Preciso de você para amar! Não um amor possessivo, egoísta, aprisionador. Mas um amor intenso e verdadeiro Que renasça a cada amanhecer Nos gestos, nas ações, mas que nas palavras...
Preciso de você para me entregar de corpo e alma Sem reservas ou barreiras Sem limites ou fronteiras Numa plenitude serena... Numa totalidade de amar! Não busco o amor perfeito Dos filmes ou contos-de-fada Mas o amor verdadeiro, mais certeiro, mais pungente Que se possa recriar.
Preciso desse amor para viver... Para amenizar a dor, Para enfrentar a angústia do sofrer E ser capaz de superar frustrações do "não-ser", do "não-ter", Mas ser feliz enquanto crer Que este amor é maior que tudo!
Preciso de você para que me ensine a amar... Que desperte meus sentidos Num olhar, num sorriso, num bilhete, Numa palavra proferida de repente! E que esteja mais perto do meu coração e do meu corpo... Mais dentro do meu ser e da minha mente.
Preciso desse amor Para não morrer de tédio Preciso desse amor para não ficar mais louco... Preciso deste amor para não morrer tão cedo...
Por Mathias Gonzalez
Este poema foi retirado de um site que visitei em resposta a um comentário no meu blog. O autor tem um perfil brilhante, a diversidade das abordagens e a qualidade dos temas merecem a vossa vista. Vá até lá
Com um brilhozinho nos olhos e a saia rodada escancaraste a porta do bar trazias o cabelo aos ombros passeando de cá para lá como as ondas do mar. Conheço tão bem esses olhos e nunca me enganam, o que é que aconteceu, diz lá é que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há.
Com um brilhozinho nos olhos metemos o carro muito à frente, muito à frente dos bois ou seja, fizemos promessas trocamos retratos trocamos projectos os dois trocamos de roupa, trocamos de corpo, trocamos de beijos, tão bom, é tão bom e com um brilhozinho nos olhos tocamos guitarra p'lo menos a julgar pelo som
E que é que foi que ele disse? Hoje soube-me a pouco. [x4] passa aí mais um bocadinho que estou quase a ficar louco Hoje soube-me a tanto [x4] portanto, Hoje soube-me a pouco
Com um brilhozinho nos olhos corremos os estores pusemos a rádio no "on" acendemos a já costumeira velinha de igreja pusemos no "off" o telefone e olha, não dá p'ra contar mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei e com um brilhozinho nos olhos ficamos parados depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos dissemos, sei lá o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto] do estilo és o "number one" dou-te vinte valores és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto] e às duas por três bebemos um copo fizemos o quatro e pintámos o sete e com um brilhozinho nos olhos ficamos imóveis a dar uma de "tête a tête"
E que é que foi que ele disse?
E com um brilhozinho nos olhos tentamos saber para lá do que muito se amou quem éramos nós quem queríamos ser e quais as esperanças que a vida roubou e olhei-o de longe e mirei-o de perto que quem não vê caras não vê corações com um brilhozinho nos olhos guardei um amigo que é coisa que vale milhões.
Sérgio Godinho nasceu no Porto em 1945, é um compositor, poeta e interprete português
Aos 20 anos sai de Portugal voltando as costas à guerra colonial. Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver Ainda que constantemente censurados, os seus álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver,e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum "À queima roupa" um sucesso que o faz correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril. Desde então a sua carreira não mais parou; duas das suas canções mais aclamadas, são: "É terça-feira" e "Com um brilhozinho nos olhos".
Esperava o metro para me levar ao meu destino, sentado a meu lado estava um casal estrangeiro, falavam uma língua embrulhada que não deu para perceber a nacionalidade. O casal teria à volta de trinta e poucos anos, a senhora loira e jovial, estava grávida.
As estações do metro do Porto são amplas e luminosas, e com uma suave música de fundo. Começou –se a ouvir um belíssimo tango, pareceu-me Astor Piazzola, imediatamente o cavalheiro a meu lado levantou-se e segurando a mão da senhora convidou-a a dançar. Com o ar mais feliz do mundo rodopiaram no espaço amplo da estação. Inicialmente as poucas pessoas que lá se encontravam, umas 10, ficaram surpresas mas rapidamente se lhes rasgou um sorriso de consentimento. O metro chegou, eles partiram sorridentes para o seu destino e eu para o meu, o cemitério. Faz um ano que meu irmão partiu.
