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sábado, 22 de novembro de 2008

Selinho oferecido pela Sol

Recebi da Sol este carinhoso e ternurento selinho que vou repassar para os meus simpáticos amigos:


Lisa

Beth

sandracantii

Óscar

Kmmad

jmcreis

ropiva

O selinho está à vossa espera

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Homenagem a Magritte



Magritte nasceu em Lessines, Bélgica, no dia 21 de Novembro de 1898. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente figurativo, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objectos e a atmosfera irreal dos conjuntos.
As suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objectos comuns, e símbolos recorrentes na sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.







Armadilhas da comparação e da competição

Logo que nascemos começamos a ser comparados, «é igualzinha à mãe», «tem o nariz do pai».
Os pontos mais comuns de comparação são:
Aparência
Inteligência
Comportamento
Realizações

Os nossos pais e professores mesmo sem ser intencional, continuam a comparar-nos com o irmão, com o primo, «porque não te sais tão bem como o teu irmão» «porque não podes ser como ele». Assim fomos ensinados a compara-nos com os outros, e na maioria das vezes agimos por comparação.
Onde fica a nossa auto-estima?
Todos os especialistas são unânimes em afirmar que, a comparação é a morte da verdadeira auto-estima

Outra grande armadilha que enfrentamos é a da competição, embora diferente mas não menos prejudicial.
Mal entramos na escola começamos a competir.
Competimos por notas, por sobressair nos desportos, por popularidade, por participar nos grupos que «estão na moda». Infelizmente, os resultados destas lutas e competições precoces deixam cicatrizes duradoiras em muitos de nós. Ainda assim continuamos a competir. Mais tarde, apenas se mudam os símbolos do status. Ainda ficamos deslumbrados com a visão e os sons do esplendor. Dentro de nós o monstro da inveja queixa-se «se eu soubesse dizer coisas tão inteligentes… se eu tivesse uma casa assim…se eu ganhasse tanto dinheiro…» Mas nem chegamos perto dos «ses» e, afinal, no jogo da competição, todos perdem.
Fonte: "Felicidade um trabalho interior" de John Powell

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O BEIJO

Francesco Hayez



Gustav Klimt



Auguste Rodin



René Magritte




Constantin Brancusi


Roy Lichtenstein




Picasso

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PORQUE NOS ENSINARAM A SOFRER?

Alguma vez parámos para pensar quantas vezes sofremos inutilmente quando éramos pequenos?
Passámos parte da nossa infância a preocupar-nos «em vão». Facilmente nos angustiávamos pelo que sucedia à nossa volta: sofríamos se um amigo se zangava connosco, se lutávamos com os nossos irmãos; se os nossos pais nos olhavam aborrecidos, se nos repreendiam…
Curiosamente, também os nossos pais e adultos que nos rodeavam se preocupavam com uma facilidade incrível. Os motivos pareciam não importar, tudo constituía uma boa desculpa para sofrer, e passaram grande parte desses anos em «alerta» constante. Passavam mal se adoecíamos; continuavam a sofrer quando julgavam que éramos muito travessos, ou, pelo contrário, demasiado formais; se passávamos o dia a pedir coisas, ou se não nos atrevíamos a pedir nada… O caso era «não viver».
Curiosamente, com estes ensinamentos, quando éramos crianças aprendemos a estar «atentos» perante qualquer situação que pudesse ser motivo de desgosto, pena ou zanga, tanto para nós, como para os que nos rodeavam.

A educação, ontem e hoje, parece estar ao «contrário». Em vez de sensibilizar as crianças para o positivo, para o que fazem bem, para o que lhes pode dar segurança e confiança em si próprias, sensibiliza-as para o que as pode perturbar, inquietar, produzir desassossego, insegurança e desconfiança.

