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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Deitar pérolas a porcos

Deitar pérolas a porcos é uma expressão muito usada, quando verificamos que estamos a dar o melhor de nós e não temos feedback.
Deitar pérolas a porcos quererá dizer «oferecer coisas finas, delicadas, ricas ou requintadas a pessoas rudes, ignorantes ou insensíveis.

É uma expressão com origem bíblica. No Evangelho segundo S. Mateus, cap. 7, no Sermão da Montanha, Cristo disse: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis pérolas a porcos, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."


Poderá estar ainda relacionada com o Evangelho, segundo Mateus, capítulo 8, versículo 29 e seguintes: «E os demónios rogavam-Lhe, dizendo: "Se nos expulsas manda-nos entrar naquela manada de porcos". Disse-lhes Jesus: "Ide." Então eles saíram e entraram nos porcos: e eis que toda a manada se precipitou pelo despenhadeiro no mar, perecendo nas águas.»

Fonte: www.ciberduvidas.com

domingo, 12 de abril de 2009

Viagem no Expresso do Oriente

Durante a minha estadia na Turquia, há uns anos atrás, tive a oportunidade de visitar o Pera Palace Hotel. Muitos dos recém-chegados a Istambul no Expresso do Oriente aproveitavam as suítes do Pera Palace para se recuperarem da longa viagem e buscar fôlego para desbravar a então desconhecida Ásia. Um dos quartos reservados pera palace hotelpara mostrar aos curiosos, era o quarto da escritora Aghata Christie. Mas outros famosos passaram por aqui como: o Rei George V de Inglaterra, Kaiser Wilhem II da Alemanha, o Imperador Franz Joseph do Império Austro-Hungaro e o Czar Nicholas II da Rússia .

Decidi então fazer uma serie de pesquisas sobre o famoso comboio que inspirou livros e filmes e, acabei por descobrir que, o famoso Expresso do Oriente ao contrário do que eu imaginava, só faz o percurso Londres – Itália.

Mas vamos à história do Expresso do Oriente.

Há 125 anos, em 4 de Outubro de 1883, partiam da estaç300px-aff_ciwl_orient_express4_jwão Gare de l'Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Roménia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul. Em 1889 a linha é finalmente completada até Istambul.

Na década de 30 o Expresso do Oriente atingiu o seu ponto máximo, com trêss serviços atravessando a Europa. Este sumptuoso comboio transportava a realeza europeia e outros viajantes da corte da França à Turquia. As cabines ofereciam luxo para os passageiros, que podiam se deleitar com camas e estofados de primeira linha, além de serviço de alto nível.

As Guerras Mundiais, porém, ameaçaram a segurança da rota e fizeram o antigo comboio encerrar suas viagens em 1977. Apesar da famosa composição do século XIX ter parado de circular, ainda é possível refazer o trajecto até Istambul a bordo de um trem renovado, mas 52-8055-Orient-Express-726088igualmente sofisticado.

Hoje, o transporte fica por conta de diversas companhias ferroviárias, entre elas a Orient Express Hotels, Trains & Cruises, que criou uma réplica do trem com alguns dos vagões originais. O que aconteceu foi que um britânico chamado James Sherwood investiu cerca de US$ 16 milhões para adquirir e reformar os vagões da antiga linha, e a empresa de hotéis e viagens comprou-os.

O Expresso do Oriente sai todos os dias às 22:20 da Gare de Strasbourg, para Viena. No período entre Março e Novembro pode-se viajar entre Londres e Veneza pelo elevado custo de 2.000,00 euros por pessoa

O expresso do Oriente é considerado o comboio mais famoso do mundo, o seu público-alvo continexp oriua o mesmo: gente disposta a pagar uma pequena fortuna por uma viagem memorável. O pacote de seis noites custa US$ 9 mil e o valor inclui refeições (sem bebidas alcoólicas) e passeios em todas as paradas. A fila de espera para conseguir uma vaga é grande. Segundo a empresa Orient Express Hotel, recomenda-se comprar o pacote com até um ano e meio de antecedência.
Uma vez por ano no mês de Agosto, realiza-se uma viagem recordando o trajecto original que ligava Paris a Istambul.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O sangue azul da realeza europeia vai-se diluindo

