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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Afinal quem foi Herodes?


Hoje conhecemos Herodes como o monarca criminoso do Evangelho de São Mateus, que mandou matar as crianças do sexo masculino em Belém, numa tentativa fracassada para matar Jesus que, segundo a profecia seria rei dos Judeus. Herodes foi quase de certeza inocente deste crime, do qual não existe outro relato excepto a história de São Mateus.
Quem foi Herodes?

Herodes nasceu em 73 A.C. e cresceu na Judeia, um reino situado no coração da antiga Palestina, dilacerado pela guerra civil e encurralado entre inimigos poderosos. A monarquia asmoniana que governara a Judeia durante 70 anos dividiu-se numa luta fratricida pelo trono, travada entre os dois príncipes irmãos Hircano II e AristóboloII . O pai de Herodes, principal conselheiro de Hircano e general muito dotado, decidiu-se pelo apoio aos romanos, que viriam a expulsar Aristóbolo e fizeram Hircano rei da Judeia.
Desde a infância que Herodes percebeu as vantagens do entendimento com os suseranos romanos, posição há muito classificada como traição ao povo judaico, e acabaram por ser os romanos a legitimar a sua coroação. Ao longo da sua vida como monarca, esforçou-se por compatibilizar as exigências romanas com as dos súbditos judeus, que ciosamente preservaram a sua independência política e religiosa. Esta tarefa era dificultada pelos antecedentes de Herodes a mãe era árabe e o pai idumeu e embora o educassem como judeu, ele não possuía o estatuto social das antigas e poderosas famílias de Jerúsalem.
Quando em 43 a.C. , o pai de Herodes morre envenenado e Hircano é deposto, Herodes refugia-se em Roma. Aqui o Senado recordando a sua fidelidade inquebrantável nomeia-o rei da Judeia. Herodes possuía agora o seu reino, mas ainda tinha de o conquistar, tarefa que lhe demorou 3 anos de intensos combates.
Durante as décadas de prosperidade económica e paz que se seguiram, Herodes rodeou-se dos mais destacados intelectuais, poetas, escultores, pintores e arquitectos do Oriente e do Ocidente. Fez doações de uma generosidade principesca aos seus súbditos em tempo de fome e de catástrofes naturais e muito além das fronteiras do seu reino, na Grécia e na Ásia Menor. Pôs ainda em prática projectos de notável dimensão, ambição e criatividade
Governante astuto e generoso, general brilhante e um dos construtores mais imaginativos e dinâmicos do mundo antigo, Herodes conduziu o seu reino a uma era de prosperidade e poder renovados

Herodium - Túmulo de Herodes

Uma pintora portuguesa - Paula Rego

Paula Figueiroa Rego é uma pintora portuguesa de projecção internacional.

Nasceu em Lisboa em 1935.
Estudou em Londres, na Slade School de 1952 a 1956. Desde os anos 60 que a sua obra é reconhecida em Portugal, vivendo em Londres desde 1976, após a morte do marido.
Em 1990 chegou a consagração, sendo o primeiro artista associado da National Gallery, em coincidência da adopção de uma nova linguagem figurativa, em que está presente um explícito sentido narrativo, empenhado no comentário crítico sobre a vida e o mundo.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

JAPAMALA

JAPAMALA (Japa=repetição, Mala=cordão ou colar)

É um objecto antigo de devoção espiritual, Existem de diversos tipos, tamanhos e materiais e podem ter uma quantidade diferente de contas, de acordo com a cultura ou religião.
No Hinduísmo ou Budismo usam-se com 108 contas, havendo sempre uma conta maior representando a divindade, ao redor do qual giram as 108 distintas manifestações, retornos ou encarnações.
PRÁTICA DEVOCIONAL
Fazer japamalas, ou japear, é uma atitude devocional importantíssima para todo o devoto que queira aproximar-se em atitude mística da Divindade, podendo-se consagrar a Japamala ao Bendito Vishnu, a Krishna, a Bendita Mãe Divina, ao Cristo, ou simplesmente a Deus, se assim preferir. Fazer Japamalas é adorar a divindade, é humilhar-se, é morrer em si mesmo, e com isso nascer para o espiritual.

