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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"ÔM NAMAH SHIVAYA"



"ÔM NAMAH SHIVAYA" É um mantra composto fisicamente de sílabas soadas de forma a influenciar o sistema humano, vibra afectando a matéria física, emocional e mental. A palavra é muito poderosa, a todo momento presenciamos isto no nosso dia a dia ao utilizarmos palavras para obtermos o que desejamos (e o que não desejamos).

"Ôm, inclino-me perante Shiva" ou "Ôm, inclino-me perante o meu divino Ser interior". As cinco letras de "Namah Shivaya" significam as cinco acções do Senhor: criação, preservação, destruição, o ato de ocultar e a benção; significam também os cinco elementos e toda a criação através da combinação deles. "Na" denota o poder oculto do Senhor que faz a alma se mover pelo mundo, "Mah" é a amarra que prende a alma na roda das vidas e mortes. "Shi" é o símbolo do Senhor Shiva, "Va" é a Sua graça e "Ya" é a alma individual. Se a alma se enreda em "Na" e "Mah" ela ronda interminavelmente pelo mundano, se ela se associa com "Va" ela vai em direção a Shiva. "Namah Shivaya" forma o corpo do Senhor Shiva e o mantra propicia que "eu me refugie no corpo do Senhor Shiva"’.

É utilizado na meditação ióguica e os seus praticantes afirmam que o seu japa (repetição mental ou verbal de um mantra) que se pode fazer usando um japamala, induz um profundo relaxamento físico e mental, além de possuir eventuais efeitos curativos.

Babaji ensinava que se as pessoas repetissem constantemente o nome do Deus da crença de cada um, a vida dos homens e todos os seres do planeta poderia ser reconduzida para um padrão mais saudável e eventualmente poderíamos esperar um futuro menos negro do que este que a humanidade actual está gerando. São milhares os depoimentos de pessoas relatando os efeitos extraordinários provocados pelo uso constante deste mantra.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os homens falam de "Deus"


Se estamos no alto, Deus é tudo. Se estamos em baixo, Deus é uma compensação para a nossa miséria
Autor: Goethe , Johann

Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo
Autor: Beauvoir , Simone de

Só se deverá acreditar num Deus que ordene aos homens a justiça e a igualdade
Autor: Sand , George

Deus é a lei e o legislador do Universo
Autor: Einstein , Albert

Se Deus está connosco, quem estará contra nós?
Fonte: "Romanos 8,31"
Autor: Textos Bíblicos

Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca
Fonte: "Mordechol Kaplan" 

Autor: Textos Judaicos

Deus fez-te para o amares e não para o compreenderes
Autor: Voltaire

Deus concede-nos o dom de viver. Compete-nos a nós viver bem
Autor: Voltaire

Toda a prova da existência de Deus o rebaixa a nosso próprio nível
Fonte: "Pensamento à Solta" 

Autor: Silva , Agostinho

A diferença entre Deus e nós deve ser não de atributos, mas da própria essência do ser. Ora tudo é o que é. Portanto Deus é não só o que é mas também o que não é. Confunde-nos de Si com isso
Autor: Pessoa , Fernando

Desconcerta-me tanto pensar que Deus existe como que não existe
Autor: Márquez , Gabriel

Deus é um castelo de defesa
Autor: Lutero , Martinho

Tudo é bom quando sai das mãos do Autor das coisas, e tudo degenera entre as mãos do homem
Fonte: "Emílio"

Autor: Rousseau , Jean Jacques

Fonte : www.pensador.info/

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Arca da Aliança

A Arca da Aliança é um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados por toda a humanidade.
Deus pediu a Moisés para construir a Arca e dentro dela foram colocados três objectos que, foram o testemunho da relação de Deus com o seu povo: as tábuas dos dez mandamentos, um pote de Maná e o cajado de Arão.
Maná
Segundo o livro bíblico do Êxodo: maná é um alimento produzido milagrosamente fornecido por Deus aos hebreus. Após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdédio (material semelhante a uma pérola produzido da resina de uma árvore), que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite
O cajado de Arão
A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio de Arão. O SENHOR portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse provada visível e definitivamente, mediante um sinal sobrenatural. Um príncipe de cada tribo dos israelitas deveria trazer até Moisés uma vara correspondente à sua tribo, inscrita com o seu nome. Moisés recolheu as varas e pô-las no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que a vara do homem escolhido floresceria. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze varas normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas maduras. Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).
Construção da Arca
A Arca construída em madeira de acácia tinha 111cm de comprimento, 66,6 cm de largura e 66,6 cm de altura. Era interiormente recoberta a ouro puro e exteriormente com uma bordadura em ouro. A fim de ser transportada tinha quatro argolas, duas de cada lado também em ouro. Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protector, a figuras estavam curvados em direcção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo relato do verso 22, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro numa presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.

O Templo
A Arca foi colocada num templo que Davi mandou construir para o efeito e que Salomão por morte de seu pai veio a concluir. No templo, havia um recinto (chamado na Bíblia de "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O ambiente passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei, poderiam chegar à sua presença
O templo foi destruído por Nabucodonosor e reconstruído no mesmo local, vindo a ser destruído novamente no ano 70 d. C. pelos romanos. Há quem afirme que o actual muro das lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão
Simbologia
A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram colocadas no seu interior, a Arca é tratada como o objecto sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar na sua presença dentro do Tabernáculo.
Segundo relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocá-la, era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para o seu transporte.
Poderes da Arca
Segundo a Bíblia os Filisteus invadiram a Palestina e levaram a Arca como despojo de guerra para o templo de Dagom em Asdolde, contudo esta ficou por muito pouco tempo, porque coisas estranhas aconteceram. A população foi assolada por moléstias e houve uma invasão de ratos. A população revoltou-se e a Arca foi enviada para a cidade de Ecron. As gentes da cidade descontentes decidiram envia-la de volta para o território de Israel sendo depois transportada para Quireate - Jearim ficando durante vinte anos aos cuidados de Eleazar.
Perdida ou Desaparecida?
A Arca foi dada como desaparecida após as invasões e destruição do Templo de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor cerca de 586 a.C. Até à data não se chegou a qualquer conclusão sobre o seu paradeiro. Nessa altura pode ter sido levada para a Babilónia e destruída para aproveitamento do ouro, ou conservada como troféu. Curiosamente, uma tradição apócrifa registada em 2 Macabeus 2:5 apresenta o profeta Jeremias, na época dessa destruição, retirando a arca do seu lugar sagrado com alguns homens transportando -a para o Monte Nebo em Canaã. Ai, foi depositada numa caverna que foi logo de seguida tapada. Os acompanhantes de Jeremias voltaram mais tarde para sinalizar a caverna mas não a conseguiram identificar.
Outra teoria defende que a Arca poderá estar em Aksun na Etiópia, guardada na igreja de Santa Maria do Zion. A hipótese da Arca estar na Etiópia tem origem no livro dos Reis, que trata das dinastias dos reis etíopes antes de Cristo. Nestas crónicas consta que todos os reis etíopes até aos tempos contemporâneos são descendentes do rei Salomão. Segundo as mesmas, o Rei Salomão teria tido um filho com a Rainha do Sabá, Menelik I a quem Salomão terá confiado a Arca que por sua vez a terá levado para a cidade de Ahsun, então capital da Etiópia.
E assim permanece o mistério do seu paradeiro.

Este é um tema apaixonante que tem feito correr muita tinta e foi abordado brilhantemente no cinema em “Indiana Jones and the Raiders of The Lost Ark” pelo argumentista George Lucas & Philip Kaufman, realizado por Steven Spielberg.

segunda-feira, 30 de março de 2009

E se Judas não fosse o vilão que traiu Jesus?


O Novo Testamento diz que Judas Iscariot é o discípulo que traiu Jesus. Durante séculos o seu nome tem sido sinónimo de deslealdade e traição.
Uma das descobertas mais importantes da Arqueologia Bíblica traz uma nova versão da traição a Jesus. Descoberto por acaso nos anos 70 o manuscrito contendo o Evangelho de Judas, vendido duas vezes e roubado uma, foi finalmente entregue pela antiquária Frieda Nussberger-Tchacos, à Fundação Mecenas de Arte Antiga em Basileia na Suíça.
O Evangelho de Judas apresenta uma versão perdida dos últimos dias de Jesus, usando recriações dramáticas para retratar e esclarecer a complexa história de intriga e acções politicas dos primeiros dias do Cristianismo.
Encadernado em tecido e redigido em língua copta, o manuscrito - ou códice data dos secs. III ou IV e constitui a única cópia conhecida do Evangelho de Judas, cujo original terá sido escrito em grego por um grupo de gnósticos, antes do ano 180. A análise das 26 páginas do papiro, sugere que Judas estaria, afinal, a cumprir os desejos de Jesus quando o entregou às autoridades.
“O relato secreto da revelação que Jesus fez a Judas Iscariot durante uma semana, três dias antes de celebrar a Páscoa” – assim começa o texto deste Evangelho, revelado à comunidade internacional em 7 de Maio de 2006 numa exposição na sede da National Geographic em Washintgton. Noutra passagem, vista como um momento chave da narrativa, Jesus diz a Judas: “ …irás superá-los a todos. Pois irás sacrificar o corpo que me reveste.”
E por várias vezes o apóstolo maldito, por ter entregue Jesus aos romanos, surge destacado. “Afasta-te dos outros e contar-te-ei os mistérios do reino. Irás alcançá-los, mas sofreras muito”, diz-lhe Jesus, afirmando ainda: “…serás maldito pelas outras gerações, e mandarás nelas.”
“O Evangelho de Judas transforma o acto de traição de Judas num acto de obediência”, diz Craig Evans, um conceituado professor do Novo Testamento do Acadia Divinity College, situado em Wolfville, na Nova Escócia.
O manuscrito contendo o Evangelho de Judas, e que resistiu ao tempo, foi provavelmente escrito por volta de 300 d.C. No entanto, a primeira referência que se tem notícia sobre este evangelho data de 180 d.C. quando Irineus, um Bispo Cristão bastante influente, o denunciou como herege. Até então, existiam vários registos da vida e época de Jesus, escritos por vários cristãos durante os 150 anos que sucederam à sua morte, em mais de 30 evangelhos. O Bispo ajudou a elucidar a mensagem cristã argumentando que deveriam existir apenas 4 evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Todos os outros, incluindo o Evangelho de Judas, foram condenados e banidos pelos primeiros sacerdotes da Igreja.
Uma exímia equipe formada por cientistas e estudiosos da Bíblia verificaram a autenticidade deste manuscrito. O processo, envolveu datação por radiocarbono, análise de tinta, imageamento multiespectral, evidência contextual e outros. O trabalho foi difícil segundo Rodolfo Kasser, o principal tradutor do manuscrito. Para Elaine Pagels, professora de Religião na Universidade de Princeton, a descoberta “ derruba o mito de uma religião monolítica e mostra quão diverso e fascinante era o movimento cristão primitivo”.
Fonte: National Geographic (Maio de 2006), Jornal de Notícias Maio de 2006

sábado, 21 de março de 2009

Oração da Serenidade

Esta oração é lida no encerramento das reuniões dos AA e dos NA.
Foi-me dada por um amigo num dia em que me encontrava profundamente deprimida e ansiosa. Desde então, passei a trazê-la sempre comigo.

Oração da serenidade
Concedei-me Senhor
a serenidade para aceitar as coisas
que eu não posso modificar,
a coragem para modificar
aquelas que eu posso, e
a sabedoria para distinguir
umas das outras

quarta-feira, 4 de março de 2009

Manuscritos do Mar Morto

Os Pergaminhos do Mar Morto, ou manuscritos do Mar Morto são uma colecção de cerca de 850 documentos (em papiro), incluindo textos do Tanakh (Bíblia Hebraica), que foram descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto. Foram escritos em Hebraico, Aramaico e Grego, entre o século II a.C. e o primeiro século depois da nossa era, representando vários pontos de vista, incluindo as crenças dos Essénios e outras seitas, e guardados em rolos cuidadosamente envolvidos em panos de linho, e colocados dentro de vasilhas de barro.
Há fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento (excepto do Livro de Ester), de muitos dos livros judeus não canónicos conhecidos, e inclusivamente de outros até então desconhecidos, e apareceu um bom número de escritos próprios do grupo sectário dos Essénios que se tinham retirado para o deserto.
Os textos encontrados coincidem com os medievais, embora sejam quase mil anos anteriores, e as poucas variantes que apresentam coincidem em grande parte com algumas já testemunhadas pela versão grega, chamada dos Setenta, ou pelo Pentateuco samaritano.
Entre os textos de Qumran não há nenhum texto do Novo Testamento, nem nenhum escrito cristão.
Muitos destes manuscritos estão guardados em diversas universidades, em Israel, Estados Unidos, França e Inglaterra. A grande preocupação dos estudiosos da bíblia é provar a ligação de Jesus aos Essênios

Quem foram os Essénios
O mosteiro cujas ruínas se encontravam nas proximidades das cavernas onde os rolos foram encontrados, tinha sido habitado por um grupo de judeus pertencente as seitas dos essênios. Os primeiros religiosos essênios haviam chegado àquela desértica região às margens do Mar Morto por volta do ano 200 antes de Cristo. Os monges durante o dia trabalhavam nas hortas teciam linho, providênciavam a sua subsistência. À tarde liam, meditavam, oravam e entregavam – se à importantíssima tarefa de preparar cópias fiéis dos manuscritos antigos, para que a Palavra de Deus não se perdesse.
No ano 70 depois de Cristo, o mosteiro de Qumran foi agitado pela notícia do fracasso da revolta judaica contra o governo romano, que até então dominara a Palestina. Os monges essênios sabiam que tinham que abandonar Qumran pois a X Legião Romana não tardaria a aparecer para matá-los e destruir o mosteiro. A sua grande preocupação foi esconder todos os livros da biblioteca.
Graças ao clima seco do lugar onde os potes foram guardados, os manuscritos puderam resistir a passagem de quase 19 séculos, vindo a ser descobertos por um pastor beduíno da tribo dos Tamirés

domingo, 7 de dezembro de 2008

Quem foi Maria Madalena?

A designação “Madalena “ deve-se ao facto de Maria ser originária da cidade de Magdala.

Segundo o estudioso André Chevitarese da UFRJ, ela era uma mulher com nome próprio e sem nome de família, irmão ou marido, que possivelmente tinha recursos e uma vida independente, o que não era comum na época. Talvez a sua independência gera-se preconceitos num mundo essencialmente masculino.

Maria Madalena foi identificada frequentemente com outras mulheres que aparecem nos Evangelhos. Na igreja Latina, a partir dos séculos VI e VII, houve tendência para identificar Maria Madalena com a mulher pecadora que na casa de Simão, o fariseu, ungiu os pés de Jesus com as suas lágrimas (Lc.7,36-50) Por outro lado, alguns padres e escritores eclesiásticos, harmonizando os evangelhos, já haviam identificado esta mulher pecadora com Maria, irmã de Lázaro, que em Betânia unge com perfume a cabeça de Jesus (João 12,1-11; Mateus e Marcos), no trecho correspondente, não mencionam o nome de Maria, apenas dizendo tratar-se de uma mulher e que a unção ocorreu na casa de Simão, o leproso (Mt 26,6-13 e par). Em consequência disso, no Ocidente, devido principalmente ao Papa Gregório I generalizou-se a ideia de que as três mulheres eram uma só pessoa.

