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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Blogagem colectiva - Interlúdio com Florbela

Uma das mais belas homenagens que se prestou a Florbela Espanca, é esta magnífica interpretação dos Trovante "Perdidamente"





Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Quem foi Maria Madalena?

A designação “Madalena “ deve-se ao facto de Maria ser originária da cidade de Magdala.

Segundo o estudioso André Chevitarese da UFRJ, ela era uma mulher com nome próprio e sem nome de família, irmão ou marido, que possivelmente tinha recursos e uma vida independente, o que não era comum na época. Talvez a sua independência gera-se preconceitos num mundo essencialmente masculino.

Maria Madalena foi identificada frequentemente com outras mulheres que aparecem nos Evangelhos. Na igreja Latina, a partir dos séculos VI e VII, houve tendência para identificar Maria Madalena com a mulher pecadora que na casa de Simão, o fariseu, ungiu os pés de Jesus com as suas lágrimas (Lc.7,36-50) Por outro lado, alguns padres e escritores eclesiásticos, harmonizando os evangelhos, já haviam identificado esta mulher pecadora com Maria, irmã de Lázaro, que em Betânia unge com perfume a cabeça de Jesus (João 12,1-11; Mateus e Marcos), no trecho correspondente, não mencionam o nome de Maria, apenas dizendo tratar-se de uma mulher e que a unção ocorreu na casa de Simão, o leproso (Mt 26,6-13 e par). Em consequência disso, no Ocidente, devido principalmente ao Papa Gregório I generalizou-se a ideia de que as três mulheres eram uma só pessoa.

Nos Evangelhos, podemos ver que Maria representa muito mais o papel de um dos discípulos. Ela encontra-se com Jesus em três dos Seus momentos cruciais: como observadora enquanto Ele era crucificado, como auxiliar no Seu enterro, e como a primeira pessoa a encontrar o Jesus ressuscitado.

Há quem questione se havia alguma relação mais próxima entre Jesus e Maria Madalena.
Uma leitura lógica dos Evangelhos dá-nos a percepção de uma potencial relação entre os dois. No entanto o Novo Testamento, tal como chegou às nossas mãos é omisso neste aspecto.
A verdade é que passou por muitas revisões, adições e traduções até este momento, que lhe podem ter alterado o conteúdo.

No Evangelho de Filipe (63:33-6), um dos chamados Evangelhos Gnósticos encontrados com o tesouro Nag Hammadi no Egipto, é utilizada uma linguagem mais obscura para descrever uma possível relação próxima entre Jesus e Maria Madalena. Neste texto refere-se que Jesus costumava “amá-la mais do que todos os Seus discípulos” e que Ele costumava “beijá-la frequentemente na boca” ficando os discípulos masculinos particularmente ofendidos com este comportamento.

Um dos textos Nag Hammadi é conhecido como o Evangelho de Maria. Neste encontramos referência ao facto de que ela era o recipiente da revelação, para grande aborrecimento dos Apóstolos masculinos. Em 17:10-18 do Evangelho, encontramos André a duvidar que Maria tivesse na verdade visto o Jesus ressuscitado e Pedro perguntando: “falou Ele realmente com uma mulher sem o nosso conhecimento e não abertamente?” Ele continua: “ Será que Ele a preferia a nós?”. Mais à frente no mesmo texto, Levi surge para castigar Pedro, dizendo: “mas se o Salvador a tornou merecedora, quem és tu, na verdade, para a rejeitares? Certamente que o Salvador a conhece bem. È por isso que Ele a amou mais do que a nós”.

Há ainda uma outra teoria que refere a possibilidade de que a história que surge na Bíblia sobre as Bodas de Canaã, onde Jesus faz o milagre da transformação da água em vinho, fosse um recontar distorcido do próprio casamento de Jesus.

