
sábado, 9 de maio de 2009
Comece por si...

quinta-feira, 7 de maio de 2009
A Arca da Aliança
Deus pediu a Moisés para construir a Arca e dentro dela foram colocados três objectos que, foram o testemunho da relação de Deus com o seu povo: as tábuas dos dez mandamentos, um pote de Maná e o cajado de Arão.
Segundo o livro bíblico do Êxodo: maná é um alimento produzido milagrosamente fornecido por Deus aos hebreus. Após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdédio (material semelhante a uma pérola produzido da resina de uma árvore), que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite
A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio de Arão. O SENHOR portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse provada visível e definitivamente, mediante um sinal sobrenatural. Um príncipe de cada tribo dos israelitas deveria trazer até Moisés uma vara correspondente à sua tribo, inscrita com o seu nome. Moisés recolheu as varas e pô-las no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que a vara do homem escolhido floresceria. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze varas normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas maduras. Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).
Construção da ArcaA Arca construída em madeira de acácia tinha 111cm de comprimento, 66,6 cm de largura e 66,6 cm de altura. Era interiormente recoberta a ouro puro e exteriormente com uma bordadura em ouro. A fim de ser transportada tinha quatro argolas, duas de cada lado também em ouro. Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protector, a figuras estavam curvados em direcção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro numa presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.
O Templo
A Arca foi colocada num templo que Davi mandou construir para o efeito e que Salomão por morte de seu pai veio a concluir. No templo, havia um recinto (chamado na Bíblia d
e "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O ambiente passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei, poderiam chegar à sua presençaO templo foi destruído por Nabucodonosor e reconstruído no mesmo local, vindo a ser destruído novamente no ano 70 d. C. pelos romanos. Há quem afirme que o actual muro das lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão
A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram colocadas no seu interior, a Arca é tratada como o objecto sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar na sua presença dentro do Tabernáculo.
Segundo relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocá-la, era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para o seu transporte.
Segundo a Bíblia os Filisteus invadiram a Palestina e levaram a Arca como despojo de guerra para o templo de Dagom em Asdolde, contudo esta ficou por muito pouco tempo, porque coisas estranhas aconteceram. A população foi assolada por moléstias e houve uma invasão de ratos. A população revoltou-se e a Arca foi enviada para a cidade de Ecron. As gentes da cidade descontentes decidiram envia-la de volta para o território de Israel sendo depois transportada para Quireate - Jearim ficando durante vinte anos aos cuidados de Eleazar.
A Arca foi dada como desaparecida após as invasões e destruição do Templo de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor cerca de 586 a.C. Até à data não se chegou a qualquer conclusão sobre o seu paradeiro. Nessa altura pode ter sido levada para a Babilónia e destruída para aproveitamento do ouro, ou conservada como troféu. Curiosamente, uma tradição apócrifa registada em 2 Macabeus 2:5 apresenta o profeta Jeremias, na época dessa destruição, retirando a arca do seu lugar sagrado com alguns homens transportando -a para o Monte Nebo em Canaã. Ai, foi depositada numa caverna que foi logo de seguida tapada. Os acompanhantes de Jeremias voltaram mais tarde para sinalizar a caverna mas não a conseguiram identificar.
Outra teoria defende que a Arca poderá estar em Aksun na Etiópia, guardada na igreja de Santa Maria do Zion. A hipótese da Arca estar na Etiópia tem origem no livro dos Reis, que trata das dinastias dos reis etíopes antes de Cristo. Nestas crónicas consta que todos os reis etíopes até aos tempos contemporâneos são descendentes do rei Salomão. Segundo as mesmas, o Rei Salomão teria tido um filho com a Rainha do Sabá, Menelik I a quem Salomão terá confiado a Arca que por sua vez a terá levado para a cidade de Ahsun, então capital da Etiópia.
Este é um tema apaixonante que tem feito correr muita tinta e foi abordado brilhantemente no cinema em “Indiana Jones and the Raiders of The Lost Ark” pelo argumentista George Lucas & Philip Kaufman, realizado por Steven Spielberg.
terça-feira, 5 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Hoje é o dia da Mãe em Portugal
Mary Cassat nasceu em 22 de Maio de 1844, na cidade de Allegheny, Estados Unidose faleceu em 14 de Junho de 1926 em Chãteau de Beaufresne, perto de Paris. Foi uma grande pintora impressionista e devido à influência de Degas, seu marido, os seus trabalhos revelam uma grande suavidade e lirismo.
