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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lenços dos namorados

E tan certo eu amarte
Como o lenço branco ser
Só deixarei de te amar
Cuando o lenço a cor perder
Os Lenços de Amor ou de Namorados têm como origem os lenços senhoris dos séculos XVII e XVIII e foram posteriormente adaptados pelas mulheres do povo. Numa primeira fase, começaram a ser usados como adereço do traje feminino passando mais tarde a peça integrante do enxoval que a moça começava a preparar na infância. “Entre lençóis e atoalhados era comum bordar-se um lenço subordinado ao tema do amor “depois de concluído era usado pela autora na bainha da saia ou no bolso do avental e mais tarde seria oferecido ao rapaz por ela escolhido.
Desde sempre, os portugueses partiram: ou para ganhar o sustento noutro lugar, ou para a guerra, ou para embarcarem em navios na aventura da Expansão
Na hora da despedida, em certas regiões do norte de Portugal, era “obrigatório” a rapariga apaixonada oferecer um lenço ao namorado. Lenço bordado por ela, com uma quadra da sua autoria. Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos.
“Os lenços eram uma espécie de anéis de noivado, na medida em que o seu uso por parte do homem significava aceitar o compromisso com a moça que o bordou. Eram uma declaração de amor que as “moças em idade casadoira” ofereciam como uma prenda entre namorados. Este, por sua vez, para assumir publicamente o compromisso, usava-o por cima do casaco domingueiro, no bolso, ou ao pescoço”.

Os símbolos mais comuns que encontramos nos Lenços estão directa ou indirectamente ligados ao seu tema chave: o amor. Corações, motivos florais, chaves, pássaros e ramos. “Encontramos também silvas que são adornos bordados em forma de cercadura que imitam motivos florais e são também utilizadas para as orlas dos lenços”.

Quando uma jovem era nomeada mordoma, o namorado mandava fazer um lenço com lindos bordados, incluindo juras de amor e de fidelidade, para lhe oferecer no dia da festa. A mordoma usava essa delicada prenda para segurar a vela enfeitada com que desfilava na procissão. O mesmo lenço viria a ser usado no dia do casamento para segurar o ramo de noiva, e mais tarde para cobrir o rosto apôs sua morte







quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Blogagem colectiva – Momentos de Paz



Guernica de Picasso e 3 de Maio de Goya são dois exemplos, em como a arte desempenhou o seu papel ao serviço da paz. Os artistas nunca se ausentaram do seu papel na sociedade, denunciando as opressões e a violência. Lutando com as suas próprias armas, foi esta a forma que encontraram para lutar pela paz.



Guernica é para arte um grito de paz

Pintada por Picasso em 1937 representa a condenação aos bombardeios sofridos pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemãs, apoiando o ditador Francisco Franco. A ausência de cor neste quadro, é mais uma forma de representar o repudio sentido pelo sofrimento desta pequena cidade.




Goya imortaliza nesta tela o 3 de Maio de 1808 o levantamento popular que ocorreu em Madrid contra a invasão napoleónica. O movimento daria origem à Guerra de Independência da Espanha em relação à França.
Os madrilenos que foram encontrados com armas foram assassinados. Foram cerca de 400 vítimas. 44 revolucionários foram fuzilados na noite de 2 a 3 de Maio na colina do Príncipe Pío, em Madrid. Este é o episódio que Goya mostra no seu quadro.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pôr do Sol na Torre - Serra da Estrela



Quando dava uma volta pelo youTube à procura de uma sequência de imagens, deparei com este vídeo fantástico.

Aqui deixo as palavras do autor, joaotilly :
"Em 10 de Maio de 2003 filmei isto. Um sábado à tardinha fui até à Torre e deparei com este incrível pôr do sol.
Havia ainda muita neve, há exactamente 4 anos. Hoje não há nenhuma.
Ao remexer no meu baú de recordações, decidi recuperá-lo.
Claro que, se fosse hoje, metade das sequências não as aprovaria.
Mas fica o documento".