Juntando todas as pistas, podemos concluir que:
· A figura de Maria Madalena no Novo Testamento pode ter sido uma relação mais próxima de Jesus do que se pensou originalmente.
· Maria esteve com Jesus em fases cruciais da história, nomeadamente durante a sua morte, enterro e Ressurreição.
· Não existe nenhuma prova directa nos textos actualmente conhecidos, nem nos Evangelhos que corrobore a ideia de que Jesus e Maria eram casados.
· Os Evangelhos encontrados em Nag Hammadi, em 1945, são omissos quanto a provas, ou falta destas, exceptuando uma referência de Filipe de uma possível consorte.

O que aconteceu a Maria Madalena depois da morte de Jesus Cristo?
De acordo com a tradição católica, Maria Madalena morreu em Éfeso, onde residia com Maria, a Mãe de Jesus, e João, o suposto autor do quarto Evangelho. Esta tradição é, no entanto, disputada pela lenda do século VI mencionada por Gregório de Tours, o qual afirma que um documento ainda mais antigo fornece a história de que Maria Madalena viajou para Aix-en-Provence em França, no grupo de São Maximiniano. È Verdade que na França é venerada pelos católicos como em nenhum outro lugar. Tal veneração inspirou a fundação da Abadia beneditina de Vézelay os santuários de Aix e de Saint- Maxime, na Provença e ainda “La Madeleine” em Paris

Maria Madalena também é conhecida como a “amada” nos círculos gnósticos, associando-a de novo à ideia da união com Jesus.

Toda uma indústria cresceu nos tempos modernos à volta da Madalena como uma personificação do Sagrado Feminino, o qual de certa forma representa o espírito da Mãe Deusa.

A história de Maria Madalena está envolta em mito, lenda e simbolismo. Ela representa o espírito da antiga deusa, que foi venerada através do Médio Oriente e da Europa, há milénios

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Culto da Deusa

Deusa-Mãe período Neolítico


O culto da deusa remonta, pelo menos, 35 000 a.C. sendo a mais antiga das religiões.
No período Paleolítico e Neolítico vindo do Oriente, encontramos figuras femininas esculpidas, feitas em osso, chifre, pedra ou argila, de ancas, seios e ventre muito desenvolvidos, verdadeiros hinos à fertilidade. Eram, possivelmente, alvo de homenagem – culto à Grande Deusa -Mãe, Deusa - Terra ou Deusa – Natureza.


Na Europa, ligados ao mesmo culto, aparecem os ídolos-placa: geralmente em forma de trapézio, vagamente com um sentido humano, têm gravadas na sua superfície triângulos, símbolo feminino. Estes objectos foram encontrados em túmulos, o que prova a relação entre a vida, a fecundidade, a morte e a ressurreição.

Em tempos bíblicos, o culto da deusa foi praticado por toda a Terra Santa, com a deusa Asherah sendo especialmente venerada e, nalgumas tradições, vista como a consorte de Yaheweh, ou o Próprio Deus. Asherah foi simbolizada em muitos locais pelas chamadas pedras de Asherah, pedras colocadas verticalmente que não só representavam a deusa mas que também parecem ter o simbolismo duplo do falo. Nessa época, foi empreendido um esforço combinado para suprimir o culto ou veneração da deusa, com o aparecimento de uma sociedade mais patriarcal; o deus, rei, sacerdote, e pai substituindo a deusa, rainha, sacerdotisa, e mãe.
Também no Islão parece que a supressão do feminino teve lugar, com alguns investigadores teorizando que as origens da suprema divindade islâmica, Allah, reside na deusa Al-lat a qual foi associada com a kaaba em Meca, um altar pré-muçulmano que foi usurpado para a fé islâmica pelo próprio Maomé.
No Egipto, Ísis foi vista como a derradeira personificação do feminino.
No Concílio de Éfeso em 342 d.C., uma reunião de bispos cristãos decidiu que a Virgem Maria deveria ser conhecida como Theotokos, ou “Mãe de Deus”, colocando-a assim no papel de deusa, embora fossem cuidadosos em não lhe conceder os habituais atributos de fertilidade associados com as figuras da deusa.
Os cultos da deusa viram uma espécie de renascimento no século XIX, com o ressurgimento da religião Wicca no norte da Europa. Também conhecida como “magia branca”, a religião Wicca mantém a deusa numa elevada estima, com uma crença subjacente num equilíbrio entre o deus e a deusa, uma espécie de dualidade.
Muitos movimentos feministas modernos também elevaram a deusa a alturas recentemente encontradas, e hoje em dia, o culto da deusa está de novo a gozar um renascimento.
Actualmente a veneração e a compreensão da energia e espiritualidade da deusa estão, de novo, em evidência.
Nos milénios de existência dos modernos seres humanos, a figura da deusa tem sido omnipresente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Um presente de Natal para Sócrates e o seu governo

