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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

William Turner


Joseph Mallord William Turner (Londres 23 de Abril de 1775 -Chelsea,19 de Dezembro de 1851) foi Foi um pintor romântico. É considerado por alguns um dos percursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz.

Turner dedicou-se à pintura da paisagem com paixão. Foi considerado um dos pintores mais importantes do romantismo. Turner foi extremamente precoce, brilhante e bem sucedido. Iniciou-se na actividade artística aos 13 anos com desenhos e com 15 anos era já um pintor considerado. Era um homem solitário, sem amigos e quando pintava não permitia a presença de pessoas, mesmo que fossem outros artistas.

Uma de suas preocupações principais foi a aplicação da luz e a sua incidência sobre as cores da maneira mais natural possível. Para tal, dedicou-se intensamente ao estudo dos paisagistas holandeses do século XVIII, muito em voga naquela época na Europa. Os temas dos seus quadros eram geralmente paisagens, o mar era também, uma constante nos quadros do pintor inglês.
Com o tempo desenvolveu o seu próprio estilo. Produziu cerca de 20 000 obras. O modo como Turner trata a água, o céu e a atmosfera, afasta-se de todo o realismo natural e transforma-se no reflexo anímico da situação. As pinceladas soltas e difusas dão forma a um torvelinho de nuvens e ondas, a uma desesperança interior que se transmite à natureza, uma das características básicas do romantismo.
A viagem que realizou a Veneza em 1812 teve uma grande relevância na sua pintura, quando o pintor descobriu a importância da cor e conseguiu dar corpo à atmosfera de uma maneira que, anos depois, os impressionistas retomariam.
De 1830 a1840, Turner deixou de lado a forma e criou espaços voláteis de nuvens e cores, como em Chuva, Vapor e Velocidade (1844), por exemplo, que remete aos quadros abstractos de pleno século XX. Com toda a razão foi qualificado por muitos historiadores como o primeiro pintor de vanguarda.






quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Direitos Humanos - Blogagem Colectiva

Millet (1814-1875) pintor francês, um dos principais representantes do realismo. Foi o primeiro a usar a sua arte, para denunciar a dificil situação dos trabalhadores rurais e urbanos.
Cumprem-se hoje 60 anos sobre a aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Para comemorar a data, fiz uma selecção de 8 artigos que andam muito mal tratados

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 18°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 24°
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito

Artigo 27°
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.

2. Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Recuperemos o Nosso Presente e Conquistemos o Futuro

Salvador Dali
Recuperemos o Nosso Presente
O presente é o nosso principal «activo» é assim porque nos pertence plenamente. É verdade que, por vezes, há circunstâncias que não favorecem um presente cómodo, mas não é por isso que vamos renunciar a ele. Em muitas ocasiões, quando olhamos para trás, vemos como alguns acontecimentos, que então vivemos com tristeza e dificuldade, foram, pelo contrário, cruciais nas nossas vidas. Graças a eles fomos capazes de dar determinados passos que, de outra forma, não teriam ocorrido. Quando olhamos para trás vislumbramos com facilidade as consequências do que vivemos. Pelo contrário é-nos difícil ver o que se passa neste momento diante de nós, o que estamos a viver no presente. Às vezes são apenas necessárias umas horas, ou mesmo uns minutos, para que o que víamos negro e sem solução se nos afigure nítido e claro; mas…continuamos sem aprender, e nas horas seguintes já estamos dispostos a ver novos fantasmas no horizonte.

Se vivermos o presente a pensar no futuro, quando chega o futuro rapidamente o sentimos como passado, e voltaremos a não viver o presente.

A observação do que ocorre à nossa volta, como sempre, é a melhor forma de aprender. Se nos esforçamos para olhar e reflectir sobre o que vemos, percebemos que as pessoas são felizes ou infelizes, não pelo que lhes acontece, mas pela forma como encaramos a sua vida.

Recuperar o presente significa em muitos casos começar a viver; noutros, para recuperá-lo verdadeiramente, teremos de libertar-nos de uma espécie de sequestro ou sequestrador que, sem nos darmos conta, nos está a roubar a vida.

