna.

Em 1987, consagrou-se com O último Imperador, que recebeu nove Oscars, incluindo os de melhor filme e melhor director. Em O Céu que nos protege (no Brasil), Um chá no deserto (em Portugal), nova obra-prima, rodado em 1990, em pleno deserto do Sahara, Bertolucci extraiu interpretações fantásticas de Debra Winger e John Malkovich. Seguiram-se O pequeno buda prejudicado por uma certa frouxidão narrativa.
Os seus últimos filmes que falam de relacionamentos e sentimentos, são profundamente intimistas como e Beleza roubada e Assédio.

Bertolucci que se encontra em plena actividade, é um cineasta ousado, que gosta de movimentos de câmara sofisticados, roteiros inteligentes e não tem medo de experimentar, mesmo quando trabalha com grandes orçamentos.


Fonte: Wikipédia e Jornal de Notícias

Recorto a minha sombra




Recorto a minha sombra da parede,
Dou-lhe corda, calor e movimento,
Duas demãos de cor e sofrimento,
Quanto baste de fome, o som, a sede.

Fico de parte a vê-la repetir
Os gestos e palavras que me são,
Figura desdobrada e confusão
De verdade vestida de mentir.

Sobre a vida dos outros se projecta
Este jogo das duas dimensões
Em que nada se aprova com razões
Tal um arco puxado sem a seta.

Outra vida virá que me absolva
Da meia humanidade que perdura
Nesta sombra privada de espessura,
Na espessura sem forma que a resolva.

José Saramago em :Os Poemas Possíveis

Colecção de capas de discos dos Beatles

sábado, 15 de novembro de 2008

Tertúlias Virtuais - O meu ídolo

Ana Catarina Rocha, Arquitecta
A Catarina sempre foi muito determinada, positiva, e sociável.

Quando ingressou no Curso de Arquitectura da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, uma das mais conceituadas da Europa, percebeu que haviam imensas oportunidades neste campo, não só em Portugal mas também no estrangeiro
No quinto ano do curso foi para a Holanda fazer o estágio e na Universidade de Delft acabou o 6º ano do Curso.

Com as qualidades apresentadas foi admitida nos Mecanoo, escritório de arquitectura internacionalmente reconhecido. Ao fim de dois anos de desenvolvimento profissional, estudo da língua, estudo dos sistemas de projecto, administração e gestão Holandeses, deu inicio a coordenação de projecto, e a partir desse momento construiu uma carreira neste famoso escritório que iria durar cerca de 10 anos.

Mas o seu sonho era assinar as suas obras e explorar novos campos da arquitectura.

Em Fevereiro de 2006, tendo como sócio um colega vindo também dos Mecanoo, inaugurou em Amsterdão “Rocha Tombal Architecten”.
O seu primeiro projecto, nomeado para o prémio de arquitectura holandês “Lensvelt “,é a recuperação do edifício de um antigo deposito de água na cidade histórica de Delft.

As torres de água são património nacional e não podem ser alteradas exteriormente, mas no seu interior, surgiu uma escultura gigante que alberga um centro de meditação.
O projecto foi muito bem sucedido e obteve sucesso imediato; neste momento está publicado em revistas de arquitectura europeias, americanas, e chinesas.

Tem 36 anos, vive na Holanda há 15 anos, sem família, mas com muitos e verdadeiros amigos, luta pelo seu grande objectivo, ter o seu trabalho reconhecido.
O seu sonho, porém, é a realização de um projecto de arquitectura em Portugal.
Conheça o seu trabalho através do web-site: http://www.rocha.tombal.nl/


Matilde Rocha, Designer Gráfica e de Moda
A Matilde sempre foi muito tranquila de poucas palavras, mas muito decidida e autónoma.

Depois de terminar o Curso Técnico de Design de Moda aos 17 anos e com bastante sucesso enveredou no Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Após os primeiros contactos com os métodos académico e clássico deste curso, e devido ao seu interesse generalizado e conhecimentos de design, criação de conceitos e a comunicação visual optou pelo curso de Design de Comunicação da mesma Universidade. Durante este período continuou em contacto com a criação de moda aliada ao desenvolvimento de conceitos de design através de comissões que desde cedo lhe foram sendo atribuídas.

Acabado o curso fez um mestrado em Markting e Comunicação de Moda. Temos na família um instituto de ensino de design de moda, a EMP- Escola de Moda do Porto. A Matilde simboliza o sangue novo, a criatividade, determinação e energia que esta organização, já com 40 anos de existência, necessitava. Neste momento responsável pelo Curso de Design de Moda, obtém constantemente resultados excelentes. Nos concursos para jovens estilistas a EMP arrebata os primeiros prémios.