Passados mais de 34 anos do fim da ditadura, "Os Vampiros" de Zeca Afonso ainda fazem muito sentido.Eles comem tudo e não deixam nada...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Afinal quem foi Herodes?


Hoje conhecemos Herodes como o monarca criminoso do Evangelho de São Mateus, que mandou matar as crianças do sexo masculino em Belém, numa tentativa fracassada para matar Jesus que, segundo a profecia seria rei dos Judeus. Herodes foi quase de certeza inocente deste crime, do qual não existe outro relato excepto a história de São Mateus.
Quem foi Herodes?

Herodes nasceu em 73 A.C. e cresceu na Judeia, um reino situado no coração da antiga Palestina, dilacerado pela guerra civil e encurralado entre inimigos poderosos. A monarquia asmoniana que governara a Judeia durante 70 anos dividiu-se numa luta fratricida pelo trono, travada entre os dois príncipes irmãos Hircano II e AristóboloII . O pai de Herodes, principal conselheiro de Hircano e general muito dotado, decidiu-se pelo apoio aos romanos, que viriam a expulsar Aristóbolo e fizeram Hircano rei da Judeia.
Desde a infância que Herodes percebeu as vantagens do entendimento com os suseranos romanos, posição há muito classificada como traição ao povo judaico, e acabaram por ser os romanos a legitimar a sua coroação. Ao longo da sua vida como monarca, esforçou-se por compatibilizar as exigências romanas com as dos súbditos judeus, que ciosamente preservaram a sua independência política e religiosa. Esta tarefa era dificultada pelos antecedentes de Herodes a mãe era árabe e o pai idumeu e embora o educassem como judeu, ele não possuía o estatuto social das antigas e poderosas famílias de Jerúsalem.
Quando em 43 a.C. , o pai de Herodes morre envenenado e Hircano é deposto, Herodes refugia-se em Roma. Aqui o Senado recordando a sua fidelidade inquebrantável nomeia-o rei da Judeia. Herodes possuía agora o seu reino, mas ainda tinha de o conquistar, tarefa que lhe demorou 3 anos de intensos combates.
Durante as décadas de prosperidade económica e paz que se seguiram, Herodes rodeou-se dos mais destacados intelectuais, poetas, escultores, pintores e arquitectos do Oriente e do Ocidente. Fez doações de uma generosidade principesca aos seus súbditos em tempo de fome e de catástrofes naturais e muito além das fronteiras do seu reino, na Grécia e na Ásia Menor. Pôs ainda em prática projectos de notável dimensão, ambição e criatividade
Governante astuto e generoso, general brilhante e um dos construtores mais imaginativos e dinâmicos do mundo antigo, Herodes conduziu o seu reino a uma era de prosperidade e poder renovados

Herodium - Túmulo de Herodes

Uma pintora portuguesa - Paula Rego

Paula Figueiroa Rego é uma pintora portuguesa de projecção internacional.

