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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ankh

Ankh é o antigo símbolo e hieróglifo que significa “vida” A forma do ankh assemelha-se a uma cruz com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino fundamentais para a criação da vida.
Noutras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia.
A linha vertical que desce exactamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. O ankh era usado pelos antigos egípcios como amuleto protector.
Assim, o ankh vermelha indicava a vida e a regeneração, uma azul a fertilidade, a ankh verde estava ligada à cura, a branca á pureza ritual e era assim utilizada em objectos de ankh rituais, e a preta ressurreição da morte.
Hoje em dia, a ankh é ainda utilizada pela Igreja Copta no Egipto, como símbolo da cruz, chamando-se cruz ansata.
No final doséculo XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protector de quem o carrega
O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa – Cruz representando a união entre o reino do céu e a terra. Noutras situações, está associado aos vampiros em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade.
O ankh popularizou-se no Brasil no início dos anos 70 quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa . O selo dessa sociedade possuía um ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os "Degraus da Iniciação", ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.
O ankh não sofreu grandes variações no seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado a várias culturas diferentes. Mesmo assim foi-lhe atribuído um carácter negativista por aqueles que desconhecem a sua origem e significados reais, associando este símbolo, erradamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra.
Fonte: Wikipédia e Cadernos de História da Arte

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Uma pintora portuguesa - Vieira da Silva




Maria Helena Vieira da Silva (Lisboa 13 de Junho de 1908 - em Paris 6 de Março de 1992) foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956.
Filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, Maria Helena demonstrou interesse pelas artes desde pequena.
Neta de José Joaquim da Silva Graça, fundador do Jornal O Século, morou na casa do avô em Lisboa.

Aos onze anos começou a estudar pintura e desenho na Academia de Belas Artes de Lisboa e, motivada pela escultura, estudou Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Em 1982 estabeleceu-se em Paris onde estudou pintura com Fernande Léger, e trabalhou com Duffrene e Waroquier.
Em Paris conheceu seu futuro marido, o, também pintor, húngaro Árpad Szenes, casando em 1930.
Devido ao facto de seu marido ser Judeu e de ela ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Então, o casal decidiu residir por um longo tempo no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entraram em contacto com importantes artistas locais.
A partir de 1948 o estado Francês começa a adquirir as suas pinturas e em 1956 tanto ela como o marido obtêm nacionalidade francesa. Em 1960 o Governo Francês atribui-lhe uma primeira condecoração, em 1966 é a primeira mulher a receber o Grand Prix National des Arts e em 1979 torna-se cavaleira da legião de honra francesa.

Para honrar a memória do casal de pintores, foi fundada em Portugal a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, sediada em Lisboa







A rapariga do brinco de pérola



Johannes Vermeer mais conhecido por Vermeer de Delft, foi baptizado em 31 de Outubro de 1632, e faleceu a 16 de Janeiro de 1675.
É considerado de entre os pintores Holandeses o segundo depois de Rembrant.
Pintor de género, os seus quadros não têm história, paixão ou evento. Preocupava-se fundamentalmente em representar a luz suave, doce, quase palpável, vagando pelas diversas superfícies da imagem.

Depois de ter sido praticamente esquecido por quase cem anos, Vermeer foi redescoberto em 1866 quando o critico de arte Thore Bürger publicou um ensaio atribuindo-lhe 66 imagens (apenas 35 pinturas lhe são definitivamente atribuidas). Desde então a reputação de Vermeer tem aumentado, e ele é agora reconhecido como um dos maiores pintores da Idade de Ouro Holandesa.




terça-feira, 25 de novembro de 2008

Jackson Pollock


Nasceu nos Estados Unidos da América em a 21 de Janeiro de 1912 e faleceu em 1956, sem nunca ter saído dos EUA.
Polêmico, irrequieto, perturbador, diferente, viveu emoções que o levaram da depressão ao êxtase e terminaram por transformá-lo num alcoólico.


Jackson Pollock é uma referência no expressionismo abstracto. Implementou o automatismo pictórico, a action painting, usando o dripping como técnica de pintura. Esta técnica consistia em respingar a tinta sobre as suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos que pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. Pintava com a tela colocada no chão, para se sentir dentro do quadro. Para além de não usar cavalete também não usava pincéis.

A tensão ético-religiosa por ele vivida impele - o aos pintores da Revolução Mexicana. A sua esfera da arte é o inconsciente: e os seus signos são um prolongamento do seu interior.
Pollock é um marco na pintura pós-guerra não só americana, mas de todo o mundo. Continua a ser, um dos pintores americanos mais influentes dos tempos actuais.

Op Art

A Op Art (abreviatura de Optical Art) desenvolveu-se, principalmente através do trabalho de Victor Vasarely (1908) e Bridget Riley (1931). Convocando a participação involuntária do espectador, estas obras priveligiam os valores visuais sobre os expressivos, produzindo uma série de efeitos e ilusões ópticas, de modo a gerar sensações de movimento e a provocar a sua instabilidade perceptiva.


