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domingo, 20 de setembro de 2009

Os dons de Deus


Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefato, viu um anjo atrás do balcão.

Maravilhado com aquela visão, perguntou: "- Anjo,

o que vendes?"

O anjo respondeu: "- Todos os dons de Deus."

O homem voltou a perguntar: "- E custam caro?"

E a resposta do anjo foi: "- Não. É de graça .. é só escolher."

O homem, todo feliz, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes de sabedoria, caixas de felicidade ... Não estava acreditando que poderia adquirir tudo aquilo.

"- Por favor, embrulhe para mim, muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d'Ele, amor ao próximo, paciência, tolerância..."

O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. Ao retornar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem. Espantado, ele indagou: "- Como pode você me dar apenas esses pacotinhos?! Eu quero levar uma grande quantidade dos dons de Deus."

O anjo respondeu: "- Querido amigo, na loja de Deus nós não vendemos frutos. Apenas sementes."


Fonte: http://www.metaforas.com.br/

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vontade de você

Imagem_difusa_homem-mulher

Hoje me deu vontade de escrever
Escrever não sei o quê, mas pra você

Hoje me deu vontade de te abraçar
De me perder em teus braços
De me envolver em abraços

Hoje me deu uma grande saudade
Uma enorme vontade
De me fundir em você

Hoje me deu um imenso desejo
De te amar
De me soltar

Hoje eu queria você
Queria viver somente com você,
Por você...

Hoje eu só queria teu calor
E me entregar ao cansaço
De uma noite de amor

Hoje eu queria ver teu rosto
Sentir o suor no teu corpo esgotado de amar
Hoje eu só queria dizer...

Que te quero muito!!!
Quero sentir seu corpo quente sobre o meu,
suas mãos me acariciando, seus beijos, seu desejo....

VOCÊ!

**PauloFuentes**

http://www.nadirdonofrio.com/biografia_paulofuentes/biografia_paulofuentes.htm

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desafiando o tempo


Mandou-me um amigo e eu não resisti a publicar. Não há palavras para descrever

Sobrevoando o Grand Canyon

DSC00726A caminho de las Vegas o Parque Natural de Yosemite,

Zion Canyon

DSC00902 Depois do pequeno-almoço saímos de Las Vegas rumo a Saint George, uma das cidades fundadas pelos Mormons. Continuando chegamos ao mais velho parque do estado do Utah, Zion Canyon, conhecido pelo íngreme e escavado desfiladeiro cavado pelo rio Virgin

Bryce Canyon

DSC00910Viajamos ao longo das pradarias em direcção ao Bryce Canyon National Park localizado no sudoeste do estado de Utah

DSC00914DSC00911DSC00921 As belíssimas formações de um tom avermelhado são resultado da contínua erosão do vento, água e gelo em estruturas geológicas, que formam uma espécie de pináculos rochosos.

Lake Powell no Glen Canyon

DSC00948 Lake Powell é um reservatório no rio Colorado, nas terras da fronteira entre Utah e Arizona. A construção da grande barragem no rio Colorado, da qual resultou o Powell Lake, o segundo maior lago artificial dos States, ficou concluída nos anos 60. É o segundo maior reservatório artificial nos Estados Unidos, armazenando 24.322.000 hectares pés (30 km ³) Lake Powell foi criado pelo alagamento de Glen Canyon

DSC00951

Monument Valley

DSC00979Através da Reserva dos Índios Navajo fomos até ao Monument Valley. Estas formações rochosas foram filmadas ao longo dos anos, tornando-se sem dúvida a imagem definitiva do Oeste americano. Continuando caminho, atravessamos para o Arizona e, finalmente deparámos com um dos mais soberbos fenómenos geológicos, o Grand Canyon.

Grand Canyon

DSC01000O Grand Canyon encontra-se no território dos EUA a maior parte no estado do Arizona. O vale foi moldado durante milhares de anos pelo rio Colorado à medida que as suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Cerca de 2 bilhões de anos da história geológica da Terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes vão expondo camada após camada de sedimentos.

DSC01021 A viagem de helicóptero sobrevoando o Grand Canyon é de uma grandiosidade assustadora.

DSC01036 DSC01033 DSC01016 DSC01040Quando o helicóptero virou, o reflexo do sol no vidro não permitiu fotografias com muita qualidade

sábado, 12 de setembro de 2009

Alma perdida



Alma Perdida

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente ...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste ... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz! ...