Recuperar o presente, é o melhor presente que nos podemos dar.

Conquistemos o nosso futuro
Preparar-se para o futuro é um dos objectivos em que embarca meia humanidade.
Há pessoas demasiado despreocupadas com o futuro, vivem o presente como se o amanhã não existisse para eles.

Ao contrário outras vivem somente para preparar ou assegurar o futuro. Para elas não há presente, realizam tudo em prol do que virá depois.

Não será melhor que vivamos, a sério, com a melhor das disposições, e com toda a alegria que sejamos capazes de sentir, o nosso presente? E isso sem matar o nosso futuro. Podemos agir razoavelmente para que o nosso futuro seja agradável como o nosso momento actual, mas não há nada que justifique que nos matemos ou imolemos no presente para garantir um futuro que ninguém nos pode assegurar.

A melhor conquista do futuro é o dia-a-dia vivido com alegria, com bom ânimo, com esperança, com projectos; mas também com realidades presentes, com ilusões partilhadas em cada esforço, com uma meta constante na nossa vida: serem o mais felizes que a nossa limitação humana nos permita em cada momento!


Fonte: “A Inutilidade do Sofrimento” de María Jesús Álava Reyes

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Presépio tradicional português

Segundo a tradição católica o presépio surgiu no século XIII, pela mão de S. Francisco d’Assis que quis celebrar o Natal da forma mais realista: montou um presépio de palha, com uma imagem do menino Jesus rodeado de animais reais.O sucesso desta representação na noite de Natal de 1223 foi tal que rapidamente se estendeu por toda a Itália e posteriormente pela Europa e América Latina. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do monarca Carlos III, que a importou de Nápoles no século 18. A sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos estendeu – se ao longo do século 19 e na França nos inícios do século 20.
Presépio Tradicional Português:
Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. É montado no início do Advento sem a figura do menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis.
O Presépio Tradicional Português é, ao contrário do que encontramos nos outros países, formado por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José a Virgem Maria e o Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram adicionadas com vista a dar uma representação "mais portuguesa" à história da Natividade. Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um ranchos folclóricos, uma mulher com um cântaro na cabeça, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças é da Região do Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.
Por sua vez, no Alentejo o Presépio mais característico é o de Estremoz.
As cenas da Natividade de setecentos, modeladas ao modo de Estremoz, resultam do trabalho das barristas de adaptação ao gosto e tradição local, dos grandes Presépios realizados em barro por artistas como Joaquim Machado de Castro
Durante o Regime do Estado Novo aos bonecos de Estremoz é dado um novo alento, conhecendo os Presépios locais uma fantástica inovação, que substituiu mesmo a antiga tradição.
Nos anos 30, o Director da Escola de Artes e Ofícios local, o gaiense José Maria Sá Lemos, com a preciosa assistência do Mestre Oleiro Mariano da Conceição, junta os famosos Tronos de cascata de santo António, com as principais figurinhas que compõem um Presépio. A cena passa então a ser composta por 9 peças, mais o Trono (ou Altar como alguns lhe chamam), onde estão os três Reis Magos no degrau maior, estando ao meio a Sagrada Família com o Menino dentro da manjedoura, e no terceiro e último degrau estão três Pastores ofertantes. Hoje é este o Presépio que se considera tradicional em Estremoz.

Blogagem colectiva - Interlúdio com Florbela

Uma das mais belas homenagens que se prestou a Florbela Espanca, é esta magnífica interpretação dos Trovante "Perdidamente"





Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Quem foi Maria Madalena?

A designação “Madalena “ deve-se ao facto de Maria ser originária da cidade de Magdala.

Segundo o estudioso André Chevitarese da UFRJ, ela era uma mulher com nome próprio e sem nome de família, irmão ou marido, que possivelmente tinha recursos e uma vida independente, o que não era comum na época. Talvez a sua independência gera-se preconceitos num mundo essencialmente masculino.

