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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Parlamento Europeu – 27 Países uma eleição

A Europa está em campanha para as próximas eleições que decorrerão entre os dias 4 e 7 de Junho para o Parlamento Europeu.

O que é o Parlamento Europeu?
O Parlamento Europeu é a instituição parlamentar da União Europeia eleita por um período de 5 anos por sufrágio universal directo pelos cidadãos dos estados-membros, é portanto a expressão democrática dos cidadãos europeus. Constitui assim a Assembleia eleita nos termos dos Tratados, do Acto de 20 de Setembro de 1976.

O Parlamento exprime, a vontade democrática dos perto de 500 milhões de cidadãos da União e representa os seus interesses nas discussões com as outras instituições da UE
Os Deputados do Parlamento Europeu não estão organizados em blocos nacionais, mas sim em sete grupos políticos europeus, que representam todas as perspectivas acerca da integração europeia, da mais federalista à mais abertamente eurocéptica.

Quais as suas competências?
O Parlamento desempenha um papel activo na redacção de actos legislativos que se reflectem no quotidiano dos cidadãos: por exemplo, a nível da protecção do ambiente, dos direitos dos consumidores, da igualdade de oportunidades, dos transportes, bem como da livre circulação de trabalhadores, de capitais, de serviços e de mercadorias. O Parlamento dispõe igualmente de competências para, juntamente com o Conselho, aprovar o orçamento anual da União Europeia.

Funcionamento
As sessões plenárias mensais têm lugar em Estrasburgo, as reuniões das comissões realizam-se em Bruxelas e o secretariado-geral tem sede no Luxemburgo.
O actual Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering, é de nacionalidade alemã.
Ao votar nas eleições para o PE, decide quem vai influir no seu futuro e no dia-a-dia de dos cidadãos europeus. Se isso não o preocupa, alguém se preocupará por si - decidindo quem o vai representar na única assembleia pan‑europeia eleita por sufrágio directo. Os deputados eleitos vão moldar o futuro da Europa nos próximos 5 anos.
Tenha a Europa que quer! Vote! Se não votar, não se queixe depois!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rubaiyat - Omar Khayyam

Omar Ibn Ibrahim El Khayyam nasceu em Nichapour, Pérsia, no ano de 1040, da era cristã.

Escreveu as Rubaiyat (em português, significa "quadras" ou "quartetos") que ficariam famosos no Ocidente a partir da tradução de Edward Fitzgerald, em 1839. Escreveu sobre a brevidade da vida e a importância de a aproveitar intensamente na companhia de mulheres e vinho.
Para além do seu notável trabalho poético, que influenciou uma lista infindável de autores como Edgar Allan Poe ou Fernando Pessoa, interessou-se por disciplinas tão variadas como a filosofia, a geometria, a matemática e a astronomia.

Rubaiyat:

Por que
tanta suavidade, tanta
ternura, no começo
do nosso amor?
Por que tantos carinhos,
tantas delícias, depois?
E...por que, hoje, o teu
único prazer é dilacerar
o meu coração?
Por quê?

Todas as
manhãs, o orvalho
pesa sobre as tulipas, os
jacintos e as violetas, até
que o sol venha aliviá-los
desse belo fardo.
Todas as manhãs, sinto o
coração mais pesado no meu
peito, mas logo o teu olhar
dissipa a minha tristeza.

Os dias
passam rápidos
como as águas do rio
ou o vento do deserto.
Dois há, em particular,
que me são indiferentes:
o que passou ontem,
o que virá amanhã.

Esquece
que ontem
não lograste a recompensa
que merecias.
Sê feliz.
Não lamentes nada.
Não esperes nada.
Tudo que deve acontecer
está escrito no Livro
que o vento da Eternidade
folheia ao acaso.


domingo, 10 de maio de 2009

Roberto Carlos canta Coimbra

Esta raridade mostra a actuação de Roberto Carlos ao vivo para a televisão Portuguesa RTP na década de 60 no programa "Canção é Espectáculo".
Foi a primeira vez que o cantor actuou em Portugal, deixando as fãs também aqui em delírio.
Neste video o Rei canta Coimbra, um tema muito popular para os estudantes sobretudo da Universidade de Coimbra, a mais antiga Faculdade de Portugal


Hipócrita?...Eu?...

