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domingo, 5 de abril de 2009

Diga-me uma coisa, é narcisista?

É o género de pessoa que se considera melhor que os outros?
Sente-se superior, especial e único?
Super-estima as suas capacidades, exagera as suas realizações, tornando-se presunçoso e arrogante?
Surpreende-se quando não recebe o louvor que espera, ou julga merecer, por parte dos que o rodeiam?
Narcisismo/Auto-estima
A linha que separa o narcisismo da auto-estima é tão ténue que se torna quase invisível.
Pessoas com auto-estima elevada tendem a apresentar relações afectivas inadequadas. São pessoas egoístas, manipuladoras, com desejo de poder. Apesar de parecerem atraentes inicialmente, procuram na verdade uma relação de dominação em vez prazer. São indivíduos que até podem ser atraentes, mas só se notam os aspectos negativos de sua personalidade posteriormente.
Narcisismo/Egoismo/Altruismo
O narcisismo encontra-se muito associado à ideia de egoísmo que, por vezes, é utilizado como sinónimo para o pecado da vaidade. Ego-ismo, amor exclusivo a si mesmo opõe-se a altru-ismo, amor ao outro. É esta exclusividade do amor a si mesmo com exclusão do outro, que vai tornar impróprio este amor.
Narcisismo/ Culto do corpo
O corpo é a nossa própria condição de existência humana, é essencial que nos preocupemos e estejamos constantemente atentos às suas modificações.
Por isso é correcto que os seres humanos não estejam completamente habituados com seus corpos ou satisfeitos com seu desenvolvimento, pois em certos momentos o corpo pode parecer desconhecido e abstracto.
Essa insatisfação e esse desejo de controlo têm ultrapassado os limites na actualidade, no contexto do que realmente é essencial na vida humana. Percebemos que a partir do desejo pelo próprio corpo, aliado a um modelo de corpo incessantemente perseguido, uma geração de “narcisos” pode ter sido gerada. Na pós-modernidade, o corpo parece gerar um novo arquétipo de felicidade, fundamentado no culto ao corpo e no narcisismo como neurose colectiva.

Cuidado para não se apaixonar cegamente e excessivamente por si mesmo. Ter amor-próprio é diferente de só olhar para o próprio umbigo. Não deixe que a “Síndrome do Endeusamento” o domine para não acabar caindo na lagoa e se afogar, igual ao Narciso.
O mito de Narciso
Na Mitologia Grega Narciso ou O Auto-Admirador era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho. Várias versões do seu mito sobreviveram: a de Ovídeo, das suas Metamorfoses; a de Pausânias, do seu Guia para a Grécia (9.31.7); e uma encontrada entre os papiros encontrados em Nag Hammadi , ou Chenoboskion, também chamada Oxyrhynchus.
Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a sua própria imagem.
Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco e o seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde morrera.

2 comentários:

joao Assis disse...

Emilia,
O Narcisismo existe em nosso meio de uma forma camuflada,existem varias conotações diferentes,porém a essência predomina,acredito ser um sentimento muito egoista,que afasta as pessoas de uma verdadeira convivência,aquela em que primamos pela cooperação e cumplicidade.
Um grande beijo,amiga.

Lisa disse...

Olá Emilia,
Acho que conheço uma pessoa super hiper narcisista.
É terrível conviver com uma pessoa assim,aff...
Muito interessante seu texto, vou enviá-lo - assim como quem não quer nada - para o narcista em questão.
Tenha uma ótima semana.
bjs