Victor Vasarely




Victor Vasarely



Victor Vasarely





Victor Vasarely


Bridget Riley

Bridget Riley




Bridget Riley












segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comida e vinho : a arte de saber escolher

A ligação de vinho com comida nem sempre é obvia e por isso não hesite em experimentar.
Já o poeta, filósofo e epicurista romano Quinto Horácio Flaco dizia que “o vinho a servir deve ser escolhido consoante os convidados e ocasião”.
A prática, bom senso e sensibilidade de cada um, fará toda a diferença. Desde a côdea de pão para limpar a boca durante uma prova de vinhos até à clássica refeição mediterrânica, a relação do vinho com a comida é um jogo de sabores imenso e inesgotável. E impõe-se a pergunta, devemos cozinhar para o vinho que vamos servir ou escolher um vinho em função do prato que cozinhamos? Tudo depende das circunstâncias e a decisão caberá ao anfitrião. A ideia é conseguir que ambos os elementos lucrem com a associação e juntos saibam melhor que separados.
Em traços gerais é o corpo ou álccol do vinho e o seu tipo e número de taninos, assim como o seu nível de acidez ou doçura que vão determinar o sucesso do casamento.
Vinho e comida é, na maioria dos casos, uma relação de concordância, ou seja, quanto mais intensidade tiver o vinho mais sabor deve ter a comida e vice-versa, pratos delicados preferem vinhos leves e perfumados. Se a comida que tem no prato é doce ou adocicada deve optar por vinhos brancos ou tintos pouco ácidos e pouco secos, eventualmente vinhos meio secos ou doces podem constituir a opção correcta.
Um peixe que pede tempero de limão ou vinagre apreciará ser acompanhado por um branco seco e cítrico. Um vinho taninoso mostrar-se-á menos áspero se for servido com pratos gordos de tempero e textura forte e pesada. Para além disto, um vinho banal pode beneficiar com comida bem temperada e um grande vinho brilhará mais se a comida for relativamente neutra. O tema é labiríntico mas não há nada como praticar para se adquirir experiência. Uma regra de ouro: lembre-se sempre que os vinhos mais caros não são obrigatoriamente os que vão casar melhor com o prato que vai cozinhar.

Vinho e comida – combinações clássicas
Riesling- Salmão fumado
Chablis – Ostras
Moscatel – Caril
Xerez Fino ou Manzanilla – Presunto
Gewurstraminer – comida chinesa
Tintos jovens estruturados – Cordeiro
Tintos evoluídos - Caça
Sauternes – Roquefort
Porto Vintage – Queijo amanteigado



Ordem de serviço
A ordem pela qual são servidos os vinhos pode alterar consideravelmente o seu carácter individual. Há uma regra clássica que aconselha os vinhos secos antes dos doces, os jovens antes dos velhos e o bom antes do muito bom.
Mas se a primeira premissa se pode considerar totalmente lógica, posto que um vinho seco a seguir a um doce parecerá ácido e agressivo, as premissas são muito discutíveis. Os vinhos velhos, apesar de mais complexos, não têm o mesmo impacto e potência de prova de um vinho jovem e encorpado, muitos apreciadores preferem começar pelo vinho mais velho e terminar no vinho mais jovem e potente. Mas tudo depende do número de vinhos e comida a acompanhar e dos gostos e sensibilidade dos convivas

Temperatura
O velho conceito de “brancos e roses frescos e o tinto à temperatura ambiente” não funciona. E porquê? Porque é muito vago. A temperatura, é de longe, o factor mais importante no serviço de vinho. É determinante para o seu gosto e aroma. Os componentes voláteis do vinho têm diferentes modos e temperaturas de volatilização. O aroma é incrementado a 18ºC diminuído a 12ºC e neutralizado a menos de 6ºC. Acima dos 20ºC o álcool domina e com ele podem surgir alguns defeitos e fraquezas que estariam escondidos a temperaturas mais baixas ou adequadas.
Os sabores doces aumentam com a temperatura. A temperatura baixa diminui o efeito de calor e ardor do álcool, reforça a acidez e aumenta os gostos salgado e amargo assim como a adstringência ou aspereza de um tinto. No caso de um espumante favorece a bolha fina e o fraco desprendimento do gás. A temperatura correcta do vinho que vai servir é fundamental para a aclamação da sua qualidade.

O vinho deve ser sempre servido em copos com pé alto

Fonte: revista de Vinhos

sábado, 22 de novembro de 2008

Selinho oferecido pela Sol

Recebi da Sol este carinhoso e ternurento selinho que vou repassar para os meus simpáticos amigos:


Lisa

Beth

sandracantii

Óscar

Kmmad

jmcreis

ropiva

O selinho está à vossa espera

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Homenagem a Magritte



Magritte nasceu em Lessines, Bélgica, no dia 21 de Novembro de 1898. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente figurativo, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objectos e a atmosfera irreal dos conjuntos.
As suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objectos comuns, e símbolos recorrentes na sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.







Armadilhas da comparação e da competição

Logo que nascemos começamos a ser comparados, «é igualzinha à mãe», «tem o nariz do pai».
Os pontos mais comuns de comparação são:
Aparência
Inteligência
Comportamento
Realizações

Os nossos pais e professores mesmo sem ser intencional, continuam a comparar-nos com o irmão, com o primo, «porque não te sais tão bem como o teu irmão» «porque não podes ser como ele». Assim fomos ensinados a compara-nos com os outros, e na maioria das vezes agimos por comparação.
Onde fica a nossa auto-estima?
Todos os especialistas são unânimes em afirmar que, a comparação é a morte da verdadeira auto-estima

Outra grande armadilha que enfrentamos é a da competição, embora diferente mas não menos prejudicial.
Mal entramos na escola começamos a competir.
Competimos por notas, por sobressair nos desportos, por popularidade, por participar nos grupos que «estão na moda». Infelizmente, os resultados destas lutas e competições precoces deixam cicatrizes duradoiras em muitos de nós. Ainda assim continuamos a competir. Mais tarde, apenas se mudam os símbolos do status. Ainda ficamos deslumbrados com a visão e os sons do esplendor. Dentro de nós o monstro da inveja queixa-se «se eu soubesse dizer coisas tão inteligentes… se eu tivesse uma casa assim…se eu ganhasse tanto dinheiro…» Mas nem chegamos perto dos «ses» e, afinal, no jogo da competição, todos perdem.
Fonte: "Felicidade um trabalho interior" de John Powell