O ESAD - Escola Superior de Arte e Design, convidou-a, para criação e coordenação do Curso Superior de Moda. Recentemente foi convidada pela Associação Industrial de Barcelos, zona onde se insere a indústria têxtil em Portugal para coordenar o EFA – Educação e Formação de Adultos na área da Moda.

Paralelamente a esta sua actividade na área da educação do design de moda, tem desenvolvido variados projectos de design como por exemplo toda a linha gráfica para um escritório de arquitectura de Barcelona.
A Matilde tem 30 anos, é casada e tem um filho de 18 meses. Tem sabido conciliar com muita mestria a sua vida profissional com a vida familiar, constituindo um grande exemplo.

Os meus ídolos são as minhas filhas por quem tenho um grande orgulho, pela sua perseverança, positivismo, auto-confiança, determinação e alcance dos objectivos traçados.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mamãe eu quero subir no ranking do blogblogs




Li no Blog Toques de Prazer sobre a campanha para melhorar o rank no blogblogs e resolvi participar.Se você está cansado de ver blogs subindo horrores no ranking do Blogblogs e o seu humilde blog lá, estacionado na traseira do ranking, essa é a sua chance.Grite para todo mundo ouvir: “Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs!”.
Não tem mistério nenhum.Chegou a hora de você figurar nas primeiras posições ao lado dos grandes nomes da blogosfera nacional.A campanha Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs vai te colocar lá no topo, Para participar é simples: Divulgue a campanha para o maior número possível de blogueiros.A cada post sobre a campanha, o blog em questão deve linkar os outros blogs participantes. Esse é o segredo do sucesso! Links.Não importa se você é PhD em Física Quântica ou se aprendeu a ler hoje. O esquema é linkar, linkar e ser linkado! Essa é a mágica da qualidade!Anote a sua posição atual e compare ao final da campanha.Essa é uma iniciativa dos blogs inSUPORTÁveis e Rafabarbosa.com.


Blogs Participantes:inSUPORTÁveisRafaBarbosa.com - SNES-ClassicsLazerPaguei MicoTotalmente ResponsaNerdPobreDesconspiraçãoAté Tu BrutusBoneco de MeiaCogumelos - O Crepúsculo - Triplo Sentido - Caixa Pretta - Papibakigrafo - Fester Blog - Estranhos Europeus - Mundo Afora - Igaum - Senhor Coxinha - Macacumor - Jacaré não come Alpiste - Muita Pimenta - Blog Stereo - Portal Brogui - AJ - E-Fail - Speed Racer Go Brazil - Pica Pau Brazil - Criativo de Galochas - Blog da Mandioca - Malcan - Kamikaze Blog - Mamão Papaia - Malvada - Blog Alternativa - Praticando Humor - Resistance Base - Tudo a ve - Esqueci as chaves - Os Gugas - Foodasticos - Mundo do Ego - Denker - Quarto Universitário - SlinkBlog - Café com Pão - Blog do Tiago - Pior -XGoogle - Momento Piada - Fábio P. - Blogando Blog - Seu Boga - Drax - Corto Cabelo e pinto - Outside - Balabusca - Toques de Prazer - Blog do Catarino Tô Atoa - Aprendemos

Para participar também, é simples! Basta você comentar nesse post ou nesse, mandando o link da postagem sobre a campanha !Se gostou do post subscreva nosso FEED

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Revolução Impressionista

Pissaro 1830-1903


Auguste Renoir 1841-1919



Berthe Morisot - 1841-1895


Mary Cassat 1845 - 1926

Edgar Degas 1834 - 1917


Edgar Degas 1834- 1917



Alfred Sisley 1839-1899

Características

O impressionismo procurou a captação do instante luminoso, fugaz e fugidio, em constante mutação. Monet pintou a mesma paisagem a diferentes horas do dia e nas diferentes estações do ano.

Apelidados de impressionistas pelo crítico Leroy, aquando da exposição no atelier do fotógrafo Nadar, perante a obra de Claude Monet “Impressão do sol nascente”


"Impressão do sol nascente " Claude Monet 1840-1926


Os contributos para a nova representação foram:

- As descobertas científicas no campo da óptica;
- A descoberta da fotografia, que produziu na pintura novos enquadramento e novas perspectivas, como o ponto de vista aéreo;
- A invenção das tintas de tubo, produzidas industrialmente, que lhes permitia pintar no exterior;
- A descoberta das estampas japonesas, pelo seu linearismo e forma planificada, sem claro-escuro.


Tecnica

- Pintavam ao ar livre, perante o motivo, justapondo as cores na tela através de uma pincelada curta em forma de vírgula, executadas com grande rapidez;
- Usavam cores puras, fortes e vibrantes retiradas directamente do tubo;
- As cores eram aplicadas segundo a lei da complementariedade, de modo a obter a fusão dos tons nos olhos do observador;
- Não misturavam as cores na paleta, nem usavam o preto



Nenúfares Claude Monet