O mais importante da oração é a mística, a devoção, pois esta sai do coração e não da mente, já que orações repetitivas apenas de forma mental não tem valor. Então a primeira coisa que se deve fazer é ter uma atitude mística, santa, devotada, em profunda gratidão e adoração. Se tem simpatia pelo oriente use mantrans indianos como o “Hare Krishna”, “Ôm Namah Shivaya”, ou ainda mantrans Tibetanos como “Ôm Tare Tutare Ture Sohá” ou ainda “Ôm Mani Péme Hung” ou escolha algum mantram devocional ou pequena oração de sua preferência. Caso tenha mais simpatia pelo cristianismo pode-se também, com a mesma eficácia, usar: “Cristo Bendito, Cristo Amado, Cristo Santíssimo, ajuda-me, cura-me, purifica-me”. Vishnu, Krishna, Cristo, Logos Solar, etc. são nomes da mesma divindade. Estas práticas devem ser feitas muitas vezes ao dia, se puder faça em voz alta, mas sempre buscando uma atitude mística e devocional

CONSAGRAÇÃO E PODERES
Japamala pode e deve ser consagrada como um objecto mágico, que pode chegar a possuir um imenso poder de cura, de protecção, de conjuração, para isso é importante seguir algumas recomendações:

1. Uma das primeiras coisas que se deve fazer é lavar tua Japamala com água e sal, para limpar as energias de todas as pessoas que tiveram contacto com ela, só deve ser tocado pelo próprio

2. Japamala deve-se colocar ao pescoço, as mulheres também usam no braço,e andar sempre com ela, tira-se apenas para dormir, ou para praticar, já que o mais importante é a prática

3. Deve-se perfuma-la com frequência, de preferência com perfume de sândalo,

4. A Japamala irá ganhando energias com sua própria devoção, portanto quanto mais amor, mística e devoção tiver, mais poder ela terá, chegando a converter-se numa arma mística, transformando-se num poderoso amuleto, ou talismã, que lhe dará, protecção.
Fonte: Mundo místico

Agradecimento dos selos recebidos

É com enorme prazer que recebo estes mimos dos meus amigos, prova de que o aprendemos está vivo. A todos agradeço a amabilidade e o incentivo. Assim : da Joyce e do Rodrigo, recebi o selo "Este blog faz a diferença" que repasso para:


ribeirobr

LucianaP

Luka

danifigueiredo

Nuzzi


Da minha amiga Luka recebi o Goffinho Alegre, beijos amiga e muito obrigada pelo teu carinho. Repasso para:

nacirsales

jurigoni

blogcomunicação

nida_le

MaryMiranda

Abraços e uma boa semana para todos

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ankh

Ankh é o antigo símbolo e hieróglifo que significa “vida” A forma do ankh assemelha-se a uma cruz com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino fundamentais para a criação da vida.
Noutras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia.
A linha vertical que desce exactamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. O ankh era usado pelos antigos egípcios como amuleto protector.
Assim, o ankh vermelha indicava a vida e a regeneração, uma azul a fertilidade, a ankh verde estava ligada à cura, a branca á pureza ritual e era assim utilizada em objectos de ankh rituais, e a preta ressurreição da morte.
Hoje em dia, a ankh é ainda utilizada pela Igreja Copta no Egipto, como símbolo da cruz, chamando-se cruz ansata.
No final doséculo XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protector de quem o carrega
O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa – Cruz representando a união entre o reino do céu e a terra. Noutras situações, está associado aos vampiros em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade.
O ankh popularizou-se no Brasil no início dos anos 70 quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa . O selo dessa sociedade possuía um ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os "Degraus da Iniciação", ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.
O ankh não sofreu grandes variações no seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado a várias culturas diferentes. Mesmo assim foi-lhe atribuído um carácter negativista por aqueles que desconhecem a sua origem e significados reais, associando este símbolo, erradamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra.
Fonte: Wikipédia e Cadernos de História da Arte

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Uma pintora portuguesa - Vieira da Silva




Maria Helena Vieira da Silva (Lisboa 13 de Junho de 1908 - em Paris 6 de Março de 1992) foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956.
Filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, Maria Helena demonstrou interesse pelas artes desde pequena.
Neta de José Joaquim da Silva Graça, fundador do Jornal O Século, morou na casa do avô em Lisboa.

