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sábado, 31 de janeiro de 2009

Hieros Gamos

O termo “Hieros Gamos” deriva das palavras gregas que significam “casamento sagrado” e tem as suas raízes na Suméria há 5.500 anos atrás.
O ritual Hieros Gamos evoluiu até se tornar uma actividade espiritual altamente desenvolvida, a qual permitia ao homem obter o conhecimento divino, através da união sexual ritualizada com uma mulher treinada como sacerdotisa. Esta teoria é baseada na filosofia de que o homem é, na sua essência, incompleto e apenas pode atingir a divindade ao casar com os princípios femininos de um modo espiritual e físico, o que despoleta um estado alterado da consciência no momento do clímax.
A gnose, fisiologicamente falando, seria o orgasmo ou clímax masculino - uma breve vácuo mental, uma fracção de segundo no qual todos os pensamentos ficam ausentes. Na mitologia, nesse instante de êxtase no qual sua mente ficava totalmente vazia, ele podia ver Deus.
Através de um estudo cuidadoso de passagens bíblicas e a análise sistemática do simbolismo herético medieval, concluiu-se quando Maria Magdala ungiu Jesus no momento que este se sentou para jantar com seu irmão Lázaro, ungiu não só os pés mas também a cabeça.
Pensa-se, que este acto de Maria, foi parte de um rito egípcio relativo a Ísis e Osíris, por meio do qual o rei-sacerdote é ungido pela rainha-sacerdotisa em preparação para o seu ritual de união, o hiero gamos ou casamento sagrado

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Moçambique, uma história de amor

O grupo era constituído por três professores do ensino superior, uns oito alunos da FBAUP (Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto) mais quatro professores do ensino secundário e uma bibliotecária. Íamos actuar em diferentes sectores, o grupo do qual eu fazia parte, ficava na ENAV( Escola Nacional de Artes Visuais), para criar ou fazer a actualização de cursos já existentes e a respectiva formação de formadores, outro grupo ia desenvolver a sua actividade no museu, outros na biblioteca municipal e um grupo de dois professores com os alunos da FBAUP iriam actuar num centro comunitário.
Uma das coisas que me tinha sido dito antes de partir para Maputo, é que tínhamos direito à viagem oferecida pela LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) e dormida, mas as refeições, deslocações e tudo o mais seria por nossa conta, afinal cá também tínhamos que comer. A ideia, era dar o máximo que pudéssemos. Trabalho de missionário. Confesso que a ideia me apaixonou
Fizemos a viagem durante a noite e mal chegamos fomos logo encaminhados par os nossos locais de trabalho.
Eu e mais dois professores chegamos à ENAV onde fomos recebidos festivamente pela Directora e um grupo de professores que, no ano anterior já tinham trabalhado com esta equipa Mostraram-me a escola, apresentaram – me os professores que iriam fazer formação comigo e entretanto chegou a hora de almoço.

Pelo que percebi durante a visita, a cantina da escola, local escuro e sem grandes condições de higiene, não funcionava, soube depois que por falta de verbas, mas a Directora, uma pessoa fantástica, autêntica missionária que fazia milagres, com os parcos recursos que tinha, lá arranjou a dar-nos de almoçar durante toda a estadia, a nós e aos professores com quem estávamos a trabalhar.

Quando entrei no espaço reservado à cantina, confesso que fiquei a olhar para a comida sem saber bem o que fazer. Os outros professores que estavam comigo e que já conheciam a escola, segredaram-me, come senão ficas com fome, amanhã já te parece tudo bom, é o que há. O arroz parecia uma pasta e o peixe que era pequeno, estava partido em 3, a cabeça, o rabo e a posta do meio, a única que tinha alguma coisa para comer, era um bocado para cada um. Eu vi que os meus amigos ou não se serviam de peixe ou tiravam a cabeça, o que permitia aos professores da ENAV ficar com os bocados melhores e até comer dois pedaços. Para eles era óptimo porque comiam de graça, percebi depois que em casa as coisas eram bem piores. Às vezes a cozinheira lá nos presenteava com uma refeição melhorada e então era uma festa.
No intervalo do almoço dava uma corrida ao mercado local com as professoras da ENAV, comprávamos frutos que eu desconhecia, legumes e novos e temperos, as vendedeiras muito simpáticas queriam que eu experimentasse tudo.
O mercado era pobre, muito cheio e com uma enorme falta de higiene, mas naquele contexto eu esquecia completamente tudo, a minha sensibilidade artística exultava com todo aquele colorido, estava simplesmente apaixonada por tudo quanto via.

