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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os homens falam de "Deus"


Se estamos no alto, Deus é tudo. Se estamos em baixo, Deus é uma compensação para a nossa miséria
Autor: Goethe , Johann

Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo
Autor: Beauvoir , Simone de

Só se deverá acreditar num Deus que ordene aos homens a justiça e a igualdade
Autor: Sand , George

Deus é a lei e o legislador do Universo
Autor: Einstein , Albert

Se Deus está connosco, quem estará contra nós?
Fonte: "Romanos 8,31"
Autor: Textos Bíblicos

Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca
Fonte: "Mordechol Kaplan" 

Autor: Textos Judaicos

Deus fez-te para o amares e não para o compreenderes
Autor: Voltaire

Deus concede-nos o dom de viver. Compete-nos a nós viver bem
Autor: Voltaire

Toda a prova da existência de Deus o rebaixa a nosso próprio nível
Fonte: "Pensamento à Solta" 

Autor: Silva , Agostinho

A diferença entre Deus e nós deve ser não de atributos, mas da própria essência do ser. Ora tudo é o que é. Portanto Deus é não só o que é mas também o que não é. Confunde-nos de Si com isso
Autor: Pessoa , Fernando

Desconcerta-me tanto pensar que Deus existe como que não existe
Autor: Márquez , Gabriel

Deus é um castelo de defesa
Autor: Lutero , Martinho

Tudo é bom quando sai das mãos do Autor das coisas, e tudo degenera entre as mãos do homem
Fonte: "Emílio"

Autor: Rousseau , Jean Jacques

Fonte : www.pensador.info/

sábado, 4 de julho de 2009

Lenda do Rei Ramiro


Uma antiga lenda que remonta ao século X, conta que o rei Ramiro II de Leão se apaixonou por uma bela moura de sangue azul, irmã de Alboazer Alboçadam, rei mouro que possuía as terras que iam de Gaia até Santarém. Influenciado pela sua paixão e com a intenção de pedir a moura em casamento, Ramiro decidiu estabelecer a paz com Alboazer, que o recebeu no seu palácio de Gaia.

Apesar de já ser casado, Ramiro pensou que seria fácil obter a anulação do seu casamento pelo parentesco que o unia a D. Aldora. Alboazer recusou terminantemente: nunca daria a irmã em casamento a um cristão e, de todas as formas, esta já estava prometida ao rei de Marrocos.
O rei Ramiro, vexado, pareceu aceitar a recusa, mas pediu ao astrólogo Amã que estudasse os astros para decidir qual a melhor altura para raptar a princesa e levou-a consigo nessa data propícia.

Dando por falta da irmã, Alboazer ainda chegou a tempo de encontrar os cristãos a embarcar no cais de Gaia. Gerou-se uma luta favorável ao rei cristão, que levou a princesa moura para Leão, a baptizou e lhe deu o nome de Artiga, que tanto significava castigada e ensinada como dotada de todos os bens.

Alboazer, para se vingar, raptou a legítima esposa do rei Ramiro, D. Aldora, juntamente com todo o seu séquito. Quando o rei Ramiro soube do rapto ficou louco de raiva e, juntamente com o seu filho D. Ordonho e alguns vassalos, zarpou de barco para Gaia. Aí chegados Ramiro disfarçou-se de pedinte e dirigiu-se a uma fonte onde encontrou uma das aias de D. Aldora a quem pediu um pouco de água, aproveitando para dissimuladamente deitar no recipiente da água meio camafeu, do qual a rainha possuía a outra metade. Reconhecendo a jóia, D. Aldora mandou buscar o rei disfarçado de pedinte e, por vingança da sua infidelidade, entregou-o a Alboazer.

Sentindo-se perdido, o rei Ramiro pediu a Alboazer uma morte pública, esperando com astúcia ganhar tempo para poder avisar o seu filho através do toque do seu corno de caça. Ao ouvir o sinal combinado, D. Ordonho acorreu com os seus homens ao castelo e juntos mataram Alboazer e o seu povo, para além de destruírem a cidade. Levando D. Aldora e as suas aias para o seu barco, o rei Ramiro atou uma mó de pedra ao pescoço da rainha e atirou-a ao mar num local que ficou a ser conhecido por Foz de Âncora. O rei Ramiro voltou para Leão onde se casou com a princesa Artiga, de quem teve uma vasta e nobre descendência.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Estavas linda Inês...