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"




Escavação

Numa ânsia de ter alguma cousa,
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar,
E a minh'alma perdida não repousa.

Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à fôrça de sonhar...

Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez do fogo...
- Onde existo que não existo em mim?

. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .

Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bôcas esmagadas -
Tudo outro espasmo que princípio ou fim...

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Divagando sobre a beleza


Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às cousas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer cousa que não existe
Que eu dou às cousas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então por que digo eu das cousas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as cousas,
Perante as cousas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos


A beleza é a vida quando nos mostra a sua melhor cara
Khalil Gibran

"Vivemos só para descobrir beleza. Todo o resto é uma forma de espera."
Khalil Gibran

O que é a beleza? uma nova aptidão para nos dar prazer
Stendhal

A beleza é uma contradição velada
Jean-Paul Sartre

A beleza é apenas a promessa da felicidade
Stendhal

Traduzo assim S. Tomás de Aquino: há três coisas necessárias à beleza: integridade, harmonia e luminosidade. Correspondem essas coisas às fases da apreensão?
James Joyce

Num voo de pombas brancas, um corvo negro junta-lhe um acréscimo de beleza que a candura de um cisne não traria
Boccaccio

A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla
David Hume

Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos connosco, nunca o encontraremos
Ralph Emerson

Tu não estás em ti, beleza indizível, estás em mim
Juan Ramón Jiménez

Toda a beleza é alegria que permanece
John Keats

Não há nada de tão belo como aproximarmo-nos da Divindade e espalhar os seus raios pela raça humana
Ludwig Beethoven

Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece
Alphonse de Lamartine

A beleza é a harmonia entre o acaso e o bem
Simone Weil
Platão viu a beleza como o objecto do desejo e uma porta de entrada no transcendental.
S. Tomás de Aquino viu-a como um atributo do Ser e uma dádiva de Deus

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O paradoxo do nosso tempo

escherEscher

O paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas desfrutamos cada vez menos; temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus académicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos. Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência; aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida; adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos; já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com o nosso

vizinho; conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior; fizemos coisas maiores, mas não coisas menores; limpamos o ar, mas poluímos a alma; dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos; aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência; temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral; temos mais comida, mas menos apaziguamento; construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação; tivemos avanços na quantidade, mas não na qualidade; estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e de carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos; estes são tempos em que se almeja a paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de comida, mas menos nutrição; são dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficar por uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrina e nada no estoque.

Fonte:César Romão em Estórias e Metáforas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cinzas e Neve - Gregory Colbert

Clique em cima da foto para ver o portefólio
Gregory Colbert, produtor de filmes e fotógrafo nascido no ano de 1960 em Toronto, Canadá, tornou-se conhecido como o criador de Ashes and Snow, uma coletânea de fotografias artísticas e filmes que têm o seu lugar de exposição no Nomadic Museum.
"Quando dei início a Ashes and Snow em 1992, comecei por explorar o relacionamento entre os homens e os animais de dentro para fora. Na descoberta da linguagem partilhada e das sensibilidades poéticas de todos os animais, trabalho no sentido de restabelecer o solo comum que um dia existiu quando as pessoas viviam em harmonia com os animais."
"Até agora, esta situação não se tem verificado em relação à natureza e aos animais. É preciso que renegociemos o nosso contrato com a natureza. As grandes empresas gastam todos os anos bilhões de dólares em publicidade para anunciar os seus produtos, utilizando como protagonistas os animais e a natureza. A Animal Copyright Foundation fornece um sistema de reconhecimento imediato às companhias responsáveis para que estas possam comunicar que estão informadas e empenhadas em preservar as espécies e os habitats naturais do mundo."
Desde que se presentó por primera vez en Venecia en 2002, más de un 10 millones de personas han visitado Ashes and Snow, una exposición de más de cincuenta trabajos fotográficos a gran escala, una película de 60 minutos y dos cortometrajes “haikus” de Gregory Colbert.
El Nomadic Museum, el hogar itinerante de Ashes and Snow, debutó en Nueva York en marzo de 200, y desde entonces ha estado en Santa Monica, Tokio y la Ciudad de México. La próxima instalación de Ashes and Snow en el Nomadic Museum tendrá lugar en Brasil en 2009.
Fonte: http://www.ashesandsnow.org/e Wikipédia

