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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Amor e o Tempo

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!

António Feijó, in 'Sol de Inverno'

domingo, 2 de agosto de 2009

Assim surgiu a aranha...

Segundo o poeta romano Ovídeo nas suas “Metamorfoses”, Arachne tecedeira que morava na Lydia (localidade famosa por produzir alguns dos tecidos mais belos do mundo antigo) envaidecida com a sua perícia na arte de tecer, arrogantemente reivindicava que a sua capacidade rivalizava com a da deusa Atena. Esta na qualidade de protectora dos tecelões, tomando conhecimento da existência de Arachne, viaja até á Lydia a fim de se confrontar com ela. Disfarçada de um camponês idoso, Atena, advertiu a jovem para que não se comparasse aos dos deuses. A tecedeira rejeita os conselhos e vaidosa desafia a própria deusa para uma disputa. Atena teceu uma tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos mortais que desafiavam os deuses e Arachne uma tapeçaria onde mostrava os amores dos deuses. A jovem tecelã foi tão perfeita durante a disputa que a deusa não encontrando uma falha sequer, irada feriu Arachne e rasgou-lhe a tapeçaria. A jovem ficou tão triste que tentou o suicídio enforcando-se, mas a deusa apiedando-se, salvou-a transformando a corda que Arachne usava numa suave teia, mas pelo seu pecado foi transformada numa aranha, e assim a beleza de sua arte nunca deixaria de ser realizada

Teseu e o fio de Ariadne

O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror.
Conta o mito que o rei Minos, pediu ao deus grego Poseidon por um sinal, que lhe assegurasse que ele, e não o seu irmão, subiria ao trono de Creta. Poseidon aceitou o pedido, porém pediu em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.

Poseidon furioso, resolveu castigar o rei e faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Dessa paixão nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.

Na altura, Androceu, filho de Minos, tinha sido morto pelos Atenienses, que invejavam as suas vitórias no festival panatináico. Para vingar a morte do filho, Minos declarou guerra contra Atenas e venceu. Ordenou então, que sete rapazes e sete virgens atenienses fossem enviados a cada nove anos para serem devorados pelo Minotauro. Pela altura do terceiro sacríficio, Teseu, decide ir a Creta a fim de matar o terrivel touro.

Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixonou-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe uma espada e um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Com todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. matando a terrível criatura. Assim, o herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto e saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.

O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração ensinando o que poderia acontecer àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sou eu mesmo.../O quereres




Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio! ...

Álvaro de Campos


O quereres

Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói

Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim

Caetano Veloso

sábado, 25 de julho de 2009

Amigos para sempre

O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio. khalil Gibran

Recebi estes dois lindos selos, dos meus queridos amigos Celene e Lison, amigos que muito estimo e que, pela sua maneira de ser e estar me transmitem muita tranquilidade e sabedoria

Muito obrigada pela vossa indicação.


Recebi do Lison

Recebi da Celene

Repasso para os meus amigos: Prof Nelson; José Sidney ; Rob Maia ; José Chagas; João Cunha

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A fada das crianças


Do seu longínquo reino cor-de-rosa,
Voando pela noite silenciosa,
A fada das crianças, vem, luzindo.
Papoulas a coroam, e, cobrindo,
Seu corpo todo, a tornam misteriosa.

À criança que dorme chega leve,
E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,
Os seus cabelos de ouro acaricia -
E sonhos lindos, como ninguém teve,
A sentir a criança principia.

E todos os brinquedos se transformam
Em coisas vivas, e um cortejo formam:
Cavalos, soldados e bonecas,
Ursos e pretos, que vêm e vão e tornam,
E palhaços que tocam em rabecas ...

E há figuras pequenas e engraçadas,
Que brincam e dão saltos e passadas ...
Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
Pé ante pé, volta a melhor das fadas
Ao seu longínquo mundo cor-de-rosa.

(Fernando Pessoa)

sábado, 18 de julho de 2009

Gripe suína ou PANDEMIA DE LUCRO - toda a verdade

Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???
No mundo, a cada ano, morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
Os noticiários, disto nada falam!
No mundo, por ano, morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 cêntimos.
Os noticiários disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
Os noticiários disto nada falam!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves... os noticiários mundiais inundaram-se de notícias...
Uma epidemia, a mais perigosa de todas...Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos... 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque por trás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande. A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
Antes com os frangos e agora com os porcos.
Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso...
Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo...
Só da gripe porcina, a gripe dos porcos... E eu pergunto-me: se por trás dos frangos havia um "galo"... por trás dos porcos... não haverá um "grande porco"?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é, nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, Secretário da Defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque...
Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde. Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Mas, se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente aos pobres.
Essa seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sindrome de Tourette ou fluídos pesados de espíritos sofredores?

Sindrome de Tourette é uma desordem neurológica que se caracteriza por tiques involuntários que podem ser vocais ou motores e mudam constantemente de intensidade. Este sindrome aparece mais nos homens do que nas mulheres e manifesta-se na infância, vindo a perder a intensidade na fase adulta. Os tiques podem manifestar-se em qualquer parte do corpo, mas normalmente ocorrem no rosto e na cabeça - no rosto em forma de caretas repetidas e na cabeça como um todo em forma de movimentos bruscos, repetidos, de um lado para o outro.
Até hoje ainda não se encontrou tratamento para este sindrome.

Algumas doenças poderão ser provocadas pelos fluídos pesados dos espíritos sofredores, a que está ligado a criatura encarnada? OBSESSÃO OU NÃO?