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terça-feira, 28 de abril de 2009

Selos muito bonitos...

O selo acima recebi do Xandy. Muito bonito e bem resolvido gráficamente. Obrigada amigo pela sua indicação. Seguindo as regras repasso para :

Este selo muito bonito, com um menino mais bonito ainda, filhinho querido da Sandra FrazosoE este " Esse Blog tem um sabor todo especial" recebi-os da amiga Sandra Franzoso .
Muto obrigada amiga. Vou repassa-los com muita carinho para os meus amigos:

Monitor de escândalos do congresso 2009

Monitor de escândalos do congresso nacional 2009

Pediu-me o Edu, colaboração nesta luta, e aqui estou dando o meu contributo.
Clique no título para vizualizar o conteúdo

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Enquanto houver dez reis de esperança

Hoje, como muitas vezes me acontece, sinto um desespero sem fim. Não encontro o reconhecimento do meu trabalho, nem entusiasmo na vida, não me apetece lutar por mais nada, sinto que a vida é mais madrasta do que amiga. Vim partilhar convosco esta mágoa, que espero seja passageira. Enquanto houver dez reis de esperança, eu lutarei.

Dez réis de esperança

Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,s
e não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

António Gedeão

domingo, 26 de abril de 2009

Como lida com as suas raivas?

A raiva, em si, é nada mais que uma emoção natural do ser humano, cuja função é de nos alertar quando está havendo alguma agressão e nos dar a energia para reagir e repelir o agente agressor. É uma função necessária à nossa saúde física e emocional - desde que não distorcida e levada noutras direcções.
Ao sentir o começo de uma raiva, podemos respirar fundo dar um tempo e deixar que a coisa passe. O acto de reprimir não faz uma irritação desaparecer, mas a “enterra” no solo de nosso subconsciente onde ela cria raizes e se fortalece.
As pessoas que “reprimem” as suas irritações vão agravando o seu estado irritativo e tude se transforma numa panela de pressão pronta a explodir. Algumas pessoas viram as suas raivas contra si mesmas - raiva reprimida é uma das causas principais de enxaquecas e de depressão. Outras pessoas estouram mesmo - brigando, dizendo ou fazendo coisas das quais podem se arrepender depois.
Há quem lide mal com a raiva e se torne numa pessoa “nervosa” que discute com todo mundo, que está sempre brigando, gritando, sempre achando que o outro é o culpado.
Há ainda a pessoa “ressentida”. Um exemplo típico seria uma pessoa que guarda raiva e ressentimentos do pai, por exemplo, mas que não “trabalhou” estes sentimentos, se libertando. Esta pessoa pode facilmente “projetar” a sua raiva e ressentimento em cima de qualquer outra figura de “autoridade” masculino e passar a colocar defeitos nesta segunda figura - uma pessoa que não tem nada a ver com a história real. Pode viver brigando com a figura de “autoridade” ou, pior ainda, pode declarar uma espécie de guerra do tipo guerilha, fazendo ataques por trás das costas.
E você, como é que você lida com as suas raivas?
Não seja vitima das suas raivas. Vou-lhe dar um conselho bem simples. Partilhe as suas raivas com um ou mais amigos que sejam capazes de ouvir, não precisa de conselhos, só falar,ponha tudo cá para fora, não reprima sentimentos negativos, verá que as raivas se vão aquietando naturalmente, a mente vai - se pacificando, as necessidades de vingança e tudo mais vão caindo por terra e finalmente vai-se sentir em paz.
O que é preciso é não guardar as raivas por forma a que elas dominem a sua vida.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A senha da revolução - Grândola Vila Morena


A partir do momento em que ficou assente que para o arranque do movimento militar seria necessária uma senha transmitida através de uma estação de rádio com efectiva cobertura nacional, as escolhas não eram muitas. Foi escolhida por exclusão de partes, a Rádio Renascença e dentro desta o "Limite", um programa independente.

Como não acontecia com qualquer outro programa de rádio, o "Limite", que era transmitido em directo, era alvo de duas censuras: uma que era a da própria Rádio Renascença e a outra a oficial, instalado na Renascença exclusivamente para actuar sobre o "Limite"

Foi o capitão de fragata Almada Contreiras, quem teve a ideia de se usar a canção Grândola, Vila Morena, da autoria de José Afonso (1929-1987) como senha radiofónica para o início das operações no dia 25 de Abril. Tinha-se primeiro pensado numa outra composição de José Afonso, eventualmente mais revolucionária, Venham Mais Cinco, mas Carlos Albino, jornalista do República e responsável pelo programa de rádio Limite, da Rádio Renascença, informou de que tal não seria possível, porque a canção estava proibida pela censura interna dessa estação de rádio. Almeida Contreiras sugeriu então que se passasse Grândola, Vila Morena, cujo texto salientava os valores da igualdade e da fraternidade.

