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sábado, 11 de julho de 2009

Dizer Não

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.

Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenarmo-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'

Fonte: Citador

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os homens falam de "Deus"


Se estamos no alto, Deus é tudo. Se estamos em baixo, Deus é uma compensação para a nossa miséria
Autor: Goethe , Johann

Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo
Autor: Beauvoir , Simone de

Só se deverá acreditar num Deus que ordene aos homens a justiça e a igualdade
Autor: Sand , George

Deus é a lei e o legislador do Universo
Autor: Einstein , Albert

Se Deus está connosco, quem estará contra nós?
Fonte: "Romanos 8,31"
Autor: Textos Bíblicos

Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca
Fonte: "Mordechol Kaplan" 

Autor: Textos Judaicos

Deus fez-te para o amares e não para o compreenderes
Autor: Voltaire

Deus concede-nos o dom de viver. Compete-nos a nós viver bem
Autor: Voltaire

Toda a prova da existência de Deus o rebaixa a nosso próprio nível
Fonte: "Pensamento à Solta" 

Autor: Silva , Agostinho

A diferença entre Deus e nós deve ser não de atributos, mas da própria essência do ser. Ora tudo é o que é. Portanto Deus é não só o que é mas também o que não é. Confunde-nos de Si com isso
Autor: Pessoa , Fernando

Desconcerta-me tanto pensar que Deus existe como que não existe
Autor: Márquez , Gabriel

Deus é um castelo de defesa
Autor: Lutero , Martinho

Tudo é bom quando sai das mãos do Autor das coisas, e tudo degenera entre as mãos do homem
Fonte: "Emílio"

Autor: Rousseau , Jean Jacques

Fonte : www.pensador.info/

sábado, 4 de julho de 2009

Lenda do Rei Ramiro


Uma antiga lenda que remonta ao século X, conta que o rei Ramiro II de Leão se apaixonou por uma bela moura de sangue azul, irmã de Alboazer Alboçadam, rei mouro que possuía as terras que iam de Gaia até Santarém. Influenciado pela sua paixão e com a intenção de pedir a moura em casamento, Ramiro decidiu estabelecer a paz com Alboazer, que o recebeu no seu palácio de Gaia.

Apesar de já ser casado, Ramiro pensou que seria fácil obter a anulação do seu casamento pelo parentesco que o unia a D. Aldora. Alboazer recusou terminantemente: nunca daria a irmã em casamento a um cristão e, de todas as formas, esta já estava prometida ao rei de Marrocos.
O rei Ramiro, vexado, pareceu aceitar a recusa, mas pediu ao astrólogo Amã que estudasse os astros para decidir qual a melhor altura para raptar a princesa e levou-a consigo nessa data propícia.

Dando por falta da irmã, Alboazer ainda chegou a tempo de encontrar os cristãos a embarcar no cais de Gaia. Gerou-se uma luta favorável ao rei cristão, que levou a princesa moura para Leão, a baptizou e lhe deu o nome de Artiga, que tanto significava castigada e ensinada como dotada de todos os bens.

Alboazer, para se vingar, raptou a legítima esposa do rei Ramiro, D. Aldora, juntamente com todo o seu séquito. Quando o rei Ramiro soube do rapto ficou louco de raiva e, juntamente com o seu filho D. Ordonho e alguns vassalos, zarpou de barco para Gaia. Aí chegados Ramiro disfarçou-se de pedinte e dirigiu-se a uma fonte onde encontrou uma das aias de D. Aldora a quem pediu um pouco de água, aproveitando para dissimuladamente deitar no recipiente da água meio camafeu, do qual a rainha possuía a outra metade. Reconhecendo a jóia, D. Aldora mandou buscar o rei disfarçado de pedinte e, por vingança da sua infidelidade, entregou-o a Alboazer.

Sentindo-se perdido, o rei Ramiro pediu a Alboazer uma morte pública, esperando com astúcia ganhar tempo para poder avisar o seu filho através do toque do seu corno de caça. Ao ouvir o sinal combinado, D. Ordonho acorreu com os seus homens ao castelo e juntos mataram Alboazer e o seu povo, para além de destruírem a cidade. Levando D. Aldora e as suas aias para o seu barco, o rei Ramiro atou uma mó de pedra ao pescoço da rainha e atirou-a ao mar num local que ficou a ser conhecido por Foz de Âncora. O rei Ramiro voltou para Leão onde se casou com a princesa Artiga, de quem teve uma vasta e nobre descendência.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Estavas linda Inês...

A Quinta das Lágrimas, cuja origem se perde nos séculos, foi o cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro e D.Inês de Castro, uma fidalga castelhana que servia de dama de companhia a sua mulher D. Constança. Diz a lenda que foi na Quinta das Lágrimas que D. Inês chorou pela última vez, enquanto era trespassada pelos punhais dos fidalgos a quem o rei Afonso IV ordenara a sua morte. As lágrimas então derramadas inspiraram Luís de Camões a criar o nome de Fonte das Lágrimas e muitos outros escritores a consagrar o amor eterno de Pedro e Inês.


INÊS DE CASTRO
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
Dos teus anos colhendo o doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito;
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro. que sustinha
As obras com que Amor matou de amores
Aquele que depois a fez rainha,
As espadas banhando e as brancas flores
Que ela dos olhos seus regados tinha,
Se encarniçavam, férvidos e irosos,
No futuro castigo não cuidosos
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas chorados transformaram:
O nome lhe puseram, que ainda dura,
"Dos amores de Inês ", que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água, e o nome Amores!

Poema de Luís de Camões







domingo, 21 de junho de 2009

Para a Sissym

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

sábado, 20 de junho de 2009

Que lindo é o Bo dos Obama!

Bo é o cachorro da família Obama, que se está a tornar uma atracção mundial.
O Bo é um cão de água português
Esta raça de cães foi criada pelos portugueses por volta de 1500 para servir de companhia nas viagens marítimas.
Existiam registos desta raça no tempo dos romanos como o "canis leo" pelo tradicional corte a leão no qual o cão tem a traseira totalmente rapada e a parte da frente com pelo, o que os torna mais ágeis dentro de água. A parte da frente com pelo permitia-lhes não sentir frio no alto-mar.
O cão d'água português, com sua constituição forte e compacta e musculatura bem desenvolvida, é um nadador olímpico. De tamanho é mediano, entre 40 e 56 cm e pesa entre 16 e 25 kg. A pelagem é profusa, cobrindo todo o corpo. Existem dois tipos de pêlos: longo e ondulado, com brilho, e mais curto, áspero e denso. As cores são: branco, preto ou castanho, com ou sem manchas brancas.
O"Canil da Ria Formosa", no Parque Natural da Ria Formosa procura preservar e dar a conhecer esta raça de cão.
É um animal inteligente, limpo, amistoso com as crianças, corajoso e leal
Fonte: Wikipédia. Fotografia oficial do Bo