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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Agnus Dei


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Sonhar é acordar-se para dentro

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. (William Shakespeare)

"Os que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aqueles que sonham apenas à noite." (Edgar A. Poe)

"Se é bom viver, todavia é melhor sonhar, e o melhor de tudo, despertar." (Antonio Machado)

"A possibilidade de realizar um sonho é o que faz que a vida seja interessante." (Paulo Coelho)

"Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a rectidão como um caudaloso rio." (Martin Luther King)

"Os mais hábeis na arte de sonhar são sem dúvida também os mais hábeis na arte de realizar seus sonhos." (Autor desconhecido)

"Não seja empurrado por seus problemas. Seja conduzido por seus sonhos ." (Autor desconhecido)

"O Futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos." (Elleanor Roosevelt)

"Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos e sim sonhar mais." (Marcel Proust)

"Você bloqueia seu sonho quando você permite que seu medo fique maior do que a sua fé." (Mary Manin Morrissey)

"Sua visão só ficará clara quando você olhar em seu coração. Quem olha fora, sonha. Quem olha dentro, desperta." (Carl Gustav Jung)

"Se os sonhos fossem cavalos, os mendigos seriam todos cavaleiros." (Provérbio inglês)

"Há sonhos que devem ser ressonhados, projectos que não podem ser esquecidos..." (Hilda Hilst)

"Sim, o sonho! Sim, a quimera! Sim, a ilusão! Sem os sonhos, sem as quimeras, sem as ilusões, a vida não tem sentido e não oferece interesse. A utopia é o principio de todo progresso. Sem as utopias de outrora, os homens viveriam ainda miseráveis e nus nas cavernas. Foram os utopistas que traçaram as linhas da primeira cidade... Dos sonhos generosos, nascem as realidades benéficas..." (Anatole France)

"Se houvesse sonhos para vender, que sonho comprarias?" (Thomas L. Beddoes)
"Sonhar é acordar-se para dentro." (Mario Quintana)

Ser cidadão é ser pessoa...

…Ser cidadão é ser pessoa, é ter direitos e deveres, é assumir as suas liberdades e responsabilidades no seio de uma comunidade democrática, justa, equitativa, solidária e intercultural. Tal como refere Juan Saez (1995), ser cidadão não é uma tarefa cómoda, senão muito complicada: as pessoas não nascem cidadãos, mas fazem-se no tempo e no espaço.Na verdade, não é fácil exercer a liberdade e a cidadania – ser pessoa e ser cidadão –, por isso exige-se uma luta sem tréguas para erradicar assimetrias e exclusões socioculturais e criar cenários de esperança realizáveis, fundamentados em valores e princípios éticos, que requalifiquem a democracia com cidadãos participativos e comprometidos.
Sabemos que este desafio não se faz com uma varinha de condão. Quem conhece e vive as contradições do sistema, sabe que de nada serve remediar, se não assumirmos alterar projectos políticos, socioculturais e educativos que integrem em vez de excluir.Não há soluções e estratégias pré-definidas. Há grandes temas integradores da acção. Desafios que devem alimentar as nossas esperanças, vivências e aprendizagens quotidianas que nos permitam sonhar com um futuro melhor:
Direitos Humanos;
Democracia requalificada;
Território partilhado (requalificação ambiental, rural e urbana);
Relações significativas e laços comuns – uma cultura intergeracional assente em esteios de liberdade, tolerância, justiça, igualdade, solidariedade – aprender a viver e a conviver com os outros;
Interacções sociais específicas – pedagogia da memória – participação em organizações filantrópicas, programas para sectores específicos da população;
Tradição e inovação (educação, informação, comunicação, formação);
Identidade e diversidade (consciência colectiva);Cultura solidária e participação comunitária;Desenvolvimento sustentado – preservação do património comum da humanidade (natural, histórico, social e cultural);
Desenvolvimento de experiências piloto – pontes para o futuro – com equipas multidisciplinares de investigação/acção/emancipação e redes de parceria;
Criação de espaços e colectividades de trabalho, ócio e tempos livres;Investimento nas TIC como ferramentas potenciadoras da democracia participativa;
Preparação dos cidadãos para o diálogo/reflexão/acção – fórum de diálogo permanente.Há, no que fica dito, a emergência de transformações profundas, novas políticas, novas dinâmicas para estimular a inovação, a criatividade e a partilha de valores, saberes e poderes, ou seja, uma visão estratégica para a construção da educação para a cidadania.

Exerto do artigo “Ser cidadão em tempos difíceis” do jornal “A página da Educação”

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ovos de Páscoa para os meus amigos - selos

Quero pedir desculpa aos amigos que me enviaram selos, demorei muito tempo a repassar e provavelmente me esqueci de alguém que, tão gentilmente se lembrou de mim. Quando regressei do Brasil tinha trabalho acumulado que tive que despachar em pouco tempo, e com isso descuidei as minhas obrigações com o blog e os amigos. Quase estou certa que vou ficar em falta com algum de vós, mas agradeço que me digam para eu poder suprir a minha falta.