Hipocrisia é a arte de condenar nos outros o que aceitamos em nós mesmos. É o acto de falar uma coisa e fazer outra, como diz o ditado: “Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço”; “quem tem telhado de vidro, não deveria atirar pedras no do vizinho".
Vivemos numa sociedade recheada de gente hipócrita, falas hipócritas, jeito hipócrita e directrizes hipócritas.

Damos os bons dias à vizinha com um ar sorridente quando por vezes a nossa vontade é mandá-la passear. Dizemos que o menino da amiga é tão bonito e esperto, quando o menino coitadinho, não é nem uma coisa nem outra. Comentámos notícias dando os parabéns por um artigo, quando na verdade o achamos sem pés nem cabeça, mas não queremos ofender os amigos.
Proclamamos mil e uma intenções mas, fazemos outra coisa que nos dá mais jeito. Mentimos a nós mesmos quando fingimos aceitar o que na verdade não aceitamos nunca. Dizemos uma coisa e pensamos outra. Somos hipócritas por conveniência. A conveniência e a "boa vivência” devem ser intocadas e absolutas?..."
A chamada "boa educação", que todos nós recebemos (ou devíamos receber) mais não é do que um conjunto de atitudes de suprema hipocrisia. Muitas dessas atitudes vão contra tudo aquilo que, no fundo, nós sentimos ou desejamos.
Do jeito que as relações interpessoais estão distorcidas, é melhor que seja subtil nas suas palavras, porque se você falar exactamente aquilo que o outro quer ouvir, é SINCERIDADE, LEALDADE, ou AMIZADE...Agora se você falar exactamente o que você está vendo, é CINISMO, HIPOCRISIA, ou INIMIZADE e se não falar nada, é FALSO, INDIFERENTE, NÓIA, ou não tem PERSONALIDADE. Não é "VERDADE" ?
Tiny Willy

Dizia Flaubert “ Fraternidade é uma das mais belas invenções da hipocrisia social.

Será que a hipocrisia deve ser banida, ou ela deve fazer parte da sociedade em que vivemos?
Onde estão afinal os hipócritas que sempre afirmamos que existem.
Alguma vez assumiu ainda que, para si mesmo, que é ou foi hipócrita?

sábado, 9 de maio de 2009

A beleza das Kasbahs marroquinas


Interior de uma Kasbah
Interior de uma kasbah



Marrocos é um país ensolarado no noroeste da África, surpreende aos que imaginam apenas paisagens desérticas pela sua diversidade de elementos naturais com lagos e cachoeiras assim como desertos e montanhas, encantadores palácios e fortificações.

De entre todas as belezas que aqui encontrei encantaram-me pela sua beleza as construções em terra, as Kasbah.

A kasbah é uma fortificação construída com palha e barro e mais raramente com pedra, pelas famílias endinheiradas e que, para além de proteger quem vivia na cidade dava guarida aos viajantes. Em todas as cidades havia destas fortificações defensivas. Actualmente muitas delas encontram-se no meio das cidades, mas também é comum vê-las em locais desérticos.

A importância histórica das kasbahs marroquinas é tão grande que elas foram classificadas como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e tornaram-se rota de turismo e rally, conhecida por "Rota dos Kasbahs

Comece por si...