A maternidade é o tema principal da sua obra, representando momentos intimistas e de afecto que unem mães e filhos.sexta-feira, 1 de maio de 2009
Paula Rego – Mulheres guerreiras
Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa.
Oriunda de uma família da alta burguesia, frequenta o colégio St Julian’s, no Estoril. Os professores cedo reconhecem o seu talento para a pintura e incentivam-na a prosseguir uma carreira que em Portugal estava destinada aos homens ou a jovens de sociedade. Vai estudar para a Slade School of Art entre 1952 e 1956, onde conhece o pintor Victor Willing, com quem vem a casar.
Na pintura Paula Rego representa o seu mundo intimista, de memórias infantis, inspirado em dados reais ou imaginários, mas sempre conscientes.
Após a morte de Vic Paula pinta uma série de quadros como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988, em que o espectro da separação e a autonomia da mulher em relação ao elemento masculino estão presentes.
Posteriormente
realiza uma série de trabalhos denunciando o aborto clandestino, como uma reacção directa às condições em que decorreu o referendo, especialmente face à elevada abstenção que se poderia interpretar como desinteresse perante o problema. Cronologicamente, ela surge como uma exacta sequência da série sobre o Crime do Padre Amaro, cuja história se «resolve» por um infanticídio, salvando-se as conveniências da moralidade pública com a morte de Amélia e a clandestina entrega do filho às mãos da «tecedeira de anjos» (ou «abafadeira», segundo outra expressão mais popular).
«Fiz estes trabalhos para Portugal, revoltada co
m o que se passou no referendo sobre o aborto», diz a pintora, que têm ainda nas suas memórias vividas do país as situações dramáticas que testemunhava na Ericeira quando as mulheres dos pescadores, rodeadas de filhos, lhe pediam o dinheiro necessário para os desmanchos. Se o aborto é um tema tabu, é também porque ele, enquanto poder de destruição, é indissociável de outro poder feminino, o de dar a vida.
«É a razão pela qual as mulheres são temidas. O último poder é o de destruir», disse a artista à escritora Maggie Gee, num artigo do «Daily Telegraph» (de 15 de Fevereiro).Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher-Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres fortemente simbólicas, representadas sozinhas, mas aparentemente escravizadas a algum parceiro ausente ou imaginário (Fiona Bradley, 1997)
.
São retratos de sofrimento e angústia, de ansiedade, desolação, medo, humilhação e vergonha, feitos de uma violência contida, sem sangue nem gritos, com uma construção figurativa formalmente austera, sempre rigorosa e simples, que os traços precisos dos rostos, os espaços fechados e a estrita economia dos cenários tornam ainda mais realistas e pungentes. Com um nome reconhecido em todo o mundo, Paula Rêgo é colocada entre os quatro melhores pintores vivos em Inglaterra.
História do dia do Trabalhador
Millet foi o primeiro pintor a denunciar as injustiças sociais e a pintar a vida dos trabalhadores rurais e urbanosNo dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deram por vencidos, e, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. Foi este o resultado da segunda manifestação.
A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.
O Dia do Trabalhador é da maior importância para o movimento sindical e para aqueles que representa, mas também para todos os que defendem uma sociedade mais justa e solidária.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Selos muito bonitos...
O selo acima recebi do Xandy. Muito bonito e bem resolvido gráficamente. Obrigada amigo pela sua indicação. Seguindo as regras repasso para :
Este selo muito bonito, com um menino mais bonito ainda, filhinho querido da Sandra Frazoso
E este " Esse Blog tem um sabor todo especial" recebi-os da amiga Sandra Franzoso .Muto obrigada amiga. Vou repassa-los com muita carinho para os meus amigos:
Monitor de escândalos do congresso 2009
Pediu-me o Edu, colaboração nesta luta, e aqui estou dando o meu contributo.
Clique no título para vizualizar o conteúdo
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Enquanto houver dez reis de esperança
Dez réis de esperança
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,s
e não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
António Gedeão