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Teodora – de meretriz a imperatriz

teodora-de-bizancio

Nasceu no Império Bizantino em 500 e era filha de Acácio, um tratador de ursos do circo. Acácio faleceu deixando 3 filhas de tenra idade, entre elas, Teodora. À medida que cresciam em idade e beleza, as três irmãs devotaram-se sucessivamente aos prazeres públicos e privados do povo bizantino. Teodora dedicou-se ao teatro burlesco como actriz cómica, o seu talento tendia para o que chamaríamos de comédia física, o teatro inteiro de Constantinopla vinha abaixo com risos e aplausos. Era uma jovem bonita de figura pequena mas elegante, pele suave um pouco pálida de traços finos e delicados, olhos expressivos que faziam cair de amores qualquer um. Teodora exibia sem vergonha cenas de nu no palco, seus encantos venais eram prodigalizados a uma turba promíscua de cidadãos e forasteiros de toda classe e profissão. Enquanto seu avanço na sociedade bizantina subia e descia, ela fez uso de cada oportunidade.

Foi amante de Hécebolo governador de Pentápolis de quem teve um filho, mas a relação durou pouco, Hécebolo não estava disposto a sustentar a dispendiosa e infiel amante. Abandonada em Alexandria, à extrema miséria, durante o seu laborioso retorno a Constantinopla, todas as cidades do Oriente admiraram e desfrutaram a bela cipriota cujo mérito parecia justificar o seu nascimento na ilha de Vénus.

Chegada a Constantinopla Teodora decide-se por uma postura mais decorosa e dedica-se à profissão de fiandeira, vivendo numa casinha modesta que mais tarde transformou num sumptuoso templo. A sua beleza logo seduziu o nobre patrício Justiniano que, reinava com poderes absolutos em nome do tio. Fazendo-se pudica, retardando qualquer avanço do apaixonado amante, Teodora ganhava pontos. Justiniano pôs-lhe aos pés os tesouros do Oriente e mostrou-se disposto a casar com a sua deusa a qualquer custo.

A lei romana proibia o casamento de um senador com uma mulher que tivesse sido desonrada por uma origem servil ou pela profissão teatral. Ao casamento oponham-se a Imperatriz e a mãe de Justiniano, mas este aguardou tranquilamente pela morte da Imperatriz, e desprezando os conselhos e lágrimas da mãe, fez promulgar uma lei que facultava através de um glorioso arrependimento, às desditosas mulheres que se houvessem prostituído no teatro, contrair uma união legal com romanos ilustres.

Assim em 523 casou Teodora com Justiniano e em 527, o patriarca de Constantinopla coloca-lhes o diadema do imperador e da imperatriz do Oriente. A prostituta que, na presença de inúmeros espectadores, tinha corrompido o teatro de Constantinopla, foi adorada como rainha na mesma cidade por graves magistrados, bispos, ortodoxos, generais vitoriosos e monarcas cativos. Teodora mostrou ser uma boa governante, lutou para dar às mulheres os mesmos direitos legais que os homens, garantindo – lhes maiores direitos em caso de divórcio e permitindo – lhes possuir e herdar propriedades, criou ainda casas para ex-prostitutas. Há quem diga que as recolhia nas ruas mesmo contra a sua vontade. Mas da mesma forma que se mostrou generosa também se mostrou implacável para com as pessoas que desaprovava. Os seus numerosos espiões observavam e zelosamente e relatavam qualquer acção, palavra ou expressão injuriosa à sua pessoa. Quem lhe desagradasse era atirado às prisões privativas da imperatriz, inacessíveis e por lá ficavam até à morte.

Justiniano idolatrava a mulher e apesar de esta nunca lhe ter conseguido dar um filho, seu domínio era permanente e absoluto, preservou pela astúcia ou pelo mérito, o afecto do Imperador. Teodora morre por volta dos 50 anos, 20 anos antes de Justiniano. Seu corpo foi enterrado na igreja dos Santos Apóstolos, um dos mais esplêndidos templos que o imperador e a imperatriz construíram em Constantinopla. Junto com o marido, ela é santa da Igreja católica Ortodoxa, comemorada a 14 de Novembro.