Em que falhou a educação que recebemos?
Do ponto de vista psicopedagógico falhou em princípios absolutamente essenciais.
Quando nos ensinaram a reparar de forma quase exclusiva no negativo que há à nossa volta, aprendemos, quase sem nos dar conta, a estar sempre «em guarda», para corrigir à mais pequena oportunidade o que supostamente fez «algo mal»
Se tivéssemos de apontar as falhas da educação que recebemos, não poderíamos deixar de enumerar alguns dos grandes equívocos em que se sustentaram, entre os quais cabe citar os seguintes:
Reparar no negativo, em vez do positivo
Sancionar, em vez de reforçar.
Impor, em vez de dialogar.
Usar o dever e o medo, em vez da motivação

Potenciar:
O seguidismo em vez da razão.
A imobilidade em vez da criatividade.
A dureza em vez do afecto
A insensibilidade, em vez da sensibilidade.
A tristeza em vez da alegria.
A derrota e o pessimismo, em vez da esperança.
A desconfiança e a ruindade, em vez da confiança e da transparência.
A insegurança, em vez da segurança.
A humilhação, em vez da auto-estima.
O egoísmo, em vez da generosidade.

Mas o pior é que estas falhas não só se continuam a cometer na educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos de hoje, como se incrementaram nas pessoas supostamente «privilegiadas» que desfrutam, no seio da sociedade de consumo que nos domina, quando não nos afoga, das chamadas «culturas avançadas» dos países desenvolvidos.

O consumismo impera sobre o consumo sustentado
A intransigência sobre a flexibilidade.
O dogmatismo sobre o respeito e a inteligência.
As «mentes fechadas» sobre as «mentes abertas»
A reacção e o stress sobre a acção e a saúde.

Há que fomentar o equilíbrio, a maturidade, o autocontrolo e desterrar a tirania, a manipulação, a falta de solidariedade, o narcisismo, o desequilíbrio e a insatisfação permanente. Porque devemos saber desfrutar da nossa vida, dessa procura sã e transparente da felicidade.

Fonte: ”A inutilidade do sofrimento” de María Jesús Álava Reyes

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cinema ajuda-nos a ver doenças de forma diferente

Uma Mente Brilhante


Três filmes que vão fazer pensar em certas doenças de outra forma

Há filmes que, para além de puro entretenimento e espectáculo de efeitos especiais, são bons veículos de informação, especialmente quando sabemos pouco sobre o assunto que tratam. Desta vez trata-se de saúde, três filmes que quebram mitos e nos mostram o «outro lado» de três doenças

A FORÇA DO AMOR
Sam Dawson é um homem com uma deficiência mental que, graças ao apoio de um círculo de amigos incansáveis, consegue cuidar da filha Lucy e educá-la, apesar de todas as suas limitações. Os problemas começam quando, a partir dos sete anos, Lucy ultrapassa intelectualmente o seu pai e os Serviços Sociais decidem que a única solução será retirar a Sam a custódia paternal. Devastados com a situação. Sam e Lucy recorrem a uma advogada na tentativa de ficar juntos.

O que nos diz o filme
O espectador é confrontado com a capacidade de luta de pessoas que sofrem de deficiência mental e alertado para a enorme sensibilidade e lucidez que podem possuir.
Transportada para a realidade a situação retratada no filme seria algo diferente pois, devido à falta de facilidades e oportunidades com que deparam estes indivíduos, os obstáculos seriam ainda mais difíceis ou mesmo impossíveis de transpor. Mas o visionamento do filme confronta-nos com questões pertinentes.

UMA MENTE BRILHANTE
O filme que retrata a vida do matemático John Forbes Nash Jr. Apesar de toda a sua genialidade intelectual e brilhantismo académico, o matemático quase viu a sua carreira terminada devido à esquizofrenia. que o perseguiu durante anos e, devido à qual foi hospitalizado várias vezes. A doença tomou conta da mente de Nash Jr.,f orçando-o a uma perseverança e força de vontade incalculáveis, de forma a tentar viver uma «vida normal» A consagração de tão dura luta surgiu a John Forbes Nash Jr. sobre a forma de um Prémio Nobel de Economia.

Terror da esquizofrenia
Envolta em mitos, apesar de toda a investigação que tem vindo a ser feita por muitos cientistas em todo o mundo, esta doença de foro mental, grave e crónica, afecta um por cento da população mundial. Extremamente debilitante, a doença revela-se através de sintomas mentais psicóticos como alucinações e delírios, que resultam num constante estado de ansiedade, confusão e medo. Estatisticamente, e segundo o site http://www.saúde-mental.net/, dirigido pelo Prof.Doutor Marques Teixeira, apenas um em cada cinco doentes recupera completamente.