Maria Madalena foi identificada frequentemente com outras mulheres que aparecem nos Evangelhos. Na igreja Latina, a partir dos séculos VI e VII, houve tendência para identificar Maria Madalena com a mulher pecadora que na casa de Simão, o fariseu, ungiu os pés de Jesus com as suas lágrimas (Lc.7,36-50) Por outro lado, alguns padres e escritores eclesiásticos, harmonizando os evangelhos, já haviam identificado esta mulher pecadora com Maria, irmã de Lázaro, que em Betânia unge com perfume a cabeça de Jesus (João 12,1-11; Mateus e Marcos), no trecho correspondente, não mencionam o nome de Maria, apenas dizendo tratar-se de uma mulher e que a unção ocorreu na casa de Simão, o leproso (Mt 26,6-13 e par). Em consequência disso, no Ocidente, devido principalmente ao Papa Gregório I generalizou-se a ideia de que as três mulheres eram uma só pessoa.

Nos Evangelhos, podemos ver que Maria representa muito mais o papel de um dos discípulos. Ela encontra-se com Jesus em três dos Seus momentos cruciais: como observadora enquanto Ele era crucificado, como auxiliar no Seu enterro, e como a primeira pessoa a encontrar o Jesus ressuscitado.

Há quem questione se havia alguma relação mais próxima entre Jesus e Maria Madalena.
Uma leitura lógica dos Evangelhos dá-nos a percepção de uma potencial relação entre os dois. No entanto o Novo Testamento, tal como chegou às nossas mãos é omisso neste aspecto.
A verdade é que passou por muitas revisões, adições e traduções até este momento, que lhe podem ter alterado o conteúdo.

No Evangelho de Filipe (63:33-6), um dos chamados Evangelhos Gnósticos encontrados com o tesouro Nag Hammadi no Egipto, é utilizada uma linguagem mais obscura para descrever uma possível relação próxima entre Jesus e Maria Madalena. Neste texto refere-se que Jesus costumava “amá-la mais do que todos os Seus discípulos” e que Ele costumava “beijá-la frequentemente na boca” ficando os discípulos masculinos particularmente ofendidos com este comportamento.

Um dos textos Nag Hammadi é conhecido como o Evangelho de Maria. Neste encontramos referência ao facto de que ela era o recipiente da revelação, para grande aborrecimento dos Apóstolos masculinos. Em 17:10-18 do Evangelho, encontramos André a duvidar que Maria tivesse na verdade visto o Jesus ressuscitado e Pedro perguntando: “falou Ele realmente com uma mulher sem o nosso conhecimento e não abertamente?” Ele continua: “ Será que Ele a preferia a nós?”. Mais à frente no mesmo texto, Levi surge para castigar Pedro, dizendo: “mas se o Salvador a tornou merecedora, quem és tu, na verdade, para a rejeitares? Certamente que o Salvador a conhece bem. È por isso que Ele a amou mais do que a nós”.

Há ainda uma outra teoria que refere a possibilidade de que a história que surge na Bíblia sobre as Bodas de Canaã, onde Jesus faz o milagre da transformação da água em vinho, fosse um recontar distorcido do próprio casamento de Jesus.

Juntando todas as pistas, podemos concluir que:
· A figura de Maria Madalena no Novo Testamento pode ter sido uma relação mais próxima de Jesus do que se pensou originalmente.
· Maria esteve com Jesus em fases cruciais da história, nomeadamente durante a sua morte, enterro e Ressurreição.
· Não existe nenhuma prova directa nos textos actualmente conhecidos, nem nos Evangelhos que corrobore a ideia de que Jesus e Maria eram casados.
· Os Evangelhos encontrados em Nag Hammadi, em 1945, são omissos quanto a provas, ou falta destas, exceptuando uma referência de Filipe de uma possível consorte.