As Meninas - De Velasquez a Picasso



Diego Rodríguez de Silva y Velázquez
Nascido em Sevilha, a 6 de Junho de 1599 —faleceu em Madrid , 6 de Agosto de 1660. Foi um pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha.
Filho de um advogado de nobre ascendência portuguesa, Velázquez levou o prenome do avô paterno que, em 1581, deixou Portugal (era originário do Porto) para se instalar com sua esposa em Sevilha. A mãe era de origem sevilhana. Foi um artista tecnicamente fantástico, e na opinião de muitos críticos de arte, insuperável pintor de retratos.
Velázquez não queria ser reconhecido, só como pintor, tinha também objectivos de ascensão social, queria estar envolvido com a corte real. Foi então que o sogro, conseguiu através de um amigo, o então conde-duque de Olivares, com que pudesse executar um retrato do rei Filipe IV.
O seu ingresso na corte foi o primeiro passo para cumprir seus objectivos dentro da pintura e de sua vida social. Tinha um recurso único que era a permissão de poder visitar sempre que quisesse o acervo real de obras-primas.
As meninas, obra-prima de Velasquez está hoje no Museu do Prado. Ao centro pode-se ver a infanta Margarida Teresa de Habsgurgo filha de Filipe IV acompanhada de suas damas de companhia, dos seus criados e de uma anã e uma criança que mexe com um cão. Já no canto esquerdo, vê-se um auto - retrato de Velázquez, em cuja veste percebemos a cruz da Ordem de Santiago, que foi incluída na tela somente após sua morte. Os reflexos do rei e da rainha da Espanha surgem num espelho atrás da infanta. Acima do retrato há dois quadros do acervo do palácio e, mais ao fundo, um homem entra em cena e movimenta a cortina, trazendo mais luminosidade à tela.


A partir da década de 1950, Picasso decidiu reinterpretar de todas as formas imagináveis algumas obras que o obcecaram durante toda a vida. A mais célebre é certamente a série de 44 pinturas baseadas em “As Meninas”, de Velázquez. Várias versões de Picasso, muitas delas expostas extensivamente no Museu Picasso, de Barcelona,

Stomp




Stomp (Lisboa)
A companhia britância Stomp está de regresso a Portugal com o seu espectáculo que mistura percussão, movimento, dança, teatro e comédia. A partir de 6 de Janeiro, no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa.

Stomp é um famoso grupo de dança oriundo de Brighton,Reino Unido, que usa o corpo e objectos comuns para criar performances teatrais físicas percussivas. Suas origens musicais remontam ao trabalho do Einstürzende Neubauten e Savage Aural Hotbed.
A palavra stomp pode se referir a um subgênero distinto de teatro físico, onde o corpo se incorpora a outros objectos como meio de produzir percussão e movimento que ecoa as danças tribais

Os Stomp dividem-se em várias companhias que percorrem o mundo e cada espectáculo é diferente do outro. Para este garante-se muito ritmo, animação, objectos em movimento, criatividade (usam instrumentos pouco convencionais como caixotes de lixo, latas e bidões) e algum humor pelo meio. Sem esquecer a prestação de cada performer, que imprime um cunho pessoal importante na coreografia conjunta.

Fonte: Jornal público e site oficial dos Stopm

domingo, 4 de janeiro de 2009

Circuito cerebral do amor – O amor é uma droga?

O que é o amor? O que nos acontece a nível cerebral quando estamos apaixonados? Terão as emoções uma explicação fisiológica? O processo que as desencadeia terá origens distintas consoante o sexo?
Helen Fisher, antropóloga a nível mundial, observou quarenta pessoas loucamente apaixonadas e foi à procura do circuito cerebral associado a esta paixão. Detectaram actividade em algumas regiões cerebrais muito primitivas, associadas à motivação e não às emoções. Isto leva a crer que o amor romântico é, antes de tudo, um instinto que se desenvolveu há milhões de anos para motivar os nossos antepassados a focarem a sua energia na relação apenas com uma pessoa de cada vez e assim preservar o tempo e a energia do acasalamento.
Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos está associado à química cerebral. Sendo assim o amor romântico é certamente químico. Mas a química origina experiências poderosas.
Quando o amor acontece os níveis de dopamina aumentam, provocando-nos sentimentos de exaltação, energia, desejo, atenção focada no ser amado e uma intensa motivação para conquistá-lo. Provavelmente os níveis de serotomina também diminuem, dando origem ao pensamento obsessivo tão característico do amor.
Os indivíduos apaixonados apresentam muitos dos traços comportamentais das pessoas viciadas. Desejam a pessoa amada, mudam o seu comportamento quando estão perto dela, aumentam a sua tolerância em relação a essa pessoa (e então precisam de vê-la, mais e mais), têm uma espécie de síndrome de abstinência quando não estão com ela. E mesmo quando abandonados pelo companheiro podem ter uma recaída.
Em todo o mundo pessoas entram em depressão quando são rejeitadas.
Há também situações em que as pessoas perseguem o parceiro que as rejeitou.
A rejeição romântica pode causar problemas mentais graves que podem ir até a um comportamento criminoso.
Há diferenças na forma como o homem e a mulher se apaixonam. Os homens revelam mais actividade em regiões cerebrais associadas a estímulos visuais e erecção peniana. As mulheres, por sua vez, tendem a revelar mais actividade cerebral em regiões associadas à emoção, atenção e memórias.
Um dos ingredientes que despertam a atracção é o timing. O timing é importante para que homens e mulheres se apaixonem. Temos que estar prontos, disponíveis. A proximidade também é importante. Também tendemos a apaixonar-nos por pessoas com os mesmos antecedentes, valores, interesses, o mesmo nível de inteligência e boa aparência.
Mas o mais importante, homens e mulheres tendem a apaixonar-se por pessoas que se enquadram no «mapa do amor» uma vasta e inconsciente lista de traços que procuramos no nosso parceiro. Diz-nos Helen Fisher que esses mapas individuais se desenvolvem durante a infância e vão-se modificando ao longo da nossa vida, mas é ele que nos guia na busca por um parceiro.