Eu e mais três professores, ficávamos num apartamento que nos tinha sido cedido pela embaixada portuguesa, e à noite quando nos juntávamos mortos de cansaço, fazíamos o nosso jantar, trocávamos as experiências do dia e planificávamos as actividades para o dia seguinte, eram momentos muito agradáveis e muito enriquecedores.

Por vezes, ao fim do dia tínhamos recepções organizadas pela embaixada onde confraternizávamos com entidades locais e estudantes da área artística.
Outras vezes, juntávamo-nos para jantar com individualidades do mundo artístico e cultural de Maputo. Foi nesses jantares que tive o privilégio de confraternizar com o escritor e biólogo Mia Couto e o pintor Malangatána. Foram momentos inesquecíveis, o ambiente africano , a companhia insuperável, o franco convívio, as estórias que o Mia Couto a propósito de tudo contava.

Um dia fomos todos até à comunidade onde o outro grupo trabalhava. Todo o mundo nos fez uma festa, os miúdos corriam à nossa volta entusiasmados, davam abraços, beijos e pediam para tirar fotografias. Um grupo de músicos e dançarinos locais presenteou-nos com uma magnífica actuação que me deixou em êxtase. O grupo já era repetente nestas aventuras em Moçambique, para mim é que tudo era novidade.
Nunca mais posso esquecer as viagens, de deixar um pintor louco, o colorido fantástico das mulheres e crianças que percorriam os caminhos com trajes de cores garridas transportando cestos de frutos à cabeça, visões inesqueciveis.
Foram tempos fantásticos, vim outra, aprendi mais do que ensinei e o que me ficou foi tão forte, deixou-me uma marca tão profunda, que não há dia em que não me lembre de como lá fui feliz.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Olha Que Blog Maneiro


Parece que já todo o mundo conhece, mas na verdade é um selo diferente dos outros que acabo de receber do meu amigo Eli do blog online na web
As regras são:

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo (a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
Meus indicados são:

Flor da vida

É um símbolo muito antigo, encontrado nos vedas e também na civilização celta.
A simbologia da flor da vida ultrapassa 6 mil anos.

O círculo simboliza o universo imanente, símbolos como o que se encontra no centro são chamados de triquetras, que em latim quer dizer três "esquinas".


A triquetra para alguns simboliza a vida, a morte e o renascimento. Para os celtas reflecte a filosofia de que o conjunto tem três níveis: Físico, mental e espiritual.
Para a igreja católica simboliza a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo
Não há nenhum conhecimento, no Universo que não esteja contido neste padrão da Flor da Vida.
Todos os harmônicos da luz (sete cores do espectro solar), do som e da música (sete notas musicais) encontram – se nessa estrutura geométrica, que existe como um padrão holográfico, definindo a forma tanto dos átomos como das galáxias.
O código da Flor da Vida contém toda a sabedoria similar ao código genético contido no nosso DNA. Esse código genético vai além das formas comuns de ensinamento e encontra-se por trás de toda a estrutura da própria realidade

Fonte: www.flordavida.com.br/HTML/flor_da_vida.html, Wikipédia

sábado, 24 de janeiro de 2009

Biblioteca de Alexandria


A Biblioteca de Alexandria, uma das maravilhas da Antiguidade, ­pensa-se ter sido construída no início do século III a. Cristo durante o reinado de Ptolomeu II do Egipto,
Estima-se que a biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro podendo ter chegado a 1.000.000. e foi destruída pelo fogo em três ocasiões ­ nos séculos III, IV e VII
Conta-se que um dos incêndios da lendária biblioteca foi provocado por Júlio César. Quando perseguia o seu inimigo do Triunvirato (formado por César, Pompeu e Crasso), Pompeu. Na altura Alexandria era governada por Ptolomeu XII, irmão de Cleópatra. Pompeu foi decapitado por um dos tutores do jovem Ptolomeu, e a sua cabeça entregue a César juntamente com o seu anel. Diz-se que ao ver a cabeça do inimigo César pôs-se a chorar. Apaixonando-se perdidamente por Cleópatra, César conseguiu colocá-la no poder através da força. Os tutores do jovem faraó foram mortos, mas um conseguiu escapar. Temendo que o homem pudesse escapar de navio mandou incendiar todos, inclusive os seus. O incêndio alastrou-se e atingiu uma parte da famosa biblioteca.
A biblioteca era o repositório das melhores cópias do mundo. O Antigo Testamento chegou-nos directamente das traduções gregas feitas na Biblioteca de Alexandria. Os Ptolomeus usaram muita da sua enorme riqueza na aquisição de todos os livros gregos, assim como de trabalhos originários de África, da Pérsia, da Índia, de Israel e de outras regiões do mundo.
Ali encontravam-se estudos sobre matemática, geometria, astrologia, astronomia, trignometria, medicina e literatura de famosos autores como Euclides, Arquimedes, Ptolomeu, Galeno etc.