José Afonso escreveu a canção Grândola, Vila Morena em 1964, quando actuou na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Ao travar conhecimento com alguns membros dessa agremiação, apercebeu-se de que era comum que, por exemplo, um dos habitantes da pequena vila de Grândola, no Alentejo, adquirisse um livro e depois de lido o pusesse à disposição de outros, para que também o lessem; daí o sentimento da solidariedade perpassar por todo o texto da canção.
A proposta foi aceite e às 0h20 do dia 25 de Abril Grândola, Vila Morena ouviu-se no programa Limite e, a Revolução aconteceu



terça-feira, 21 de abril de 2009

Recordando o 25 De Abril de 1974


A Liberdade está a passar por aqui
A dias da comemoração do 25 de Abril de 1974, seleccionei algumas das músicas então ouvidas






segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ah Pois é!...assim não há empregos...

Enviou-me uma amiga e decidi partilhar convosco.
O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria não sei quantos postos de trabalho.

Vejamos o que acontece em Portugal

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt),
começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa20(Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

sábado, 18 de abril de 2009

E viva a vida...

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura num momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida - pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!

João de Deus

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento
Clarice Lispector

Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
Dalai Lama

A alegria evita mil males e prolonga a vida.
William Shakespear

A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.
Vinícius de Moraes

Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Platão

Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.
Bertrand Russell

Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira.
Johann Goethe

Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado.
Albert Camus

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado noutra. A vida é um todo indivisível.
Mahatma Gandhi

Apenas é digno da vida aquele que todos os dias parte para ela em combate.
Johann Goethe

Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.
Confúcio

A vida bem preenchida torna-se longa.
Leonardo da Vinci

A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizerem dela.
Marco Aurélio

Não viva para que a sua presença seja notada,mas para que a sua falta seja sentida.
Bob Marley

Não acrescente dias a sua vida, mas vida aos seus dias.
Harry Benjamin

terça-feira, 14 de abril de 2009

As ninfitas de Balthus


"O que pinto são anjos. Todas as minhas figuras femininas são anjos, aparições. As pessoas vêem-nas como eróticas, o que é perfeitamente absurdo. A minha pintura é essencial e profundamente religiosa" - as palavras de Balthus, dito conde Balthazar Klossowski de Rola, sobre as rapariguinhas que compõem o tema mais célebre e misterioso da sua obra.
Anjos estas jovens que expõem os corpos nus ou semi-vestidos com uma inocência equívoca?
Religiosas estas pinturas que as representam em poses que vão do abandono lânguido ao arrebatamento sensual?
Disse Balthus: "o tema da adolescente lânguida nada tem a ver com uma obsessão sexual, a não ser talvez no olhar do observador. Eu vejo as adolescentes como um símbolo. Nunca serei capaz de pintar uma mulher. A beleza da adolescência é mais interessante. A adolescência encarna o futuro, o ser antes de transformar-se em beleza perfeita. Uma mulher encontrou já o seu lugar no mundo, uma adolescente, não. O corpo de uma mulher já está completo. O mistério desapareceu."
A natureza incompleta, indefinida, inquieta, das raparigas-meninas era, pois, aquilo que nelas o seduzia. E também a sua beleza, em que via reflectida a beleza do divino, que celebrava, dizia, pintando como quem rezava. E havia ainda a nostalgia da infância que elas supostamente lhe despertavam .
A obra mais polémica de Balthus “ A Lição de Guitarra” foi apresentada em 1934 numa exposição da Galeria Pierre Loeb em Paris, mas numa sala à parte, um pouco afastada do percurso da galeria. Só reapareceu em público em 1977 na Galeria Pierre Matisse em Nova Iorque. Em 1984, meio século depois de ter sido exposta pela primeira vez, a obra foi proibida de fazer parte da restrospectiva de Balthus no Centre Georges Pompidou e no Museum of Modern Art de Nova Iorque. O organizador da exposição explicou no catálogo a ausência da Lição de Guitarra por motivos que não partilhava inteiramente mas que mostravam até que ponto, cinquenta anos depois de ser pintada, a obra ainda incomodava e perturbava.
Quem foi Balthus
O conde Baltasar Michel Klossoviski de Rola, conhecido como Balthus, filho de um historiador de arte e de uma pintora, nasceu em Paris a 29 de Fevereiro de 1908 e morreu em 2001. Casou duas vezes e teve três filhos.
Em 1961 André Malraux , ministro da cultura no Governo do General de Gaulle, nomeou Balthus para director da Academia de França em Roma. Apresentado por Jacques Chirac, Balthus recebeu em 1991 o Praemium Imperial atribuído pela Japan Art Association e em 1998 é nomeador Doutor Honoris Causa pelo Universidade de Vroclac