As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da abadia de Westminster:
Quando era jovem e livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, e assim reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar apenas meu país.
Porém este, também, parecia imutável.
À medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram.
E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família.
Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe até, ter mudado o mundo.
Fonte: www.metaforas.com.br

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Arca da Aliança

A Arca da Aliança é um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados por toda a humanidade.
Deus pediu a Moisés para construir a Arca e dentro dela foram colocados três objectos que, foram o testemunho da relação de Deus com o seu povo: as tábuas dos dez mandamentos, um pote de Maná e o cajado de Arão.
Maná
Segundo o livro bíblico do Êxodo: maná é um alimento produzido milagrosamente fornecido por Deus aos hebreus. Após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdédio (material semelhante a uma pérola produzido da resina de uma árvore), que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite
O cajado de Arão
A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio de Arão. O SENHOR portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse provada visível e definitivamente, mediante um sinal sobrenatural. Um príncipe de cada tribo dos israelitas deveria trazer até Moisés uma vara correspondente à sua tribo, inscrita com o seu nome. Moisés recolheu as varas e pô-las no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que a vara do homem escolhido floresceria. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze varas normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas maduras. Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).
Construção da Arca
A Arca construída em madeira de acácia tinha 111cm de comprimento, 66,6 cm de largura e 66,6 cm de altura. Era interiormente recoberta a ouro puro e exteriormente com uma bordadura em ouro. A fim de ser transportada tinha quatro argolas, duas de cada lado também em ouro. Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protector, a figuras estavam curvados em direcção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro numa presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.

O Templo
A Arca foi colocada num templo que Davi mandou construir para o efeito e que Salomão por morte de seu pai veio a concluir. No templo, havia um recinto (chamado na Bíblia de "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O ambiente passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei, poderiam chegar à sua presença
O templo foi destruído por Nabucodonosor e reconstruído no mesmo local, vindo a ser destruído novamente no ano 70 d. C. pelos romanos. Há quem afirme que o actual muro das lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão
Simbologia
A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram colocadas no seu interior, a Arca é tratada como o objecto sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar na sua presença dentro do Tabernáculo.
Segundo relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocá-la, era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para o seu transporte.
Poderes da Arca
Segundo a Bíblia os Filisteus invadiram a Palestina e levaram a Arca como despojo de guerra para o templo de Dagom em Asdolde, contudo esta ficou por muito pouco tempo, porque coisas estranhas aconteceram. A população foi assolada por moléstias e houve uma invasão de ratos. A população revoltou-se e a Arca foi enviada para a cidade de Ecron. As gentes da cidade descontentes decidiram envia-la de volta para o território de Israel sendo depois transportada para Quireate - Jearim ficando durante vinte anos aos cuidados de Eleazar.
Perdida ou Desaparecida?
A Arca foi dada como desaparecida após as invasões e destruição do Templo de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor cerca de 586 a.C. Até à data não se chegou a qualquer conclusão sobre o seu paradeiro. Nessa altura pode ter sido levada para a Babilónia e destruída para aproveitamento do ouro, ou conservada como troféu. Curiosamente, uma tradição apócrifa registada em 2 Macabeus 2:5 apresenta o profeta Jeremias, na época dessa destruição, retirando a arca do seu lugar sagrado com alguns homens transportando -a para o Monte Nebo em Canaã. Ai, foi depositada numa caverna que foi logo de seguida tapada. Os acompanhantes de Jeremias voltaram mais tarde para sinalizar a caverna mas não a conseguiram identificar.
Outra teoria defende que a Arca poderá estar em Aksun na Etiópia, guardada na igreja de Santa Maria do Zion. A hipótese da Arca estar na Etiópia tem origem no livro dos Reis, que trata das dinastias dos reis etíopes antes de Cristo. Nestas crónicas consta que todos os reis etíopes até aos tempos contemporâneos são descendentes do rei Salomão. Segundo as mesmas, o Rei Salomão teria tido um filho com a Rainha do Sabá, Menelik I a quem Salomão terá confiado a Arca que por sua vez a terá levado para a cidade de Ahsun, então capital da Etiópia.
E assim permanece o mistério do seu paradeiro.

Este é um tema apaixonante que tem feito correr muita tinta e foi abordado brilhantemente no cinema em “Indiana Jones and the Raiders of The Lost Ark” pelo argumentista George Lucas & Philip Kaufman, realizado por Steven Spielberg.