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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tertúlias Virtuais - Fogo

Velasquez - Oficina de Vulcano

Vulcano ( Hefesto para os Gregos) era o deus romano do fogo. Filho de Júpiter e Juno ou, segundo alguns mitólogos, só de Juno com o auxiíio do vento.

Diz a mitologia que Vulcano era disforme e a sua mãe com vergonha lanço-o ao mar tendo sido recolhido por Tetis e Eurínome filhas de Oceanus. Aí viveu 9 anos escondido numa gruta, o mar protegia-o com as suas ondas e nem os homens nem os deuses conheciam o seu esconderijo.

Há outra versão que diz que em virtude da sua fealdade o próprio Júpiter o lançou ao mar e que, em consequência da queda ficou coxo.
Vulcano era casado com a mais bela e infiel de todas as deusas, Vénus, deusa da beleza e do amor.

Deus do fogo, sobretudo nos aspectos destrutivos como vulcões ou incêndios, Vulcano também era adorado como deus das forjas nos lugares de metalurgia desenvolvida. O seu culto, muito antigo, teve provavelmente origem etrusca, estendendo-se às regiões vulcânicas como a Sicília e parte da Campânia.. Os epítetos de Vulcano, Quietus e Mulciber (mitigante do fogo), sugerem que era invocado para ajudar a debelar incêndios.

O culto do deus tinha lugar em templos afastados das cidades. A sua principal festa, as Vulcanais, realizavam-se a 23 de Agosto e duravam oito dias consecutivos. Por ocasião dessas festas, havia corridas populares em que os concorrentes corriam com uma tocha na mão. Em honra ao deus do fogo, ou antes, considerado o fogo como o próprio deus, o povo atirava vítimas num braseiro, a fim de tornar propícia a divindade.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Blogagem colectiva – Momentos de Paz



Guernica de Picasso e 3 de Maio de Goya são dois exemplos, em como a arte desempenhou o seu papel ao serviço da paz. Os artistas nunca se ausentaram do seu papel na sociedade, denunciando as opressões e a violência. Lutando com as suas próprias armas, foi esta a forma que encontraram para lutar pela paz.



Guernica é para arte um grito de paz

Pintada por Picasso em 1937 representa a condenação aos bombardeios sofridos pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemãs, apoiando o ditador Francisco Franco. A ausência de cor neste quadro, é mais uma forma de representar o repudio sentido pelo sofrimento desta pequena cidade.




Goya imortaliza nesta tela o 3 de Maio de 1808 o levantamento popular que ocorreu em Madrid contra a invasão napoleónica. O movimento daria origem à Guerra de Independência da Espanha em relação à França.
Os madrilenos que foram encontrados com armas foram assassinados. Foram cerca de 400 vítimas. 44 revolucionários foram fuzilados na noite de 2 a 3 de Maio na colina do Príncipe Pío, em Madrid. Este é o episódio que Goya mostra no seu quadro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Direitos Humanos - Blogagem Colectiva

Millet (1814-1875) pintor francês, um dos principais representantes do realismo. Foi o primeiro a usar a sua arte, para denunciar a dificil situação dos trabalhadores rurais e urbanos.
Cumprem-se hoje 60 anos sobre a aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Para comemorar a data, fiz uma selecção de 8 artigos que andam muito mal tratados

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 18°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 24°
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito

Artigo 27°
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.

2. Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Blogagem colectiva - Interlúdio com Florbela

Uma das mais belas homenagens que se prestou a Florbela Espanca, é esta magnífica interpretação dos Trovante "Perdidamente"





Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

sábado, 15 de novembro de 2008

Tertúlias Virtuais - O meu ídolo

Ana Catarina Rocha, Arquitecta
A Catarina sempre foi muito determinada, positiva, e sociável.

Quando ingressou no Curso de Arquitectura da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, uma das mais conceituadas da Europa, percebeu que haviam imensas oportunidades neste campo, não só em Portugal mas também no estrangeiro
No quinto ano do curso foi para a Holanda fazer o estágio e na Universidade de Delft acabou o 6º ano do Curso.

Com as qualidades apresentadas foi admitida nos Mecanoo, escritório de arquitectura internacionalmente reconhecido. Ao fim de dois anos de desenvolvimento profissional, estudo da língua, estudo dos sistemas de projecto, administração e gestão Holandeses, deu inicio a coordenação de projecto, e a partir desse momento construiu uma carreira neste famoso escritório que iria durar cerca de 10 anos.

Mas o seu sonho era assinar as suas obras e explorar novos campos da arquitectura.

Em Fevereiro de 2006, tendo como sócio um colega vindo também dos Mecanoo, inaugurou em Amsterdão “Rocha Tombal Architecten”.
O seu primeiro projecto, nomeado para o prémio de arquitectura holandês “Lensvelt “,é a recuperação do edifício de um antigo deposito de água na cidade histórica de Delft.