Nos dias em que os reis não só reinavam, mas também governavam, o palácio dispunha do casamento dos seus filhos para selar uma aliança política ou enriquecer a linhagem. As satisfações mais íntimas resolviam-se com a instituição extra-oficial das amantes oficiais. Agora que as constituições nacionais separaram a política do palácio, permite-se o triunfo do amor sobre o dever. E assim alguns casamentos foram realizados misturando o sangue azul da realeza europeia a sangue plebeu.
O príncipe Raniere III de Mônaco, optou pela realeza de Hollywood ao casar-se com a belíssima atriz Grace Kelly, em 1956. O rei da Noruega Harald esperou nove anos pela permissão de seu pai, o rei Olav, para casar-se com a sua colega de escola, Sonja Haraldsen em 1968
Na Inglaterra, sempre muito consciente da divisão de classes, o príncipe Carlos procurou uma união mais dentro de seu próprio círculo real, quando se casou com Diana Spencer, filha de um conde, descendente de reis. Já a sua irmã Anne casou-se com um plebeu, bem como seus irmãos Andrew e Edward.
O príncipe Willem-Alexander futuro rei da Holanda casou em 2002 com Máxima Zorreguieta, da Argentina - bonita, vivaz, inteligente, a ex-operadora de investimentos internacionais conquistou o coração de seu novo povo ao distanciar-se de seu pai, Jorge Zorreguieta, que integrou o governo argentino durante a guerra suja, quando o regime militar matou e sequestrou milhares de supostos militantes. Ainda que ninguém tenha acusado Zorreguieta de haver participado dos abusos, o governo holandês enviou seu chanceler à Argentina para informá-lo de que não seria bem-vindo às bodas.
O príncipe Haakon herdeiro do trono da Noruega casa com Mette-Marit Tjessem Hoiby As credenciais da futura rainha causaram arrepios a muitos noruegueses: ela foi garçonete, mãe solteira e deu à luz um filho de um homem condenado pela Justiça por porte de drogas.
O príncipe Felipe, herdeiro do trono de Espanha, casa com Letízia, plebeia divorciada, num país católico onde o divórcio foi ilegal até 1981. A mãe da futura rainha, é enfermeira e representante sindical, também divorciada.
Dantes, os jovens da realeza estudavam nos seus palácios, hoje vão à escola junto com os estudantes comuns e viajam por todo o mundo. Por isso não é de surpreender que achem o seu par fora de um círculo estreito. Frederik conheceu o seu amor australiano num bar de Sydney, Felipe encontrou Letizia num jantar. Haakon e Hoiby conheceram-se num concerto de rock ao ar livre.
Mais casamentos reais com plebeus estão na forja .
A princesa Victoria, 31 anos, herdeira do trono da Suécia, tem casamento marcado para o verão de 2010. O noivo é o seu ex-personal trainer, Daniel Westling, de 35 anos.
Victoria e Westling conheceram –se em 2002, quando ele foi contratado para ser seu personal trainer. Na época, a princesa lutava contra um distúrbio alimentar. ''Com Daniel ao meu lado, eu me sinto segura. Vocês provavelmente perceberam que nos últimos anos estou mais forte e mais feliz'', contou a princesa
O rei Gustav e a rainha Silvia - que é filha de uma brasileira e chegou a morar em São Paulo na infância ,tiveram de pedir a aprovação dos ministros do governo para o casamento. Westling é considerado um plebeu. Nasceu e cresceu num vilarejo do interior da Suécia. Hoje, é dono de uma rede que conta com três academias de ginástica, mas, depois do casamento, ganhará o título de príncipe-consorte Daniel, duque de Västergötland. A monarquia sueca não tem poder político, mas os monarcas representam o país.
O príncipe William de Gales filho do príncipe Carlos de Inglaterra, está de namoro com Kate Midletton , plebeia, ex - hospedeira licenciada em História de Arte, filha mais velha do empresário Michael Midletton administrador da Party Pieces, uma prestadora de serviços e produtos para festas infantis via reembolso postal.
E assim o sangue azul das família reais dilui-se cada vez mais com o sangue dos comuns mortais.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Hora do chá


Todo o chá provém da camellia sinensis, um pequeno arbusto verde, que depois de submetido a um processo de fermentação as folhas escurecem dando origem ao famoso chá. O que marca a diferença entre os vários tipos de chá é o processo utilizado para transformar as suas folhas verdes nesta bebida tão apreciada. No caso do chá verde a oxidação é interrompida na fase inicial pela aplicação de vapor, enquanto que no chá preto é mais prolongada. Os vários graus e processos a que são submetidas as folhas, traduzem-se numa variedade de chás.
O chá é muito rico em antioxidantes e segundo alguns estudos o valor de antioxidante é cerca de dez vezes superior ao encontrado nas frutas e nos vegetais, razão porque é importante na preservação de diversas doenças, onde se destacam as patológicas cardiovasculares e os cancros. A sua composição inclui ainda vitaminas do complexo B e minerais, como o potássio, o magnésio, o fósforo e o flúor.
Diferentes tipos de chá e suas propriedades:
Preto - Rico em antioxidantes. Contém cafeína pelo que deve ser consumido com moderação.
Verde – Possui elevado número de antioxidantes (superior ao encontrado no chá preto). Estudos indicam que uma chávena por dia reduz o risco de hipertensão. Estimula o metabolismo, elimina as gorduras.
Branco – Também denominado White Peony, é composto por folhas e botões vaporizados. Raro, extremamente rico em antioxidantes (estima-se mesmo que contenha três vezes mais antioxidantes do que o chá verde), é considerado o mais puro.
Variedades de chá preto
Ceilão – Chá preto originário do Sri Lanka.
Darjeeling – Chá preto cultivado na Índia, no sopé dos Himalaias. De tonalidade escura, tem sabor floral. É produzido em quantidades reduzidas.
Assam – Originário do Assam, uma região da Índia. Este chá preto tem sabor forte, licoroso mas um pouco amargo.
Earl Grey – Mistura de chá preto da Índia e do Ceilão, de aroma fresco e com essências de bergamota.
English Breakfast – Mistura de chás pretos indianos e chineses, muito apreciada pelos britânicos. Frequentemente consumido com leite e açúcar.
Oolong – É originário da China e do Taiwan e o seu processo de fermentação situa-se num ponto intermédio entre o chá verde (curto) e o chá preto (prolongado). Tem um sabor prolongado e os nutrientes do chá verde.
Jasmin – Originário da China, tem propriedades digestivas. Chá de camellia sinesis aromatizado com essência ou flores de jasmin.
Como fazer um bom chá
O chá – existe em folhas ou em saquetas, mas as folhas são a melhor opção. Coloque-as soltas na água para libertar o aroma.
O bule – Aqueça o bule antes de servir. O bule é uma boa opção pois mantém o aroma e o sabor.
A água – À maioria dos chás deve ser adicionada água a ferver. No caso do chá verde basta que a água esteja quente.
O tempo – O período de infusão não deve ser inferior a 60 segundos nem superior a 5 minutos. Quanto mais longa for maior será a quantidade de tanino, substância que lhe confere um sabor amargo.
O chá deve ser consumido com moderação particularmente durante a gravidez.