A Quinta das Lágrimas, cuja origem se perde nos séculos, foi o cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro e D.Inês de Castro, uma fidalga castelhana que servia de dama de companhia a sua mulher D. Constança. Diz a lenda que foi na Quinta das Lágrimas que D. Inês chorou pela última vez, enquanto era trespassada pelos punhais dos fidalgos a quem o rei Afonso IV ordenara a sua morte. As lágrimas então derramadas inspiraram Luís de Camões a criar o nome de Fonte das Lágrimas e muitos outros escritores a consagrar o amor eterno de Pedro e Inês.


INÊS DE CASTRO
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
Dos teus anos colhendo o doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito;
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro. que sustinha
As obras com que Amor matou de amores
Aquele que depois a fez rainha,
As espadas banhando e as brancas flores
Que ela dos olhos seus regados tinha,
Se encarniçavam, férvidos e irosos,
No futuro castigo não cuidosos
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas chorados transformaram:
O nome lhe puseram, que ainda dura,
"Dos amores de Inês ", que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água, e o nome Amores!

Poema de Luís de Camões







domingo, 21 de junho de 2009

Para a Sissym

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

sábado, 20 de junho de 2009

Que lindo é o Bo dos Obama!

Bo é o cachorro da família Obama, que se está a tornar uma atracção mundial.
O Bo é um cão de água português
Esta raça de cães foi criada pelos portugueses por volta de 1500 para servir de companhia nas viagens marítimas.
Existiam registos desta raça no tempo dos romanos como o "canis leo" pelo tradicional corte a leão no qual o cão tem a traseira totalmente rapada e a parte da frente com pelo, o que os torna mais ágeis dentro de água. A parte da frente com pelo permitia-lhes não sentir frio no alto-mar.
O cão d'água português, com sua constituição forte e compacta e musculatura bem desenvolvida, é um nadador olímpico. De tamanho é mediano, entre 40 e 56 cm e pesa entre 16 e 25 kg. A pelagem é profusa, cobrindo todo o corpo. Existem dois tipos de pêlos: longo e ondulado, com brilho, e mais curto, áspero e denso. As cores são: branco, preto ou castanho, com ou sem manchas brancas.
O"Canil da Ria Formosa", no Parque Natural da Ria Formosa procura preservar e dar a conhecer esta raça de cão.
É um animal inteligente, limpo, amistoso com as crianças, corajoso e leal
Fonte: Wikipédia. Fotografia oficial do Bo

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Confúcio – e a crença numa ordem moral cósmica

confucio Vida e Obra - Pouco se sabe acerca de Confúcio (Kung-fu-tzu). Filósofo chinês, nasceu em Küfu, no norte da China, em 551 a. C. e morreu em 479 a. C. no Estado de Lu (actualmente província de Shantung, na China).

De origem nobre, mas por circunstâncias desconhecidas a sua família era bastante humilde. Era conhecido como um jovem educado, cortês e justo. Viajou muito e estudou durante vários anos na capital imperial de Zhou. Com a idade de 35 anos, viu a sua carreira de professor interrompida por uma prolongada e sangrenta guerra, conduzida pelo Duque Chao do estado de Lu. Terá sido durante esse período que Confúcio foi chamado a exercer funções políticas, por um breve período, como conselheiro político do Duque Chao. Cansado das intrigas da Corte, Confúcio troca a vida política pelo ensino. Aos 50 anos de idade, volta a exercer funções políticas, como Ministro da Justiça do estado de Lu e aos 56 anos alcança o lugar de Primeiro Ministro. Por volta dos 60 anos de idade, Confúcio abandona definitivamente a vida política e viaja durante anos pela China acompanhado dos seus discípulos. Durante as suas viagens é preso e vê-se envolvido em lutas de senhores da guerra rivais. Aos 67 anos de idade regressa a Lu, passando o resto dos seus dias a ensinar e a escrever. Morreu com 72 anos