Recebi da minha boa amiga Luka do Luka Free este selo lindo, em homenagem às mulheres.

Da Solange do examelias recebi este selo lindissimo e bem gostoso. Muito obrigada minha amiga pelo dendê, que eu gosto tanto.

Do Pedro do linking o selo " seu blog é 10" que me deixa muito orgulhosa. Obrigada amigo pela tua lembrança.

Repasso os selos recebidos para as minhas amigas. Hoje são só mulheres, que me desculpem os homens.

Abraços a todos os que me ofereceram estes selos maravilhosos e aos que repasso com toda a minha amizade.

domingo, 5 de abril de 2009

Diga-me uma coisa, é narcisista?

É o género de pessoa que se considera melhor que os outros?
Sente-se superior, especial e único?
Super-estima as suas capacidades, exagera as suas realizações, tornando-se presunçoso e arrogante?
Surpreende-se quando não recebe o louvor que espera, ou julga merecer, por parte dos que o rodeiam?
Narcisismo/Auto-estima
A linha que separa o narcisismo da auto-estima é tão ténue que se torna quase invisível.
Pessoas com auto-estima elevada tendem a apresentar relações afectivas inadequadas. São pessoas egoístas, manipuladoras, com desejo de poder. Apesar de parecerem atraentes inicialmente, procuram na verdade uma relação de dominação em vez prazer. São indivíduos que até podem ser atraentes, mas só se notam os aspectos negativos de sua personalidade posteriormente.
Narcisismo/Egoismo/Altruismo
O narcisismo encontra-se muito associado à ideia de egoísmo que, por vezes, é utilizado como sinónimo para o pecado da vaidade. Ego-ismo, amor exclusivo a si mesmo opõe-se a altru-ismo, amor ao outro. É esta exclusividade do amor a si mesmo com exclusão do outro, que vai tornar impróprio este amor.
Narcisismo/ Culto do corpo
O corpo é a nossa própria condição de existência humana, é essencial que nos preocupemos e estejamos constantemente atentos às suas modificações.
Por isso é correcto que os seres humanos não estejam completamente habituados com seus corpos ou satisfeitos com seu desenvolvimento, pois em certos momentos o corpo pode parecer desconhecido e abstracto.
Essa insatisfação e esse desejo de controlo têm ultrapassado os limites na actualidade, no contexto do que realmente é essencial na vida humana. Percebemos que a partir do desejo pelo próprio corpo, aliado a um modelo de corpo incessantemente perseguido, uma geração de “narcisos” pode ter sido gerada. Na pós-modernidade, o corpo parece gerar um novo arquétipo de felicidade, fundamentado no culto ao corpo e no narcisismo como neurose colectiva.

Cuidado para não se apaixonar cegamente e excessivamente por si mesmo. Ter amor-próprio é diferente de só olhar para o próprio umbigo. Não deixe que a “Síndrome do Endeusamento” o domine para não acabar caindo na lagoa e se afogar, igual ao Narciso.
O mito de Narciso
Na Mitologia Grega Narciso ou O Auto-Admirador era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho. Várias versões do seu mito sobreviveram: a de Ovídeo, das suas Metamorfoses; a de Pausânias, do seu Guia para a Grécia (9.31.7); e uma encontrada entre os papiros encontrados em Nag Hammadi , ou Chenoboskion, também chamada Oxyrhynchus.
Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a sua própria imagem.
Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco e o seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde morrera.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O sangue azul da realeza europeia vai-se diluindo