Aos onze anos começou a estudar pintura e desenho na Academia de Belas Artes de Lisboa e, motivada pela escultura, estudou Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Em 1982 estabeleceu-se em Paris onde estudou pintura com Fernande Léger, e trabalhou com Duffrene e Waroquier.
Em Paris conheceu seu futuro marido, o, também pintor, húngaro Árpad Szenes, casando em 1930.
Devido ao facto de seu marido ser Judeu e de ela ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Então, o casal decidiu residir por um longo tempo no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entraram em contacto com importantes artistas locais.
A partir de 1948 o estado Francês começa a adquirir as suas pinturas e em 1956 tanto ela como o marido obtêm nacionalidade francesa. Em 1960 o Governo Francês atribui-lhe uma primeira condecoração, em 1966 é a primeira mulher a receber o Grand Prix National des Arts e em 1979 torna-se cavaleira da legião de honra francesa.

Para honrar a memória do casal de pintores, foi fundada em Portugal a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, sediada em Lisboa







A rapariga do brinco de pérola



Johannes Vermeer mais conhecido por Vermeer de Delft, foi baptizado em 31 de Outubro de 1632, e faleceu a 16 de Janeiro de 1675.
É considerado de entre os pintores Holandeses o segundo depois de Rembrant.
Pintor de género, os seus quadros não têm história, paixão ou evento. Preocupava-se fundamentalmente em representar a luz suave, doce, quase palpável, vagando pelas diversas superfícies da imagem.

Depois de ter sido praticamente esquecido por quase cem anos, Vermeer foi redescoberto em 1866 quando o critico de arte Thore Bürger publicou um ensaio atribuindo-lhe 66 imagens (apenas 35 pinturas lhe são definitivamente atribuidas). Desde então a reputação de Vermeer tem aumentado, e ele é agora reconhecido como um dos maiores pintores da Idade de Ouro Holandesa.




terça-feira, 25 de novembro de 2008

Jackson Pollock


Nasceu nos Estados Unidos da América em a 21 de Janeiro de 1912 e faleceu em 1956, sem nunca ter saído dos EUA.
Polêmico, irrequieto, perturbador, diferente, viveu emoções que o levaram da depressão ao êxtase e terminaram por transformá-lo num alcoólico.


Jackson Pollock é uma referência no expressionismo abstracto. Implementou o automatismo pictórico, a action painting, usando o dripping como técnica de pintura. Esta técnica consistia em respingar a tinta sobre as suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos que pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. Pintava com a tela colocada no chão, para se sentir dentro do quadro. Para além de não usar cavalete também não usava pincéis.

A tensão ético-religiosa por ele vivida impele - o aos pintores da Revolução Mexicana. A sua esfera da arte é o inconsciente: e os seus signos são um prolongamento do seu interior.
Pollock é um marco na pintura pós-guerra não só americana, mas de todo o mundo. Continua a ser, um dos pintores americanos mais influentes dos tempos actuais.

Op Art

A Op Art (abreviatura de Optical Art) desenvolveu-se, principalmente através do trabalho de Victor Vasarely (1908) e Bridget Riley (1931). Convocando a participação involuntária do espectador, estas obras priveligiam os valores visuais sobre os expressivos, produzindo uma série de efeitos e ilusões ópticas, de modo a gerar sensações de movimento e a provocar a sua instabilidade perceptiva.


Victor Vasarely




Victor Vasarely



Victor Vasarely





Victor Vasarely


Bridget Riley

Bridget Riley




Bridget Riley