Ankh é o antigo símbolo e hieróglifo que significa “vida” A forma do ankh assemelha-se a uma cruz com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino fundamentais para a criação da vida. Noutras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia.
A linha vertical que desce exactamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. O ankh era usado pelos antigos egípcios como amuleto protector.
Assim, o ankh vermelha indicava a vida e a regeneração, uma azul a fertilidade, a ankh verde estava ligada à cura, a branca á pureza ritual e era assim utilizada em objectos de ankh rituais, e a preta ressurreição da morte. 

Hoje em dia, a ankh é ainda utilizada pela Igreja Copta no Egipto, como símbolo da cruz, chamando-se cruz ansata.
No final doséculo XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protector de quem o carrega
O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa – Cruz representando a união entre o reino do céu e a terra. Noutras situações, está associado aos vampiros em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade.
O ankh popularizou-se no Brasil no início dos anos 70 quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa . O selo dessa sociedade possuía um ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os "Degraus da Iniciação", ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.
O ankh não sofreu grandes variações no seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado a várias culturas diferentes. Mesmo assim foi-lhe atribuído um carácter negativista por aqueles que desconhecem a sua origem e significados reais, associando este símbolo, erradamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra.
Fonte: Wikipédia e Cadernos de História da Arte




