O que aconteceu a Maria Madalena depois da morte de Jesus Cristo?
De acordo com a tradição católica, Maria Madalena morreu em Éfeso, onde residia com Maria, a Mãe de Jesus, e João, o suposto autor do quarto Evangelho. Esta tradição é, no entanto, disputada pela lenda do século VI mencionada por Gregório de Tours, o qual afirma que um documento ainda mais antigo fornece a história de que Maria Madalena viajou para Aix-en-Provence em França, no grupo de São Maximiniano. È Verdade que na França é venerada pelos católicos como em nenhum outro lugar. Tal veneração inspirou a fundação da Abadia beneditina de Vézelay os santuários de Aix e de Saint- Maxime, na Provença e ainda “La Madeleine” em Paris

Maria Madalena também é conhecida como a “amada” nos círculos gnósticos, associando-a de novo à ideia da união com Jesus.

Toda uma indústria cresceu nos tempos modernos à volta da Madalena como uma personificação do Sagrado Feminino, o qual de certa forma representa o espírito da Mãe Deusa.

A história de Maria Madalena está envolta em mito, lenda e simbolismo. Ela representa o espírito da antiga deusa, que foi venerada através do Médio Oriente e da Europa, há milénios

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Culto da Deusa

Deusa-Mãe período Neolítico


O culto da deusa remonta, pelo menos, 35 000 a.C. sendo a mais antiga das religiões.
No período Paleolítico e Neolítico vindo do Oriente, encontramos figuras femininas esculpidas, feitas em osso, chifre, pedra ou argila, de ancas, seios e ventre muito desenvolvidos, verdadeiros hinos à fertilidade. Eram, possivelmente, alvo de homenagem – culto à Grande Deusa -Mãe, Deusa - Terra ou Deusa – Natureza.


Na Europa, ligados ao mesmo culto, aparecem os ídolos-placa: geralmente em forma de trapézio, vagamente com um sentido humano, têm gravadas na sua superfície triângulos, símbolo feminino. Estes objectos foram encontrados em túmulos, o que prova a relação entre a vida, a fecundidade, a morte e a ressurreição.

Em tempos bíblicos, o culto da deusa foi praticado por toda a Terra Santa, com a deusa Asherah sendo especialmente venerada e, nalgumas tradições, vista como a consorte de Yaheweh, ou o Próprio Deus. Asherah foi simbolizada em muitos locais pelas chamadas pedras de Asherah, pedras colocadas verticalmente que não só representavam a deusa mas que também parecem ter o simbolismo duplo do falo. Nessa época, foi empreendido um esforço combinado para suprimir o culto ou veneração da deusa, com o aparecimento de uma sociedade mais patriarcal; o deus, rei, sacerdote, e pai substituindo a deusa, rainha, sacerdotisa, e mãe.
Também no Islão parece que a supressão do feminino teve lugar, com alguns investigadores teorizando que as origens da suprema divindade islâmica, Allah, reside na deusa Al-lat a qual foi associada com a kaaba em Meca, um altar pré-muçulmano que foi usurpado para a fé islâmica pelo próprio Maomé.
No Egipto, Ísis foi vista como a derradeira personificação do feminino.
No Concílio de Éfeso em 342 d.C., uma reunião de bispos cristãos decidiu que a Virgem Maria deveria ser conhecida como Theotokos, ou “Mãe de Deus”, colocando-a assim no papel de deusa, embora fossem cuidadosos em não lhe conceder os habituais atributos de fertilidade associados com as figuras da deusa.
Os cultos da deusa viram uma espécie de renascimento no século XIX, com o ressurgimento da religião Wicca no norte da Europa. Também conhecida como “magia branca”, a religião Wicca mantém a deusa numa elevada estima, com uma crença subjacente num equilíbrio entre o deus e a deusa, uma espécie de dualidade.
Muitos movimentos feministas modernos também elevaram a deusa a alturas recentemente encontradas, e hoje em dia, o culto da deusa está de novo a gozar um renascimento.
Actualmente a veneração e a compreensão da energia e espiritualidade da deusa estão, de novo, em evidência.
Nos milénios de existência dos modernos seres humanos, a figura da deusa tem sido omnipresente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Um presente de Natal para Sócrates e o seu governo

Passados mais de 34 anos do fim da ditadura, "Os Vampiros" de Zeca Afonso ainda fazem muito sentido.Eles comem tudo e não deixam nada...