Nos dias em que os reis não só reinavam, mas também governavam, o palácio dispunha do casamento dos seus filhos para selar uma aliança política ou enriquecer a linhagem. As satisfações mais íntimas resolviam-se com a instituição extra-oficial das amantes oficiais. Agora que as constituições nacionais separaram a política do palácio, permite-se o triunfo do amor sobre o dever. E assim alguns casamentos foram realizados misturando o sangue azul da realeza europeia a sangue plebeu.
O príncipe Raniere III de Mônaco, optou pela realeza de Hollywood ao casar-se com a belíssima atriz Grace Kelly, em 1956. O rei da Noruega Harald esperou nove anos pela permissão de seu pai, o rei Olav, para casar-se com a sua colega de escola, Sonja Haraldsen em 1968
Na Inglaterra, sempre muito consciente da divisão de classes, o príncipe Carlos procurou uma união mais dentro de seu próprio círculo real, quando se casou com Diana Spencer, filha de um conde, descendente de reis. Já a sua irmã Anne casou-se com um plebeu, bem como seus irmãos Andrew e Edward.
O príncipe Willem-Alexander futuro rei da Holanda casou em 2002 com Máxima Zorreguieta, da Argentina - bonita, vivaz, inteligente, a ex-operadora de investimentos internacionais conquistou o coração de seu novo povo ao distanciar-se de seu pai, Jorge Zorreguieta, que integrou o governo argentino durante a guerra suja, quando o regime militar matou e sequestrou milhares de supostos militantes. Ainda que ninguém tenha acusado Zorreguieta de haver participado dos abusos, o governo holandês enviou seu chanceler à Argentina para informá-lo de que não seria bem-vindo às bodas.
O príncipe Haakon herdeiro do trono da Noruega casa com Mette-Marit Tjessem Hoiby As credenciais da futura rainha causaram arrepios a muitos noruegueses: ela foi garçonete, mãe solteira e deu à luz um filho de um homem condenado pela Justiça por porte de drogas.
O príncipe Felipe, herdeiro do trono de Espanha, casa com Letízia, plebeia divorciada, num país católico onde o divórcio foi ilegal até 1981. A mãe da futura rainha, é enfermeira e representante sindical, também divorciada.
Dantes, os jovens da realeza estudavam nos seus palácios, hoje vão à escola junto com os estudantes comuns e viajam por todo o mundo. Por isso não é de surpreender que achem o seu par fora de um círculo estreito. Frederik conheceu o seu amor australiano num bar de Sydney, Felipe encontrou Letizia num jantar. Haakon e Hoiby conheceram-se num concerto de rock ao ar livre.
Mais casamentos reais com plebeus estão na forja .
A princesa Victoria, 31 anos, herdeira do trono da Suécia, tem casamento marcado para o verão de 2010. O noivo é o seu ex-personal trainer, Daniel Westling, de 35 anos.
Victoria e Westling conheceram –se em 2002, quando ele foi contratado para ser seu personal trainer. Na época, a princesa lutava contra um distúrbio alimentar. ''Com Daniel ao meu lado, eu me sinto segura. Vocês provavelmente perceberam que nos últimos anos estou mais forte e mais feliz'', contou a princesa
O rei Gustav e a rainha Silvia - que é filha de uma brasileira e chegou a morar em São Paulo na infância ,tiveram de pedir a aprovação dos ministros do governo para o casamento. Westling é considerado um plebeu. Nasceu e cresceu num vilarejo do interior da Suécia. Hoje, é dono de uma rede que conta com três academias de ginástica, mas, depois do casamento, ganhará o título de príncipe-consorte Daniel, duque de Västergötland. A monarquia sueca não tem poder político, mas os monarcas representam o país.
O príncipe William de Gales filho do príncipe Carlos de Inglaterra, está de namoro com Kate Midletton , plebeia, ex - hospedeira licenciada em História de Arte, filha mais velha do empresário Michael Midletton administrador da Party Pieces, uma prestadora de serviços e produtos para festas infantis via reembolso postal.
E assim o sangue azul das família reais dilui-se cada vez mais com o sangue dos comuns mortais.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pintura de género - natureza-morta

Naturezmeatsella-morta é um gênero de pintura em que se representam seres inanimados, como frutas, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos os mais humildes, ocupava um lugar de menor importância

É somente em meaGiuseppe_Arcimboldo_-_Spring,_1573dos do século XVI que a natureza-morta emerge como gênero artístico independente em obras de pintores como Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575) e Jacopo Bassano (ca.1510 - 1592), que articulam os temas religiosos à vida quotidiana e às cenas de género. As composições simbólicas e grotescas de Giuseppe Arcimboldo (ca.1527 - 1593) - com frutas, animais e objectos compondo figuras - alimentam o desenvolvimento da natureza-morta no período

No século XIX, os icezanne_sl-applesmpressionistas, ainda que afeitos às paisagens ao ar livre, vão realizar naturezas-mortas, mas é com Paul Cézanne (1839-1906) que o género ganha novas dimensões, imortalizado pelas composições com maçãs executadas a partir de 1870.

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natureza morta tem também uma grande importância no cubismo sendo os seus principais representantes, Picasso (1881-1973), George Braque (1882-1963) e Juan Gris (1887-1927).

Henri Matisse (1869-1954), Chäim Soutine (1893 - 19bonnard-pierre-iris-et-lilas-240036143), Pierre Bonnard (1867 - 1947), entre outros fizeram também as suas incursões por este género de pintura.

A natureza morta continua a ter o seu papel na pintura

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Cruxificação - representada por quatro grandes pintores

Giotto –nascido em Florença (1266 – 1337)
Precursor do Renascimento, fui o introdutor da perspectiva na pintura. Representa os seus santos como seres humanos comuns, a sua pintura vem ao encontro de uma visão humanista do mundo.


Matthias Grunewald nascido na Alemanha (1470- 1528)Precursor do expressionismo, um dos maiores pintores germânicos do gótico tardio.

Marc Chagall nasceu na Bielorrússia em 1887 e morreu me França em 1985
O estilo romântico e alegórico é típico de Marc Chagall. As suas obras são visões místicas e sonhadoras, repletas de símbolos e referências à educação judaica tradicional que Chagall recebeu na Rússia. A natureza da grande maioria das suas obras é indefenível, enigmática, remetendo para o mundo dos sonhos e do subconsciente.

Salvador Dali – Figueras – Espanha (1904 – 1989)
Pintor surrealista, o seu trabalho chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras e oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença


terça-feira, 31 de março de 2009

Eles não sabem nem sonham...




Pedra Filosofal

Manuel Freire
Composição: António Gedeão

Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer

Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos

Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul

Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento

Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista

Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança

Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim

Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora

Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar

Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança