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segunda-feira, 23 de março de 2009

Quando alguém como eu tem um blog

O que é um Blog?
“A definição de Blog não é consensual. Um Blog é um registo cronológico e frequentemente actualizado de opiniões, emoções, factos, imagens ou qualquer outro tipo de conteúdo que o autor ou autores queiram disponibilizar. Existem muitos tipos de Blogs, ouve-se muitas vezes a expressão “Diário virtual” para descrever o Blog, o SAPO pensa que um Blog pode ser muito mais do que isso. Depende apenas e só do que o autor ou autores queiram que o seu Blog seja.”

Quando criei o meu blog, decidi que seria a extensão da minha sala de aula, que falaria do que gosto do que sei, do que me dá prazer.
Gosto de ensinar, de partilhar conhecimento, mas não gosto de falar de mim, do que sou, do que sinto. O que penso, dentro da linha do meu blog está lá expressa.
Para o registo da viagem da minha vida, tenho os meus caderninhos onde diariamente anoto momentos que, não gosto de partilhar, mas que gosto de recordar mais tarde.
Tenho muita dificuldade e, chamem-lhe insegurança se quiserem, de expor os meus sentimentos e emoções para quem não vejo. Quando falo de mim, gosto de o fazer cara a cara, observando a reacção das pessoas, envolvendo-me fisicamente nessa partilha. Admiro profundamente e invejo até, quem o consegue fazer. Pessoas que com uma fluência incrível descrevem situações na primeira pessoa, histórias maravilhosas que me encantam.
Da mesma forma que preservo o que penso e o que sinto, preservo os meus. São maneiras de estar, de ser e de fazer, não tem nada a ver com a falta de coragem, falta de opinião ou inércia, são diferentes posturas em relação à vida.
E porque a minha postura é esta o meu blog tem menos qualidade?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Envolvimentos virtuais

É perfeitamente aceitável que pessoas esmagadas pela rotina, e pelo cansaço procurem se evadir de alguma forma. São as telenovelas, os reality show o footbaal e a internet, que proporciona uma nova forma de relacionamento.
Na internet podemos conhecer gente, fazer amigos, trocar ideias e é até nos apaixonarmos, quase tudo o que ocorre numa união real mas sem nunca se encontrarem.
Este artigo foi uma brincadeira levada a cabo por mim e pelo João Assis.
A proposta, consistia em ele elaborar um pequeno texto a que eu daria continuidade e assim sucessivamente.
O que resultou foi isto
Os envolvimentos virtuais vêm se propagando com grande velocidade, pois através da net conhecemos uma legião de pessoas, aplicamos um filtro e selecionamos, como um grande jogo, que proporciona imenso prazer, mas como toda moeda tem dois lados, começamos á sentir os efeitos desses envolvimentos, é que ao conhecer as pessoas, filtrar e se aproximar, contamos com um fator decisivo, uma brutal desinibição,ou seja, passamos a ser mais autênticos, com grande transparência e acabamos por nos envolver e ao mesmo tempo, sermos envolvidos......

A internet permite fantasias que a realidade inibe. Estar por detrás de um monitor deixar os sentimentos fluírem, é bem mais fácil do que cara a cara. A troca de palavras mágicas, carinhos, tudo isso é possível, sonhar sem limite é o que os amores virtuais permitem. Numa relação real tem que haver sempre cedências, uma relação virtual é só fantasia, todo o sonho é permitido, nada é impedimento…
Mas uma relação virtual é primeiro degrau para um envolvimento de fato real, é onde fantasiamos tudo á revelia da realidade, é aquele período em que traçamos todos os nossos atos para que naquela hora já desejada ,eles sejam perfeitos, é como um planejamento de guerra, onde cada ação será fator decisivo no resultado final, veja como já falamos, isso já é de certa forma real, loucura ou desejo, quem sabe???
Então a pergunta será: precisamos de conhecer para amar?E quando se realizar o tão almejado encontro, será que a paixão não será abalada por pormenores que até aí ficaram no escuro?Na internet esquecemos as diferenças de idade, não valorizamos o aspecto físico. E depois? Quando tivermos que nos enfrentar?Ou será que é preferível viver um amor virtual?São uma série de questões que quem se entusiasma virtualmente não põe.

Mas prevalece sempre a máxima, que diz que o desejo está acima de tudo, ou não, ou já não sei dizer, só sei que se desejo, para isso preciso ver, tocar e sentir, isso é puro instinto, afinal também somos animais...

A internet inverte os roteiros e coloca as palavras em primeiro lugar, mas o cheiro, o sabor, o toque, são essenciais a uma relação plena. Neste aspecto a internet tem um balanço negativo, contudo as pessoas vão continuar errando, arrependendo-se ou com sorte, acertando, porque é esta a lógica do sexo e do amor.

Como é bom termos nossos instintos aflorados, é um extase generalizado, é paixão, loucura, não sei, mas para que pensar, se o momento é para aproveitar. Se é loucura,que seja real.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Existe vida para além do ranking?

Há já algum tempo, vínhamos burilando a ideia de partilhar uma notícia, fruto das nossas longas conversas no msn, onde descobrimos muitas coisas em comum e, uma delas, tinha a ver com a maneira como nos posicionávamos no dihitt
Desta vez o João renovou o convite, e eu aceitei. Viemos até aqui dar-vos a nossa visão das coisas.
Eu confesso, estive muito envolvido com posição no ranking, mas posso afirmar que me fez mal, fiquei obcec
ado, passava em media seis horas á frente do computador sentia necessidade de comentar, queria ver minhas noticias como populares, já estava até á perder minha identidade, mas isso foi me estressando, e tive que repensar.
De que vale ficar escravo, deixar tudo de lado para conseguir ser o melhor?Foi então que tive que parar, ou diminuir, e olhe que nem cheguei á postular as primeiras posições, fui o sétimo, mas estava totalmente obstinado queria
subir, e na verdade isso é uma grande bobagem, é apenas uma massagem no ego, de um teor narcisista, acredito.
Tenho tantos amigos aqui, por que desejar ser melhor que eles? Ou mostrar ser?Hoje despenquei no ranking, mas conquistei uma coisa que já não mais sentia o sabor, um belo papo, pelo msn, com tempo, sem aquela angustia por saber o que está passando lá no diHITT.

Eu amo esse ambiente, mas prefiro ter minha autonomia para poder estar lendo uma notícia, às vezes relendo, para que então eu possa estar comentando, essa magica que encontro aqui, confesso, eu tinha perdido, eu queria subir, (deixei a hipocrisia guardada), eu queria subir ao topo, mas posso afirmar, é uma tolice.

Para que sejamos ouvidos, precisamos ser autênticos, falar de coisas que gostamos, dominamos, nunca jamais seguir as tendências, á menos que desejemos ganhar dinheiro, mas esse também não é meu objetivo, não tenho esse talento.


O João foi das primeiras pessoas que conheci, aturava as minhas ansiedades em relação a tudo que aqui se passava, com a tranquilidade que lhe é peculiar.

Muitas horas passámos comentando as nossas notícias, ansiando para que fossem populares, tecendo mil conjecturas sobre o funcionamento desta rede social que nos cativou, a ponto de se tornar uma obsessão.

Cheguei ao 24º lugar do ranking sem me ter apercebido, foi um amigo que, ao dar-me os parabéns, me alertou para o facto. A partir de aí fiquei mais desperta e participativa, mas comecei a sentir-me escrava do sistema. Tinha que, diariamente votar, e comentar, para não perder a posição, e à medida que ia subindo, ia-me viciando cada vez mais.
A tal ponto que, quase organizei a minha vida em função do dihitt. O blog ia-se descaracterizando, uma vez que, não tinha tempo para preparar notícias. Até que, se impôs que eu fizesse uma reflexão sobre o estado das coisas. Quando decidi pertencer a um site social, nunca me imaginei vir a sentir prisioneira. Não nego que tenho prazer em ver o meu blog bem posicionado. O blog, corresponde de alguma forma, a um trabalho que realizo, e que, os meus amigos sancionam com o seu voto.

Mas o lugar no ranking é outro assunto, tem a ver com a disponibilidade mental e de tempo, para ler um significativo número de notícias e comentar quase exaustivamente. Decididamente não era bem isso que eu queria.


Concordo com você Emilia, afinal, qual o verdadeiro sentido do diHITT para você?

Eu vejo esse ambiente como uma grande ferramenta para que possamos implementar um novo conceito de cidadania, juntarmos as pessoas, criarmos uma unidade, enfim, eu quero mudar o mundo, ainda não deixei esse ideal escapar, já paguei um valor altíssimo para chegar até aqui, e finalmente vejo todas as condições enfim criadas, essa é a hora, vamos fazer desse mundo um lugar mais justo, se menos injusto já estarei satisfeito, sei que sozinho certamente serei apenas um quixote, lutador solitário, que invariavelmente me perderei em uma loucura solitária, mas acredito que se juntarmos pessoas em torno de um ideal, aí sim faremos acontecer, com pequenos gestos, podemos construir grandes obras, conscientes que ninguém estará sozinho, e que a cada gesto nosso não deveremos ficar pensando que tal atitude é muito pequena, pode até ser, mas quando somadas á outras e outras, poderemos ver a extensão do feito, somos sim, o que acreditamos ser, devemos ver essa vida como uma grande oportunidade que nos foi dada, para que não apenas passemos por ela, sem deixar nenhum feito, por isso o fato de sermos egoístas, querermos todo o mundo só para nós é um sentimento pequeno, que em nada enaltece nossa passagem.

O dihitt é o lugar apropriado, em língua portuguesa, é capaz de reunir em um ambiente, uma legião de pessoas com cultura semelhante, brasileiros que um dia deixaram a pátria em busca de uma vida melhor, portugueses que colonizaram nossa nação, angolanos, e mais uma incontável legião de pessoas, que a meu ver, podem sim estarem engajados nessa batalha, eu reafirmo que amo o dihitt, mas a ambição pelo ranking, felizmente é coisa do passado, me fez mais mal que bem.


Tens razão João, o dihitt é um excelente meio de socialização, com gente fantástica, muito humana e de grande qualidade, e por quem eu tenho imenso carinho. Dizer que é uma família é banalizar, porque na verdade é bem mais do que isso. As famílias não se escolhem e nós aqui escolhemos os amigos.

Estou aqui pela troca de ideias, o saber mais, partilhar o que sei com os outros, comentar as boas notícias que vão aparecendo, receber comentários, tudo num ambiente saudável e não competitivo que, a meu ver, é a verdadeira razão de ser do dihitt.
O que quero acima de tudo é um blog que vá crescendo em qualidade, e o dihitt é o local ideal para eu fazer essa aprendizagem.

Penso também que haverá pessoas, que, tal como eu fiz, usam o dihitt como tábua de salvação para esquecer outros problemas, ou preencher vazios. Se o dihitt satisfaz essas carências, se as horas aqui passadas têm como prémio um lugar de topo no ranking, isso pode traduzir-se num fortalecimento da sua auto-estima e nesse sentido já é uma mais valia. Não me quero envolver de uma forma compulsiva, não posso esquecer que, há um mundo lá fora à minha espera e que o tempo passa, e o ranking não me dá mais do que uma satisfação fugaz.

Liberta dessa obsessão, estou mais tranquila, mais espontânea, e com uma participação mais positiva, gozando mais o dihitt, porque sou mais eu, livre e descomprometida.

sábado, 22 de novembro de 2008

Selinho oferecido pela Sol

Recebi da Sol este carinhoso e ternurento selinho que vou repassar para os meus simpáticos amigos:


Lisa

Beth

sandracantii

Óscar

Kmmad

jmcreis

ropiva

O selinho está à vossa espera

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Recomendo uma visita ao blog da Mell

Queria recomendar aos meus amigos uma visitinha ao blog da Mell - Metáforas que tem belissimas fotografias da sua autoria.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Começar de novo. Prémios e memes recebidos

Meus amigos quero agradecer-vos todas as mensagens de afecto que tenho recebido.
Sem vós, já nem conseguia viver
Não quis deixar os prémios e os memes que tão gentilmente me ofereceram, irem embora com o Aprendemos. O novo Aprendemos precisa deles para começar de novo.Espero que não fiquem aborrecidos com esta minha decisão, mas se algum de vós não estiver de acordo, eu retiro sem problema.