Nos Evangelhos, podemos ver que Maria representa muito mais o papel de um dos discípulos. Ela encontra-se com Jesus em três dos Seus momentos cruciais: como observadora enquanto Ele era crucificado, como auxiliar no Seu enterro, e como a primeira pessoa a encontrar o Jesus ressuscitado.

Há quem questione se havia alguma relação mais próxima entre Jesus e Maria Madalena.
Uma leitura lógica dos Evangelhos dá-nos a percepção de uma potencial relação entre os dois. No entanto o Novo Testamento, tal como chegou às nossas mãos é omisso neste aspecto.
A verdade é que passou por muitas revisões, adições e traduções até este momento, que lhe podem ter alterado o conteúdo.

No Evangelho de Filipe (63:33-6), um dos chamados Evangelhos Gnósticos encontrados com o tesouro Nag Hammadi no Egipto, é utilizada uma linguagem mais obscura para descrever uma possível relação próxima entre Jesus e Maria Madalena. Neste texto refere-se que Jesus costumava “amá-la mais do que todos os Seus discípulos” e que Ele costumava “beijá-la frequentemente na boca” ficando os discípulos masculinos particularmente ofendidos com este comportamento.

Um dos textos Nag Hammadi é conhecido como o Evangelho de Maria. Neste encontramos referência ao facto de que ela era o recipiente da revelação, para grande aborrecimento dos Apóstolos masculinos. Em 17:10-18 do Evangelho, encontramos André a duvidar que Maria tivesse na verdade visto o Jesus ressuscitado e Pedro perguntando: “falou Ele realmente com uma mulher sem o nosso conhecimento e não abertamente?” Ele continua: “ Será que Ele a preferia a nós?”. Mais à frente no mesmo texto, Levi surge para castigar Pedro, dizendo: “mas se o Salvador a tornou merecedora, quem és tu, na verdade, para a rejeitares? Certamente que o Salvador a conhece bem. È por isso que Ele a amou mais do que a nós”.

Há ainda uma outra teoria que refere a possibilidade de que a história que surge na Bíblia sobre as Bodas de Canaã, onde Jesus faz o milagre da transformação da água em vinho, fosse um recontar distorcido do próprio casamento de Jesus.

Juntando todas as pistas, podemos concluir que:
· A figura de Maria Madalena no Novo Testamento pode ter sido uma relação mais próxima de Jesus do que se pensou originalmente.
· Maria esteve com Jesus em fases cruciais da história, nomeadamente durante a sua morte, enterro e Ressurreição.
· Não existe nenhuma prova directa nos textos actualmente conhecidos, nem nos Evangelhos que corrobore a ideia de que Jesus e Maria eram casados.
· Os Evangelhos encontrados em Nag Hammadi, em 1945, são omissos quanto a provas, ou falta destas, exceptuando uma referência de Filipe de uma possível consorte.

O que aconteceu a Maria Madalena depois da morte de Jesus Cristo?
De acordo com a tradição católica, Maria Madalena morreu em Éfeso, onde residia com Maria, a Mãe de Jesus, e João, o suposto autor do quarto Evangelho. Esta tradição é, no entanto, disputada pela lenda do século VI mencionada por Gregório de Tours, o qual afirma que um documento ainda mais antigo fornece a história de que Maria Madalena viajou para Aix-en-Provence em França, no grupo de São Maximiniano. È Verdade que na França é venerada pelos católicos como em nenhum outro lugar. Tal veneração inspirou a fundação da Abadia beneditina de Vézelay os santuários de Aix e de Saint- Maxime, na Provença e ainda “La Madeleine” em Paris

Maria Madalena também é conhecida como a “amada” nos círculos gnósticos, associando-a de novo à ideia da união com Jesus.

Toda uma indústria cresceu nos tempos modernos à volta da Madalena como uma personificação do Sagrado Feminino, o qual de certa forma representa o espírito da Mãe Deusa.

A história de Maria Madalena está envolta em mito, lenda e simbolismo. Ela representa o espírito da antiga deusa, que foi venerada através do Médio Oriente e da Europa, há milénios