A actual biblioteca inaugurada em 2003, por Hosni Mubarak, custou aproximadamente US$ 200 milhões, e contou com apoio do sector cultural das Nações Unidas (Unesco) e de vários países. A estrutura, que tem o nome oficial de Bibliotheca Alexandrina, integra, para além da principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congresso e de exposições. A nova biblioteca pretende recuperar a sua grandiosidade do passado, o que inclui ser também uma gigantesca biblioteca virtual.

O projecto da biblioteca que é da autoria de uma firma de arquitectos noruegueses, resultou numa estrutura de forma incomum. A construção principal da Biblioteca Alexandrina, como agora é oficialmente chamada, parece um gigantesco cilindro inclinado.
O telhado de vidro e alumínio tem quase o tamanho de dois campos de futebol , este teto da biblioteca é um disco com 160 metros de diâmetro reclinado, que parece em parte enterrado no solo. A superfície inclinada e brilhante do telhado começa no subsolo e chega a 30 metros de altura.


As paredes sem janelas revestidas a granito que sustentam a parte do círculo que fica à superfície têm incrustados os símbolos utilizados pela Humanidade para comunicar, como os caracteres dos alfabetos, notas musicais, números e símbolos algébricos, códigos das linguagens informáticas, etc.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Moçambique, onde aprendi mais do que ensinei


Novembro de 2002 – integrada num grupo de professores de ensino artístico, fui para Maputo criar um curso e fazer formação de formadores. Na ENAV (Escola Nacional de Artes Visuais) onde estive a trabalhar, aprendi mais do que ensinei. De Moçambique, trouxe o verdadeiro conhecimento e sentido das palavras solidariedade, partilha, humanidade, confraternização.



Alunos da ENAV


Pinturas dos alunos para esconder o mau estado das paredes

Professores em formação



Meninos de um centro comunitário onde o grupo trabalhou


largo do centro comunitário



Ceramistas que tive o prazer de conhecer


Peça de cerâmica exposta no Museu de Maputo





Peças de atelier de cerâmica



Momentos de confraternização após um dia de trabalho






segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Porto - a cidade que deu o nome a Portugal








História
Tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal. No ano de 868, Vímara Peres, fundador da terra portugalense, teve uma importante contribuição na conquista do território aos Mouros, restaurando assim a cidade de Portucale.

A cidade do Porto é conhecida como a Capital do Norte ou a Cidade Invicta. É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.) que se designava de Portus, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, ou Portucale (Reino que deu o nome a Portugal). É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, o seu centro histórico, catalogado como Património Mundial pela UNESCO

Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415 para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato tradicional da cidade ainda é, hoje em dia, as "Tripas à moda do Porto". Existe uma confraria especialmente dedicada a este prato típico .
Economia
O Porto sempre rivalizou com Lisboa ao nível económico A abastada classe de industriais da região criou, logo em meados do século XIX, a poderosa Associação Industrial Portuense, hoje Associação Empresarial de Portugal. A antiga Bolsa do Porto foi transformada na maior Bolsa de Derivados de Portugal, tendo-se fundido com a Bolsa de Lisboa criando a Bolsa de Valores de Lisboa e Porto. Em 2002, a BVLP acabou por se integrar na Euronext, em conjunto com bolsas da Bélgica, França, Países Baixoa e Reino Unido. O edifício que albergou durante muito tempo a bolsa, o Palácio da Bolsa, sede da Associação Comercial do Porto, é hoje uma das principais atracções turísticas da cidades.

Cultura
A cidade do Porto possui diversos espaços culturais de referência na região e a nível nacional. Entre os diversos museus da cidade, destaca-se o Museu de Arte Contemporânea, um dos museus mais visitados do país, onde obras de arte de vários artistas contemporâneos são, também, expostas, ao lado da flora típica da região norte de Portugal no envolvente Parque de Serralves.