FLORES DE AÇO
Júlia Robert interpreta Shelby, uma jovem mulher que sofre de diabetes de tipo1 e decide avançar com uma gravidez contra a vontade de quase todos os que a rodeiam, principalmente a mãe.
O drama assenta num elenco feminino excepcional e elucida o espectador sobre os problemas desta doença.

Diabetes na gravidez
É frequente que, durante a gravidez, a mulher desenvolva um caso de diabetes gestacional. Contudo, no filer Shelby já é diabética e insulinodependente antes de engravidar. Felizmente com os avanços médico-científicos, é possível controlar os índices glicémicos das grávidas e, para que os riscos sejam diminuídos ao mínimo, exige-se um acompanhamento constante e apertado.

Fonte: Texto de Alexandra Pereira para a revista Saber viver

domingo, 16 de novembro de 2008

Bernardo Bertolucci



O realizador italiano Bernardo Bertolucci foi hoje aplaudido de pé por mais de uma centena de pessoas que se deslocaram ao Estoril para assistir ao documentário "Bertolucci Secondo il Cinema", feito durante a rodagem do seu filme "1900".
Compareceu durante breves momentos no Centro de Congressos do Estoril para saudar os seus admiradores e agradecer ao director do festival, Paulo Branco, a distinção.
Sobre o filme "1900" (Novecento), rodado nos anos 70 e protagonizado por dois jovens actores - Robert De Niro e Gérard Depardieu - o realizador referiu que foi uma obra "ambiciosa".
O filme faz uma retrospectiva histórica da Itália desde o início do século XX até ao final da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma família rica. As visões políticas dos dois opõem-se: um apoia o fortalecimento do fascismo e outro as lutas dos trabalhadores.
Bertolucci não resistiu a lembrar que tanto para Portugal como para Itália o dia 25 de Abril é uma data de "libertação", uma vez que o 25 de Abril de 1945 marca o derrube do fascismo em Itália.

Nascido em 1940, Bertolucci estudou na Universidade de Roma onde ganhou fama como poeta.
Já nos Estados Unidos dirigiu O conformista (1970), que chegou a ser indicado para o Oscar de melhor roteiro. Em 1972, a sua primeira obra-prima, O último tango em paris, escandalizou meio mundo e deu a Bertolucci mais uma chance de concorrer ao Oscar, desta vez como director Depois de fazer 1900, um filme monumental e muito ambicioso, Bertolucci partiu para o drama intimista em La Luna.

Em 1987, consagrou-se com O último Imperador, que recebeu nove Oscars, incluindo os de melhor filme e melhor director. Em O Céu que nos protege (no Brasil), Um chá no deserto (em Portugal), nova obra-prima, rodado em 1990, em pleno deserto do Sahara, Bertolucci extraiu interpretações fantásticas de Debra Winger e John Malkovich. Seguiram-se O pequeno buda prejudicado por uma certa frouxidão narrativa.
Os seus últimos filmes que falam de relacionamentos e sentimentos, são profundamente intimistas como e Beleza roubada e Assédio.

Bertolucci que se encontra em plena actividade, é um cineasta ousado, que gosta de movimentos de câmara sofisticados, roteiros inteligentes e não tem medo de experimentar, mesmo quando trabalha com grandes orçamentos.


Fonte: Wikipédia e Jornal de Notícias

Recorto a minha sombra




Recorto a minha sombra da parede,
Dou-lhe corda, calor e movimento,
Duas demãos de cor e sofrimento,
Quanto baste de fome, o som, a sede.

Fico de parte a vê-la repetir
Os gestos e palavras que me são,
Figura desdobrada e confusão
De verdade vestida de mentir.

Sobre a vida dos outros se projecta
Este jogo das duas dimensões
Em que nada se aprova com razões
Tal um arco puxado sem a seta.

Outra vida virá que me absolva
Da meia humanidade que perdura
Nesta sombra privada de espessura,
Na espessura sem forma que a resolva.

José Saramago em :Os Poemas Possíveis

Colecção de capas de discos dos Beatles