As torres de água são património nacional e não podem ser alteradas exteriormente, mas no seu interior, surgiu uma escultura gigante que alberga um centro de meditação.
O projecto foi muito bem sucedido e obteve sucesso imediato; neste momento está publicado em revistas de arquitectura europeias, americanas, e chinesas.

Tem 36 anos, vive na Holanda há 15 anos, sem família, mas com muitos e verdadeiros amigos, luta pelo seu grande objectivo, ter o seu trabalho reconhecido.
O seu sonho, porém, é a realização de um projecto de arquitectura em Portugal.
Conheça o seu trabalho através do web-site: http://www.rocha.tombal.nl/


Matilde Rocha, Designer Gráfica e de Moda
A Matilde sempre foi muito tranquila de poucas palavras, mas muito decidida e autónoma.

Depois de terminar o Curso Técnico de Design de Moda aos 17 anos e com bastante sucesso enveredou no Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Após os primeiros contactos com os métodos académico e clássico deste curso, e devido ao seu interesse generalizado e conhecimentos de design, criação de conceitos e a comunicação visual optou pelo curso de Design de Comunicação da mesma Universidade. Durante este período continuou em contacto com a criação de moda aliada ao desenvolvimento de conceitos de design através de comissões que desde cedo lhe foram sendo atribuídas.

Acabado o curso fez um mestrado em Markting e Comunicação de Moda. Temos na família um instituto de ensino de design de moda, a EMP- Escola de Moda do Porto. A Matilde simboliza o sangue novo, a criatividade, determinação e energia que esta organização, já com 40 anos de existência, necessitava. Neste momento responsável pelo Curso de Design de Moda, obtém constantemente resultados excelentes. Nos concursos para jovens estilistas a EMP arrebata os primeiros prémios.

O ESAD - Escola Superior de Arte e Design, convidou-a, para criação e coordenação do Curso Superior de Moda. Recentemente foi convidada pela Associação Industrial de Barcelos, zona onde se insere a indústria têxtil em Portugal para coordenar o EFA – Educação e Formação de Adultos na área da Moda.

Paralelamente a esta sua actividade na área da educação do design de moda, tem desenvolvido variados projectos de design como por exemplo toda a linha gráfica para um escritório de arquitectura de Barcelona.
A Matilde tem 30 anos, é casada e tem um filho de 18 meses. Tem sabido conciliar com muita mestria a sua vida profissional com a vida familiar, constituindo um grande exemplo.

Os meus ídolos são as minhas filhas por quem tenho um grande orgulho, pela sua perseverança, positivismo, auto-confiança, determinação e alcance dos objectivos traçados.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Blogagem colectiva - Cecília Meireles















Para o meu neto Gonçalo

O menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tem fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das portas,
Ao menino Azul que não sabe ler)
Cecília Meireles

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Blogagem colectiva - Importando Folclore









Arquitectura Colonial

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos - Congonhas - Minas Gerais - Brasil

O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos é um conjunto arquitectónico e paisagístico localizado no morro do Maranhão, no município de Congonhas, estado de Minas Gerais.
Foi considerado Património Mundial da UNESCO em 1985.
O conjunto insere-se na chamada arquitectura colonial, definida como a arquitectura realizada no actual território brasileiro desde 1500, ano dos descobrimentos pelos portugueses, até a independência em 1822.
Os responsáveis pelas obras arquitectónicas da colónia ficaram, na maior parte das vezes, no anonimato, até mesmo no caso de alguns grandes conventos e igrejas. Porém, sabe-se que muitos dos autores das obras mais sofisticadas da colónia foram religiosos ou engenheiros militares, que na sua maioria eram portugueses. As ordens religiosas como a dos Jesuítas, Beneditinos, Franciscanos e Carmelitas, das primeiras a se fixarem no Brasil, possuíam nos seus quadros arquitectos e construtores notáveis, e com eles se iniciou uma grande tradição de construções religiosas cada vez mais ricas e imponentes
Ao longo do século XVIII, os engenheiros militares portugueses projectaram algumas das obras mais importantes da arquitectura colonial
O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos foi construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como António Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde.
A fundação do santuário é atribuída ao português Feliciano Mendes que, tendo adoecido gravemente, prometeu construir um templo a Bom Jesus de Matosinhos, como o que havia em Braga, sua terra natal, caso alcançasse a cura.
Fonte: Wikipédia

Santuário do Bom Jesus- Braga- Portugal


Carnaval de Torres Vedras
O carnaval em Portugal celebra-se em pleno inverno, às vezes com chuva e temperaturas que rondam os 5 ou 6º C.. Muitos vão parar ao hospital com hipotermia.


carnaval em Torres Vedras



carnaval em Torres Vedras