A Casa do Infante, datada do século XIII e onde terá nascido o Infante D. Henrique, é actualmente museu medieval da cidade e arquivo distrital. Inserido no edifício da Alfândega Nova, o Museu de Transportes e Comunicações tem como objectivo mostrar a história dos transportes e meios de comunicação. O Museu do Carro Eléctrico, instalado na antiga central termo eléctrica de Massarelos, dispõe de uma colecção carros eléctricos e atrelados que circulavam pela cidade.

O Museu Nacional de Soares dos Reis, criado em 1833 por D. Pedro IV, inclui grande parte da obra do escultor. No Porto existem diversos museus temáticos, de referir: o Museu do Vinho do Porto, Museu da Indústria, Museu de História Natural, , Centro Português de Fotografia, Museu Romântico da Quinta da Macieirinha,.

Os auditórios culturais da cidade são na sua grande maioria construções do séculos XIX e XX. A construção mais arrojada e relevante dos últimos anos é a Casa da Música que é considerada a sala musical com melhor qualidade acústica do mundo e é uma obra de arquitectura que foi concebida para o evento Porto Capital da Cultura 2001 (Porto 2001) da autoria de Rem Koolhaas e aclamada internacionalmente.

O Teatro Rivoli, o Teatro Nacional São João e o Teatro Sá da Bandeira são importantes salas de espectáculos, de relevo histórico e arquitectónico, localizados na Baixa do Porto. Na baixa da cidade localizam-se ainda outros auditórios, como o Coliseu do Porto e o Cine-Teatro Batalha,

Entretenimento
A cidade conta com mais de 10 mil eventos anuais, desde concertos, passando por teatros, exposições ou mesmo festas com disc-jockeys famosos numa das várias dis cotecas e bares da cidade.
Contudo, o maior evento de diversão continua a ser o São João do Porto, onde milhares de pessoas invadem as ruas da cidade de 23 para 24 de Junho. Neste evento são de destacar as sardinhadas, os manjericos com as respectivas quadras sanjoaninas, o alho porro, as marteladas e os bailaricos de freguesia

Pontes
A necessidade de haver uma travessia permanente entre as duas margens do Douro para circulação de pessoas e mercadorias, levou à construção da Ponte das Barcas em 1806, anteriormente a travessia do rio fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões. A ponte era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial. O aumento do tráfego exigiu a construção de uma ponte permanente o que levou à construção da Ponte pênsil em 1843, desmantelada anos mais tarde após a abertura da Ponte Luís I em 1886, a ponta mais antiga da cidade que permanece em actividade...

A Ponte Maria Pia, construída entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877 pela empresa de Gustave Eiffel, foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do Douro. Dotada de uma só linha, o que obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas, no último quartel do século XX tornou-se evidente que a ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. O que levou a que fosse desactivada e substituída pela Ponte de São João em 1991.

A Ponte da Arrábida tinha à data da construção o maior arco do mundo em betão armado, e constitui o tramo final da auto-estrada A1 que liga Lisboa ao Porto. Apesar da construção da Ponte do Freixo, mais a montante, a Ponte de Arrábida continua a ser a principal ligação entre a cidade do Porto e a margem sul do Douro.

Das pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, a Ponte do Freixo é a que está mais a montante do rio. Foi construída na tentativa de minimizar os congestionamentos ao trânsito automóvel vividos nas Pontes da Arrábida e de Dom Luís, particularmente notórios desde finais da década de 1980. Trata-se, na verdade, de duas pontes construídas lado a lado e afastadas 10 cm uma da outra. É uma ponte rodoviária com oito vias de trânsito (quatro em cada sentido).

A Ponte do Infante, baptizada em honra do portuense Infante D. Henrique, é a mais recente que liga Porto e Gaia. Foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte Dom Luís, entretanto convertida para uso da "Linha Amarela" (Hospital de São João/D. João II) do Metro do Porto. Foi construída pouco a montante da Ponte de Dom Luís, em plena zona histórica, ligando o bairro das Fontainhas (Porto) à Serra do Pilar.


Ribeira do Porto
Situada bem no centro histórico do Porto, a Praça da Ribeira, junto ao Cais com o mesmo nome, é das praças mais antigas da cidade, já mencionada em cartas régias em 1389, embora com uma traça diferente da de hoje em dia. Foi nesta zona da Ribeira e na sua ligação comercial com o Rio Douro que a cidade começou o seu franco desenvolvimento e se voltou para o rio. Daqui se tinha acesso à famigerada Ponte das Barcas, onde em 1809 mais de 4 mil pessoas morreram, aquando uma investida das tropas francesas. Hoje, um baixo-relevo em bronze atesta este momento.