O Velho E A Flor Vinicius de Moraes Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho / Bacalov
Por céus e mares eu andei Vi um poeta e vi um rei Na esperança de saber o que é o amor Ninguém sabia me dizer E eu já queria até morrer Quando um velhinho com uma flor assim falou:
O amor é o carinho É o espinho que não se vê em cada flor É a vida quando Chega sangrando Aberta em pétalas de amor
A Europa está em campanha para as próximas eleições que decorrerão entre os dias 4 e 7 de Junho para o Parlamento Europeu.
O que é o Parlamento Europeu? O Parlamento Europeu é a instituição parlamentar da União Europeia eleita por um período de 5 anos por sufrágio universal directo pelos cidadãos dos estados-membros, é portanto a expressão democrática dos cidadãos europeus. Constitui assim a Assembleia eleita nos termos dos Tratados, do Acto de 20 de Setembro de 1976.
O Parlamento exprime, a vontade democrática dos perto de 500 milhões de cidadãos da União e representa os seus interesses nas discussões com as outras instituições da UE Os Deputados do Parlamento Europeu não estão organizados em blocos nacionais, mas sim em sete grupos políticos europeus, que representam todas as perspectivas acerca da integração europeia, da mais federalista à mais abertamente eurocéptica.
Quais as suas competências? O Parlamento desempenha um papel activo na redacção de actos legislativos que se reflectem no quotidiano dos cidadãos: por exemplo, a nível da protecção do ambiente, dos direitos dos consumidores, da igualdade de oportunidades, dos transportes, bem como da livre circulação de trabalhadores, de capitais, de serviços e de mercadorias. O Parlamento dispõe igualmente de competências para, juntamente com o Conselho, aprovar o orçamento anual da União Europeia.
Funcionamento As sessões plenárias mensais têm lugar em Estrasburgo, as reuniões das comissões realizam-se em Bruxelas e o secretariado-geral tem sede no Luxemburgo. O actual Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering, é de nacionalidade alemã.
Ao votar nas eleições para o PE, decide quem vai influir no seu futuro e no dia-a-dia de dos cidadãos europeus. Se isso não o preocupa, alguém se preocupará por si - decidindo quem o vai representar na única assembleia pan‑europeia eleita por sufrágio directo. Os deputados eleitos vão moldar o futuro da Europa nos próximos 5 anos.
Tenha a Europa que quer! Vote! Se não votar, não se queixe depois!
Omar Ibn Ibrahim El Khayyam nasceu em Nichapour, Pérsia, no ano de 1040, da era cristã.
Escreveu as Rubaiyat (em português, significa "quadras" ou "quartetos") que ficariam famosos no Ocidente a partir da tradução de Edward Fitzgerald, em 1839. Escreveu sobre a brevidade da vida e a importância de a aproveitar intensamente na companhia de mulheres e vinho. Para além do seu notável trabalho poético, que influenciou uma lista infindável de autores como Edgar Allan Poe ou Fernando Pessoa, interessou-se por disciplinas tão variadas como a filosofia, a geometria, a matemática e a astronomia.
Rubaiyat:
Por que tanta suavidade, tanta ternura, no começo do nosso amor? Por que tantos carinhos, tantas delícias, depois? E...por que, hoje, o teu único prazer é dilacerar o meu coração? Por quê?
Todas as manhãs, o orvalho pesa sobre as tulipas, os jacintos e as violetas, até que o sol venha aliviá-los desse belo fardo. Todas as manhãs, sinto o coração mais pesado no meu peito, mas logo o teu olhar dissipa a minha tristeza.
Os dias passam rápidos como as águas do rio ou o vento do deserto. Dois há, em particular, que me são indiferentes: o que passou ontem, o que virá amanhã.
Esquece que ontem não lograste a recompensa que merecias. Sê feliz. Não lamentes nada. Não esperes nada. Tudo que deve acontecer está escrito no Livro que o vento da Eternidade folheia ao acaso.