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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Passeio por Belém

Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos é uma obra fundamental da arquitectura manuelina.
Encomendado pelo rei D. ManuelI, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. O local escolhido foi Santa Maria de Belém, junto ao rio Tejo. Em 1502 é iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, os mais importantes foram Diogo Boitaca a quem se deve o plano inicial e parte da execução e João Castilho responsável pelas abóbadas das naves e do transepto com uma rede de nervuras em forma de estrela.
O nome do mosteiro deriva do facto de ter sido entregue à Ordem de S. Jerónimo nele estabelecida até 1834.
Sobreviveu ao terramoto de 1755, mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas mandadas por Napoleão Bonaparte no início do sec XIX.
No Mosteiro dos Jerónimos encontram-se os túmulos dos reis D. ManuelI e sua mulher D. Maria, D. João III e sua mulher D Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda do navegador Vasco da Gama, do poeta Luís Vaz de Camões, e dos escritores Alexandre Herculano e Fernando Pessoa.
Centro Cultural de Belém

Ao lado dos Jerónimos temos o CCB (Centro Cultural de Belém)
Construído em 1992 para acolher a presidência portuguesa da União Europeia, e que pudesse ao mesmo tempo permanecer, como pólo dinamizador de actividades culturais e de lazer.
O edifício é constituído por 3 corpos:

· O Centro de Reuniões, que acolhe de forma privilegiada congressos e reuniões de qualquer natureza e dimensão. Esta estrutura inclui ainda os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens abertas a utilizadores.

· O centro de Espectáculos, é o núcleo de produção e apresentação de carácter artístico e cultural do CCB. Tem 3 salas equipadas para acolher espectáculos de ópera, cinema, bailado e teatro ou qualquer outro tipo de género musical

· O Centro de Exposições, composto por um conjunto qualificado de áreas expositivas divididas por 4 galerias que apresenta e produz exposições de artes plásticas, arquitectura, design e fotografia. Lojas e uma cafetaria completam a estrutura.

Tem também um museu de design que de momento se encontra encerrado abrindo exclusivamente para visitas de estudo e ao domingo para visitas guiadas, ciclos de conferências e outras actividades.
Fazem ainda parte do CCB belos jardins de relvados geométricos com oliveiras, um restaurante e uma cafetaria virados para o Tejo.


Junto ao Rio tem a Torre de Belém que já foi aqui abordada anteriormente e o Padrão dos Descobrimentos Portugueses.

Não deixe Belém sem ir à genuína casa dos pastéis de nata mais conhecidos por Pastéis de Belém.
Tal como grande parte da doçaria portuguesa, os Pastéis de Belém estão ligados a raízes conventuais. Diz a lenda que havia um confeiteiro, dono de uma refinaria de açúcar - Domingos Rafael Alves -, que se tornou amigo de um pasteleiro que trabalhava no Mosteiro dos Jerónimos. Com a revolução de 1820, desapareceram muitas ordens religiosas, deixando monges e freiras desalojados e muitos trabalhadores desempregados. Foi nessa altura que o confeiteiro contratou o pasteleiro dos Jerónimos detentor da famosa receita dos pastéis, o homem que impulsionou a fábrica de Domingos Rafael a única fábrica dos verdadeiros Pastéis de Belém

1 comentário:

MGHORTA disse...

Gosto muito desse passeio, sempre que ia ao futebol ao Belenenses, tinha que comer uns pastéis, umas vezes com sabor doce, outras vezes com sabor amargo dado às derrotas que impunham ao meu clube.
Mais gostava de um barzinho que tinha uns caracóis maravilhosos, o passeio por aquelas bandas eram sempre lindos, hoje fica a saudade.

Parabéns, a forma descrita de uma zona bela e histórica, é relevante.