As ruas estreitas e sinuosas, com vista para Gaia, as arcadas sombrias, casas típicas com fachadas coloridas de outros tempos, a sua arquitectura urbano-ribeirinha, rodeada de cafés e lojas fazem desta uma das principais zonas turísticas da cidade. Animação diurna e nocturna, e um movimento cosmopolita conferem ao Cais da Ribeira e a toda a zona envolvente um ambiente único de história, tradição, animação e beleza.

Vinho do Porto
O vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste do Porto. Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "Vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade

Cidades geminadas
Belo Horizonte, Brasil
Beira, Moçambique
Bordeaux, França
Bristol, Reino Unido
Duruelo de la Sierra, Espanha
León, Espanha
Luanda, Angola
Liège, Bélgica
Macau, R.A.E. da República Popular da China

Mindelo, Cabo Verde
Nagasaki, Japão
Neves, São Tomé e Príncipe
Ndola, Zâmbia
Recife, Brasil
Vigo, Espanha
Xangai, República Popular da China
Barcelona, Espanha
Paris, França

domingo, 18 de janeiro de 2009

Envolvimentos virtuais

É perfeitamente aceitável que pessoas esmagadas pela rotina, e pelo cansaço procurem se evadir de alguma forma. São as telenovelas, os reality show o footbaal e a internet, que proporciona uma nova forma de relacionamento.
Na internet podemos conhecer gente, fazer amigos, trocar ideias e é até nos apaixonarmos, quase tudo o que ocorre numa união real mas sem nunca se encontrarem.
Este artigo foi uma brincadeira levada a cabo por mim e pelo João Assis.
A proposta, consistia em ele elaborar um pequeno texto a que eu daria continuidade e assim sucessivamente.
O que resultou foi isto
Os envolvimentos virtuais vêm se propagando com grande velocidade, pois através da net conhecemos uma legião de pessoas, aplicamos um filtro e selecionamos, como um grande jogo, que proporciona imenso prazer, mas como toda moeda tem dois lados, começamos á sentir os efeitos desses envolvimentos, é que ao conhecer as pessoas, filtrar e se aproximar, contamos com um fator decisivo, uma brutal desinibição,ou seja, passamos a ser mais autênticos, com grande transparência e acabamos por nos envolver e ao mesmo tempo, sermos envolvidos......

A internet permite fantasias que a realidade inibe. Estar por detrás de um monitor deixar os sentimentos fluírem, é bem mais fácil do que cara a cara. A troca de palavras mágicas, carinhos, tudo isso é possível, sonhar sem limite é o que os amores virtuais permitem. Numa relação real tem que haver sempre cedências, uma relação virtual é só fantasia, todo o sonho é permitido, nada é impedimento…
Mas uma relação virtual é primeiro degrau para um envolvimento de fato real, é onde fantasiamos tudo á revelia da realidade, é aquele período em que traçamos todos os nossos atos para que naquela hora já desejada ,eles sejam perfeitos, é como um planejamento de guerra, onde cada ação será fator decisivo no resultado final, veja como já falamos, isso já é de certa forma real, loucura ou desejo, quem sabe???
Então a pergunta será: precisamos de conhecer para amar?E quando se realizar o tão almejado encontro, será que a paixão não será abalada por pormenores que até aí ficaram no escuro?Na internet esquecemos as diferenças de idade, não valorizamos o aspecto físico. E depois? Quando tivermos que nos enfrentar?Ou será que é preferível viver um amor virtual?São uma série de questões que quem se entusiasma virtualmente não põe.

Mas prevalece sempre a máxima, que diz que o desejo está acima de tudo, ou não, ou já não sei dizer, só sei que se desejo, para isso preciso ver, tocar e sentir, isso é puro instinto, afinal também somos animais...

A internet inverte os roteiros e coloca as palavras em primeiro lugar, mas o cheiro, o sabor, o toque, são essenciais a uma relação plena. Neste aspecto a internet tem um balanço negativo, contudo as pessoas vão continuar errando, arrependendo-se ou com sorte, acertando, porque é esta a lógica do sexo e do amor.

Como é bom termos nossos instintos aflorados, é um extase generalizado, é paixão, loucura, não sei, mas para que pensar, se o momento é para aproveitar. Se é loucura,que seja real.