Song Around the World "Stand By Me"

Que o mundo se abrace neste 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Hora do chá


Todo o chá provém da camellia sinensis, um pequeno arbusto verde, que depois de submetido a um processo de fermentação as folhas escurecem dando origem ao famoso chá. O que marca a diferença entre os vários tipos de chá é o processo utilizado para transformar as suas folhas verdes nesta bebida tão apreciada. No caso do chá verde a oxidação é interrompida na fase inicial pela aplicação de vapor, enquanto que no chá preto é mais prolongada. Os vários graus e processos a que são submetidas as folhas, traduzem-se numa variedade de chás.
O chá é muito rico em antioxidantes e segundo alguns estudos o valor de antioxidante é cerca de dez vezes superior ao encontrado nas frutas e nos vegetais, razão porque é importante na preservação de diversas doenças, onde se destacam as patológicas cardiovasculares e os cancros. A sua composição inclui ainda vitaminas do complexo B e minerais, como o potássio, o magnésio, o fósforo e o flúor.
Diferentes tipos de chá e suas propriedades:
Preto - Rico em antioxidantes. Contém cafeína pelo que deve ser consumido com moderação.
Verde – Possui elevado número de antioxidantes (superior ao encontrado no chá preto). Estudos indicam que uma chávena por dia reduz o risco de hipertensão. Estimula o metabolismo, elimina as gorduras.
Branco – Também denominado White Peony, é composto por folhas e botões vaporizados. Raro, extremamente rico em antioxidantes (estima-se mesmo que contenha três vezes mais antioxidantes do que o chá verde), é considerado o mais puro.
Variedades de chá preto
Ceilão – Chá preto originário do Sri Lanka.
Darjeeling – Chá preto cultivado na Índia, no sopé dos Himalaias. De tonalidade escura, tem sabor floral. É produzido em quantidades reduzidas.
Assam – Originário do Assam, uma região da Índia. Este chá preto tem sabor forte, licoroso mas um pouco amargo.
Earl Grey – Mistura de chá preto da Índia e do Ceilão, de aroma fresco e com essências de bergamota.
English Breakfast – Mistura de chás pretos indianos e chineses, muito apreciada pelos britânicos. Frequentemente consumido com leite e açúcar.
Oolong – É originário da China e do Taiwan e o seu processo de fermentação situa-se num ponto intermédio entre o chá verde (curto) e o chá preto (prolongado). Tem um sabor prolongado e os nutrientes do chá verde.
Jasmin – Originário da China, tem propriedades digestivas. Chá de camellia sinesis aromatizado com essência ou flores de jasmin.
Como fazer um bom chá
O chá – existe em folhas ou em saquetas, mas as folhas são a melhor opção. Coloque-as soltas na água para libertar o aroma.
O bule – Aqueça o bule antes de servir. O bule é uma boa opção pois mantém o aroma e o sabor.
A água – À maioria dos chás deve ser adicionada água a ferver. No caso do chá verde basta que a água esteja quente.
O tempo – O período de infusão não deve ser inferior a 60 segundos nem superior a 5 minutos. Quanto mais longa for maior será a quantidade de tanino, substância que lhe confere um sabor amargo.
O chá deve ser consumido com moderação particularmente durante a gravidez.