A maior parte dos trabalhos atribuídos a Confúcio, e em particular Os Analectos - foram escritos pelos seus discípulos após a sua morte. Há imensas traduções de Os Analectos, mas poucas credíveis, porque é extremamente difícil o respeito pelo original, já que a língua em que foram escritos sofreu muitas transformações. Para além de Os Analectos, são atribuídos a Confúcio ou aos seus discípulos A Grande Aprendizagem e A Doutrina do Meio

A teoria moral - O Confucionismo constitui um código de conduta que guia e orienta o governo justo, as relações entre as pessoas, a conduta pública, a vida privada e a procura da rectidão. Os dois conceitos mais importantes da doutrina confuciana são o Li e o Jen. O Li são as cerimónias, a etiqueta, os rituais e os bons costumes. O Jen é a benevolência, a cortesia e a gentileza. A harmonia, a paz, a justiça e a ordem estariam asseguradas se todos praticassem o Li e o Jen.

Central no pensamento de Confúcio é a crença numa ordem moral cósmica. Através da reflexão e da educação, é possível a qualquer um a distinção entre o bem e o mal.

Em conclusão, a filosofia de Confúcio oferece-nos uma ética, uma política e uma arte de viver, de simples compreensão: amar os outros, honrar os nossos pais, fazer o que está certo em vez de agir por interesse, respeitar a reciprocidade, isto é, "não faças aos outros aquilo que não queres para ti", dirigir e comandar através do exemplo moral e não pela violência ou pela força...

Frases célebres atribuídas a Confúcio

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.

Se queres prever o futuro, estuda o passado

Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros.

Quando vires um homem bom, tenta imita-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.

Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem.

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.

No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos

Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és.

O homem superior fala com modéstia, mas age com audácia

Fonte: Confucio

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A obra passo a passo

Para satisfazer alguns amigos que me pediram para ir divulgando as minhas pinturas aqui no blog, esta noticia “ A obra passo a passo” fará o acompanhamento do que eu for realizando.

Primeiro gostaria de vos dizer que para mim pintar não é um hobbie, e só o consigo fazer quando estou muito tranquila, por isso tenho pintado bem menos do que gostaria, por falta de tempo e disposição. As pausas prolongadas que tenho sido obrigada a fazer, levantaram-me a mão, portanto, achei conveniente neste recomeço, optar por exercícios mais técnicos para me dar mais segurança e recuperar alguma da destreza perdida. Os trabalhos que agora vos mostro e que se encontram numa fase intermédia de concretização, resultam de uma série de fotografias que fiz em demolições, já com o intuito de as aproveitar para a pintura.DSC00465DSC00466Porquê portas?

Nem eu mesma sei, foi a minha escolha, talvez porque esteja a passar por um momento em que sinto muitas portas fechadas, ou quem sabe, atraída pelo colorido. Há sempre muitas explicações possíveis e cada um poderá encontrar a que mais lhe agradar.

A minha pintura é figurativa e como tal recorro a técnicas um pouco lentas e a alguns preciosismos técnicos. Não me identifico com a pintura abstracta, embora aprecie muito, mas estou mais conotada com as obras surrealistas e com algumas figurações modernas.DSC00484Começo sempre mais do que um quadro ao mesmo tempo, por que há pausas que são necessárias, momentos de silêncio perante a obra, tempos de secagem, saturação ou dificuldade de soluções para um qualquer problema. Assim, quando tenho que parar com um quadro posso sempre ir trabalhando noutro. Dois deles abordam o mesmo tema e são executados com a mesma técnica. O outro, paisagem, foge um pouco às minhas características, mas como disse anteriormente, são exercícios técnicos necessários, funcionam como um aquecimento, para depois começar em força.

Do que for fazendo vou dando notícias e desde já agradeço a vossa disponibilidade para me aturar.