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sábado, 5 de setembro de 2009

A Vénus de Canova – Pauline Bonaparte

canova-paolina-borghese

Pauline nasceu em Outubro de 1780 na Córsega, filha de Carlos Bonaparte, de origem italiana, um notável da ilha e Letícia Ramolino, filha de um funcionário do governo genovês.

Pauline era uma das 3 irmãs de Napoleão Bonaparte e a sua preferida.

Belíssima, dona de um corpo perfeito, cintura fina, pés e mãos delicados, um cabelo luminoso e um sorriso com dentes admiráveis, arrasava corações por onde passasse. Caprichosa e sensual, amou e deixou-se amar por homens de todas as condições sociais. Foi por muitos considerada ninfomaníaca, mas sabe-se que tinha um coração de ouro. Aos dezassete anos apaixona-se pelo general Leclerc que tinha 25 anos, com quem vem a casar. Caprichosa e demasiado bela para ser amada por um só homem, Pauline preocupava-se apenas em seduzir e as suas toilettes requintadas, a sua juventude e beleza deixavam os jovens perfeitamente loucos. Todos a queriam nos seus braços e na sua cama. Nos bailes brilhava de entre as outras e as paixões sucediam-se.

Napoleão para acabar com os rumores manda o general numa missão para o Haiti e fim de pôr termo a uma revolta de negros,. Chegado a S. Domingos, Leclerc atacado de febre amarela acaba por sucumbir. Pauline adoece devido ao clima e regressa a Paris. Embora se tivesse curado da enfermidade nunca mais recuperou completamente, o que, não a impediu de continuar a levar a mesma vida de sempre.

Mais uma vez Napoleão decide casar a irmã e agora com alguém que pudesse sustentar o seus luxos.

Assim aos 22 anos Pauline casa pela segunda vez, em Agosto de 1803, com um dos mais ricos aristocratas de Roma, o príncipe Borghese, sobrinho neto do Papa Paulo V. Sem ser belo Borghese era um homem muito rico, senhor de sumptuosos palácios luxuosamente decorados e possuidor de valiosas obras de arte.

Pauline vivia como uma princesa rodeada de jóias, belos vestidos e amantes.

Foi por esta altura que António Canova famoso escultor neoclássico de origem veneziana a esculpiu numa pose onde repousa como Vénus reclinada, com o torso nu, onde se pode apreciar toda a sua escultural figura. Na altura não eram comuns os retratos de nu e não se sabe se terá mesmo posado nua para Canova, uma vez que apenas a cabeça tem características realista (ligeiramente idealizadas), apresentando o torso nu características das formas femininas do período clássico.

As saudades da vida parisiense levam-na a divorciar-se e a regressar a Paris aos salões, aos bailes às caçadas e ás paixões. Paulina adoece novamente e faz uma retirada principesca para Nice acompanhada de toda a sua comitiva. Por fim cansada reconcilia-se com Borghese voltando a viver juntos. Devido à sua vida desregrada, Paoletta, como carinhosamente Napoleão a tratava, morre aos 45 anos sem deixar descendência.

Fonte: www.leme.pt/biografias/b/irmasbonaparte.html

3 comentários:

Elizabete Mattos disse...

Muito interessante. Gostei.

LISON disse...

Saudações!
Amiga Emilia,
Um texto encantador...De parabéns a grande, Pauline Bonaparte, que além de determinada queria era viver em sua plenitude!
Parabéns pela belíssma narrativa e histórico!
Abraços!
LISON.

arte-e-manhas.com disse...

Uma personagem cheia de vida e encanto, para além dos encantos!
Muito interessante a sua história.

Abraços
Luísa