Nasceu em Lisboa em 1935.
Estudou em Londres, na Slade School de 1952 a 1956. Desde os anos 60 que a sua obra é reconhecida em Portugal, vivendo em Londres desde 1976, após a morte do marido.
Em 1990 chegou a consagração, sendo o primeiro artista associado da National Gallery, em coincidência da adopção de uma nova linguagem figurativa, em que está presente um explícito sentido narrativo, empenhado no comentário crítico sobre a vida e o mundo.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

JAPAMALA

JAPAMALA (Japa=repetição, Mala=cordão ou colar)

É um objecto antigo de devoção espiritual, Existem de diversos tipos, tamanhos e materiais e podem ter uma quantidade diferente de contas, de acordo com a cultura ou religião.
No Hinduísmo ou Budismo usam-se com 108 contas, havendo sempre uma conta maior representando a divindade, ao redor do qual giram as 108 distintas manifestações, retornos ou encarnações.
PRÁTICA DEVOCIONAL
Fazer japamalas, ou japear, é uma atitude devocional importantíssima para todo o devoto que queira aproximar-se em atitude mística da Divindade, podendo-se consagrar a Japamala ao Bendito Vishnu, a Krishna, a Bendita Mãe Divina, ao Cristo, ou simplesmente a Deus, se assim preferir. Fazer Japamalas é adorar a divindade, é humilhar-se, é morrer em si mesmo, e com isso nascer para o espiritual.

O mais importante da oração é a mística, a devoção, pois esta sai do coração e não da mente, já que orações repetitivas apenas de forma mental não tem valor. Então a primeira coisa que se deve fazer é ter uma atitude mística, santa, devotada, em profunda gratidão e adoração. Se tem simpatia pelo oriente use mantrans indianos como o “Hare Krishna”, “Ôm Namah Shivaya”, ou ainda mantrans Tibetanos como “Ôm Tare Tutare Ture Sohá” ou ainda “Ôm Mani Péme Hung” ou escolha algum mantram devocional ou pequena oração de sua preferência. Caso tenha mais simpatia pelo cristianismo pode-se também, com a mesma eficácia, usar: “Cristo Bendito, Cristo Amado, Cristo Santíssimo, ajuda-me, cura-me, purifica-me”. Vishnu, Krishna, Cristo, Logos Solar, etc. são nomes da mesma divindade. Estas práticas devem ser feitas muitas vezes ao dia, se puder faça em voz alta, mas sempre buscando uma atitude mística e devocional

CONSAGRAÇÃO E PODERES
Japamala pode e deve ser consagrada como um objecto mágico, que pode chegar a possuir um imenso poder de cura, de protecção, de conjuração, para isso é importante seguir algumas recomendações:

1. Uma das primeiras coisas que se deve fazer é lavar tua Japamala com água e sal, para limpar as energias de todas as pessoas que tiveram contacto com ela, só deve ser tocado pelo próprio

2. Japamala deve-se colocar ao pescoço, as mulheres também usam no braço,e andar sempre com ela, tira-se apenas para dormir, ou para praticar, já que o mais importante é a prática

3. Deve-se perfuma-la com frequência, de preferência com perfume de sândalo,

4. A Japamala irá ganhando energias com sua própria devoção, portanto quanto mais amor, mística e devoção tiver, mais poder ela terá, chegando a converter-se numa arma mística, transformando-se num poderoso amuleto, ou talismã, que lhe dará, protecção.
Fonte: Mundo místico

Agradecimento dos selos recebidos

É com enorme prazer que recebo estes mimos dos meus amigos, prova de que o aprendemos está vivo. A todos agradeço a amabilidade e o incentivo. Assim : da Joyce e do Rodrigo, recebi o selo "Este blog faz a diferença" que repasso para:


ribeirobr

LucianaP

Luka

danifigueiredo

Nuzzi


Da minha amiga Luka recebi o Goffinho Alegre, beijos amiga e muito obrigada pelo teu carinho. Repasso para:

nacirsales

jurigoni

blogcomunicação

nida_le

MaryMiranda

Abraços e uma boa semana para todos