Segundo o poeta romano Ovídeo nas suas “Metamorfoses”, Arachne tecedeira que morava na Lydia (localidade famosa por produzir alguns dos tecidos mais belos do mundo antigo) envaidecida com a sua perícia na arte de tecer, arrogantemente reivindicava que a sua capacidade rivalizava com a da deusa Atena. Esta na qualidade de protectora dos tecelões, tomando conhecimento da existência de Arachne, viaja até á Lydia a fim de se confrontar com ela. Disfarçada de um camponês idoso, Atena, advertiu a jovem para que não se comparasse aos dos deuses. A tecedeira rejeita os conselhos e vaidosa desafia a própria deusa para uma disputa. Atena teceu uma tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos mortais que desafiavam os deuses e Arachne uma tapeçaria onde mostrava os amores dos deuses. A jovem tecelã foi tão perfeita durante a disputa que a deusa não encontrando uma falha sequer, irada feriu Arachne e rasgou-lhe a tapeçaria. A jovem ficou tão triste que tentou o suicídio enforcando-se, mas a deusa apiedando-se, salvou-a transformando a corda que Arachne usava numa suave teia, mas pelo seu pecado foi transformada numa aranha, e assim a beleza de sua arte nunca deixaria de ser realizadadomingo, 2 de agosto de 2009
Assim surgiu a aranha...
Segundo o poeta romano Ovídeo nas suas “Metamorfoses”, Arachne tecedeira que morava na Lydia (localidade famosa por produzir alguns dos tecidos mais belos do mundo antigo) envaidecida com a sua perícia na arte de tecer, arrogantemente reivindicava que a sua capacidade rivalizava com a da deusa Atena. Esta na qualidade de protectora dos tecelões, tomando conhecimento da existência de Arachne, viaja até á Lydia a fim de se confrontar com ela. Disfarçada de um camponês idoso, Atena, advertiu a jovem para que não se comparasse aos dos deuses. A tecedeira rejeita os conselhos e vaidosa desafia a própria deusa para uma disputa. Atena teceu uma tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos mortais que desafiavam os deuses e Arachne uma tapeçaria onde mostrava os amores dos deuses. A jovem tecelã foi tão perfeita durante a disputa que a deusa não encontrando uma falha sequer, irada feriu Arachne e rasgou-lhe a tapeçaria. A jovem ficou tão triste que tentou o suicídio enforcando-se, mas a deusa apiedando-se, salvou-a transformando a corda que Arachne usava numa suave teia, mas pelo seu pecado foi transformada numa aranha, e assim a beleza de sua arte nunca deixaria de ser realizadaTeseu e o fio de Ariadne
O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror.Poseidon furioso, resolveu castigar o rei e faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Dessa paixão nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.
Na altura, Androceu, filho de Minos, tinha sido morto pelos Atenienses, que invejavam as suas vitórias no festival panatináico. Para vingar a morte do filho, Minos declarou guerra contra Atenas e venceu. Ordenou então, que sete rapazes e sete virgens atenienses fossem enviados a cada nove anos para serem devorados pelo Minotauro. Pela altura do terceiro sacríficio, Teseu, decide ir a Creta a fim de matar o terrivel touro.
Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixonou-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe uma espada e um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Com todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. matando a terrível criatura. Assim, o herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto e saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.
O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração ensinando o que poderia acontecer àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Sou eu mesmo.../O quereres
Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ...
Álvaro de Campos
O quereres
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixãoOnde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão
Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim
Caetano Veloso
sábado, 25 de julho de 2009
Amigos para sempre
Recebi estes dois lindos selos, dos meus queridos amigos Celene e Lison, amigos que muito estimo e que, pela sua maneira de ser e estar me transmitem muita tranquilidade e sabedoria
Muito obrigada pela vossa indicação.
Recebi do Lison

Recebi da Celene
Repasso para os meus amigos: Prof Nelson; José Sidney ; Rob Maia ; José Chagas; João Cunha
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A fada das crianças

Do seu longínquo reino cor-de-rosa,
Voando pela noite silenciosa,
A fada das crianças, vem, luzindo.
Papoulas a coroam, e, cobrindo,
Seu corpo todo, a tornam misteriosa.
À criança que dorme chega leve,
E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,
Os seus cabelos de ouro acaricia -
E sonhos lindos, como ninguém teve,
A sentir a criança principia.
E todos os brinquedos se transformam
Em coisas vivas, e um cortejo formam:
Cavalos, soldados e bonecas,
Ursos e pretos, que vêm e vão e tornam,
E palhaços que tocam em rabecas ...
E há figuras pequenas e engraçadas,
Que brincam e dão saltos e passadas ...
Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
Pé ante pé, volta a melhor das fadas
Ao seu longínquo mundo cor-de-rosa.
(Fernando Pessoa)
domingo, 19 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Gripe suína ou PANDEMIA DE LUCRO - toda a verdade
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Sindrome de Tourette ou fluídos pesados de espíritos sofredores?
Algumas doenças poderão ser provocadas pelos fluídos pesados dos espíritos sofredores, a que está ligado a criatura encarnada? OBSESSÃO OU NÃO?
Hierodulas, heteras e Puta a deusa da podadura
Desde a pré-história a mulher era associada à Grande Deusa, Deusa Mãe, ou Deusa Terra, e como tal estava no centro das actividades sociais. A prostituição sagrada foi muito praticada na antiguidade com finalidade religiosa. As hierodulas (escravas ou prostitutas sagradas) normalmente ligadas a um templo, praticavam o sexo para angariar bens destinados ao templo, com o intuito de permitir a união de homens com os deuses, ou ainda para propiciar a fertilização.Na Antiguidade, em várias civilizações do Oriente Médio era comum a prática da prostituição sagrada, pela qual os homens visitavam templos, onde tinham relações sexuais com o objectivo de comungar com uma determinada deusa . A prostituta sagrada encarnava a deusa, tornando-se responsável pela felicidade sexual, "a veia através da qual os rudes instintos animais são transformados em amor e na arte de fazer amor", explica Nancy Qualls-Corbett, autora do livro "A prostituta sagrada", da Editora Paulus.
Para os homens antigos a lua era andrógina. Pelo facto de o homem depender dos préstimo da Lua para a fertilidade da terra, dos homens e dos animais, provocou desde a mais remota antiguidade uma espécie de hiéros gamos, casamento sagrado, uma união com intuito sagrado e impessoal
Assim, criou-se uma espécie de ritula sagrado, onde o homem - lua cujo representante na terra era o rei ou o chefe tribal, passava a noite de núpcias com a noiva, para promover a fertilização do casal e consequentemente da tribo e da terra. Este costume perdurou na França até á Idade Média.
Da mesma forma, em determinadas épocas do ano, sacerdotisas e mulheres de todas as classes sociais uniam-se sexualmente a reis, sacerdotes ou a estranhos, que simbolizavam o homem-lua para angariar bens materiais para a deusa (Lua) mas também para que esta favorecesse a fertilização.
Cibele era uma deusa frígia, trazida solenemente para Roma entre 205 e 204 a.C Identificada pelos seus adoradores com a lua era protectora da mulher. Durante as festas orgiásticas da Bona Mater, como era chamada em Roma, os seus sacerdotes e muitos dos seus adoradores vestidos com roupas femininas passavam a servir a deusa Cibele praticando a homossexualidade.
O mesmo acontecia na Índia onde os homens de Winnipeck que consideram o sol como propicio ao homem, mas julgam que a lua lhes é hostil, se sonhassem com a lua sentiam-se no dever de se vestir de mulheres e servir a deusa.
No período em que existia a prostituição sagrada, as culturas constituíram-se sobre um sistema matriarcal que, muito mais do que mulheres em cargos de autoridade, significava um foco em valores culturais diferentes. "Onde o patriarcado estabelece lei, o matriarcado estabelece costume; onde o patriarcado estabelece o poder militar, o matriarcado estabelece autoridade religiosa; onde o patriarcado encoraja a areteia (valor, força e perícia) do guerreiro individual, o matriarcado encoraja a coesão do coletivo, algo que tem a ver com a tradição". (William Thompson, The Time Falling Bodies Take to Light)
As heteras na antiga cultura grega
As heteras mulheres livres, desempenhavam na antiga cultura grega o mesmo papel que hoje as “call girls” desempenham na nossa sociedade.
Eram acompanhantes, companheiras, reuniam a espiritualidade com a graça feminina para além da capacidade de conversação, virtudes que uma esposa comum raramente possuía.
Em meados do sec IV a. C. aparece uma figura miúda mas de extraordinária beleza, tocadora de flauta e sacerdotiza de Afodite, chamada Frinéa que ficou na história pela sua graça e pelo seu costume de submergir nua com os cabelos soltos nos festivais de Poseidon e nos Rituais de Eleusis.
Teve um papel importante no meio cultural da época. Amante de figuras importantes como Praxiteles, posa para a escultura “Afrodite de Cnidos”. Frequenta o círculo de amigos de Sócrates e de Arsitófanes que a têm em alta consideração.
Puta, em latim era uma Deusa muito antiga e importante. O termo provém do verbo putare, "podar", Puta era a deusa que presidia a podadura.
O sentido prejurativo surgiu por volta de 1180-1230 d.c. num texto escrito, até lá nunca foi visto com sentido erótico ou menos digno.